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sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Pirâmides do Egito

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As grandes pirâmides egípcias surgiram em um contexto de centralização política, prosperidade econômica e forte religiosidade. Durante o período em que o poder dos faraós atingiu seu auge, esses governantes eram considerados representantes divinos na Terra, responsáveis por manter a ordem entre o mundo humano e o sagrado. Conforme explica o portal A história das Pirâmides no Egito Antigo, as pirâmides integravam complexos funerários monumentais, concebidos para assegurar ao soberano uma passagem adequada à eternidade.

A crença na permanência da alma — o Ka — fundamentava práticas rigorosas de preservação do corpo. A mumificação envolvia técnicas cuidadosas, como a retirada de órgãos específicos, armazenados em recipientes próprios, além da aplicação de óleos e o envolvimento em faixas de linho. Segundo a síntese apresentada em Civilização egípcia (Toda Matéria), o sepultamento incluía objetos pessoais, alimentos e bens de valor, pois se acreditava que o faraó continuaria necessitando deles na vida após a morte.

Antes das pirâmides monumentais, predominavam as mastabas, estruturas retangulares de base larga e topo plano. Com o avanço das técnicas arquitetônicas, esses túmulos evoluíram para formas piramidais mais complexas. Entre as construções mais conhecidas estão as erguidas no planalto de Gizé, tradicionalmente associadas aos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos. Como destaca o Manual do Enem em “Pirâmides do Egito: veja o nome e história das principais”, a pirâmide atribuída a Quéops tornou-se a maior estrutura funerária do mundo antigo, símbolo máximo do poder real.

Ao redor dessas construções principais foram edificadas pirâmides menores destinadas a rainhas, além de mastabas reservadas a membros da corte e funcionários de alto escalão. Próxima ao complexo de Quéfren encontra-se a imponente Esfinge, escultura monumental que reforça o caráter simbólico e religioso do conjunto arquitetônico.

Com o enfraquecimento gradual do poder central, as edificações tornaram-se menos grandiosas. Alguns túmulos posteriores passaram a apresentar inscrições internas conhecidas como “Textos das Pirâmides”, registros religiosos que auxiliam na compreensão das crenças egípcias. Ainda assim, o período clássico das grandes pirâmides permaneceu como referência máxima de monumentalidade.

O modo como esses gigantes de pedra foram erguidos continua despertando debates. Reportagem da BBC News Brasil, em “Construção das pirâmides do Egito”, aponta hipóteses recentes sobre técnicas de transporte de blocos calcários, envolvendo o uso de rampas e possível aproveitamento de cursos d’água. Essas interpretações reforçam a capacidade organizacional e o conhecimento técnico dos egípcios, afastando teorias fantasiosas que atribuem as obras a intervenções extraterrestres.

A sociedade que produziu tais monumentos resultou da interação de diferentes grupos populacionais do nordeste africano e do Oriente Próximo. Essa diversidade também dialoga com discussões atuais sobre ancestralidade. De acordo com o estudo divulgado em “Oriente Médio e Judeus – DNA brasileiro”, parcela do DNA da população brasileira apresenta contribuições do Oriente Médio e do norte da África, especialmente da região do Magrebe. No caso da herança judaica, o mesmo levantamento indica presença relevante associada aos fluxos migratórios e às perseguições religiosas ocorridas na Europa, que levaram muitos judeus e cristãos-novos a buscar refúgio nas Américas.

Assim, ao observar as pirâmides como expressão de poder, fé e organização social, não apenas revisitamos um dos capítulos mais fascinantes da Antiguidade, mas também refletimos sobre conexões históricas e genéticas que, de maneiras distintas, ainda ecoam na formação de povos contemporâneos, inclusive no Brasil.


Declaração de Originalidade

O presente artigo foi produzido a partir de pesquisa autoral, com base em fontes históricas, documentais e bibliográficas devidamente referenciadas e passou por verificação de similaridade textual com ferramentas profissionais de detecção de plágio. As fontes utilizadas estão devidamente citadas, respeitando direitos autorais e boas práticas editoriais.



Texto adaptado por Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

A história das pirâmides no Egito Antigo. Disponível em: >(A história das Pirâmides no Egito Antigo. Pirâmides no Egito Antigo)<. Acesso em 16 de julho de 2024.

Construção das pirâmides do Egito. Disponível em: >(Construção das pirâmides do Egito: cientistas dizem ter desvendado mistério - BBC News Brasil)<. Acesso em 12 de julho de 2024.

Civilização egípcia. Disponível em: >(Civilização egípcia (Toda matéria))<. Acesso em 17 de julho de 2024.

Oriente Médio e Judeus - DNA brasileiro. Disponível em: >(https://www.genera.com.br/blog/oriente-medio-judeus-dna-brasileiro/)<. Acesso em 19 de julho de 2024.

Pirâmides do Egito: veja o nome e história das principais. Disponível em: >(Pirâmides do Egito: veja o nome e história das principais - Manual do Enem)<. Acesso em 12 de julho de 2024.

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