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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Descendentes do Capitão Antônio Vieira de Torres Bandeira de Pombal/PB de 1818 a 1850

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Capitão Antônio Vieira de Torres Bandeira, nascido aproximadamente em 1818 em Pombal/PB e se casou com Francisca Ursulina do Amor Divino. Desse matrimônio tiveram 12 filhos. São eles:

1. João Vicente de Torres Bandeira, nascido em 1823 e se casou com Maria Lourença de Torres Bandeira. Desse matrimônio tiveram 13 filhos. São eles:

1.1. Manuel de Torres Bandeira, nascido em 1837.

1.2. Benedito Cavalcante de Torres Bandeira, nascido em 1844 em Pombal/PB.

1.3. Rita de Torres Bandeira, nascida em 1848 em Sousa/PB.

1.4. José Cavalcante de Torres Bandeira

1.5. Joaquina Clara de Torres Bandeira

1.6. Coriolano Cavalcante de Torres Bandeira

1.7. Horácio Macena de Torres Bandeira

1.8. Bernardino Cavalcanti de Torres Bandeira

1.9. Maria Florença de Torres Bandeira

1.10. Aureliano Cavalcante de Torres Bandeira

1.11. Maria de Torres Bandeira

1.12. Manoel de Torres Bandeira

1.13. Maria Cavalcante de Torres


2. Margarida Vieira de Torres Bandeira, nascida em 1844.

3. Rita Vieira de Torres Bandeira, nascida em 1845.

4. Maria Vieira de Torres Bandeira, nascida em 1847 em Sousa/PB.

5. Manoel Vieira de Torres Bandeira, nascido em 1848 em Sousa/PB.

6. João Vieira de Torres, nascido em 1849 em Sousa/PB.

7. Cândida Vieira de Torres Bandeira, nascida em 1850 em Sousa/PB.

8. Francisca Maria do Amor Divino, nascida em 1858 em Pombal/PB.

9. Theodolina Maria da Conceição, nascida aproximadamente em 1860.

10. Enedina Vieira de Torres Bandeira,  nascida aproximadamente em 1862.

11. Manoel Antônio Vieira, nascido aproximadamente em 1864.

12. Maria Joana de Torres Bandeira, nascida aproximadamente em 1870.


Pombal/PB

Em 1695, o capitão-mor Teodósio de Oliveira Ledo encontrava-se na região rural das Piranhas, num local chamado Arraial do Piancó, tentando estabelecer uma nova comunidade. O maior obstáculo eram as tribos indígenas tapuias, especificamente os Tarairiús, Curemas e Panatis, que viviam na área.

No ano de 1697, Teodósio viajou até a capital da Província e pediu ao governador Manoel Soaresde Albergaria, soldados, suprimentos, armamentos e munições para remover os indígenas da área. Após receber o apoio, Oliveira Ledo voltou e obteve "bom sucesso" contra os nativos, fundando em 27 de julho de 1698 a nova povoação de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Piancó (Pombal); há 325 anos.


Sousa/PB

A colonização inicial da região oeste da Paraíba, nas proximidades do rio do Peixe, por imigrantes oriundos da Bahia, Pernambuco e São Paulo, teve início no final do século XVII, após estabelecerem laços de amizade com a tribo indígena Icós. A exploração das áreas interiores durante os séculos XVI e XVII foi um processo lento, exigindo que os desbravadores realizassem um grande trabalho para conquistar terras menos conhecidas e mais distantes da costa. Entre esses exploradores, estava o sertanista Sargento-mor Antônio José da Cunha, que em 1691 encontrou um pequeno riacho chamado "Peixe", habitado pela nação indígena Icó Pequeno. Em 1708, José da Cunha solicitou uma sesmaria e recebeu apoio do governador João da Maia da Gama, o que permitiu que outros desbravadores se estabelecessem na região com suas propriedades rurais. O franciscano Frei João de Matos Serra assumiu, no início dos anos 1700, a tarefa de agrupar os indígenas sobreviventes, iniciando assim a formação da futura Vila.

No ano de 1723, os padres Francisco e Teodósio de Oliveira Ledo chegaram ao local, transferiram a posse do território para a Casa da Torre da Bahia e tornaram-se proprietários das áreas banhadas pelos rios do Peixe e Piranhas. A ocupação do espaço ocorreu de forma gradual, com os habitantes das margens dos rios e os paulistas que chegavam para estabelecer suas fazendas com gado e cultivos. Nessa época, o vilarejo já possuía uma população de 780 pessoas.

A riqueza da terra despertou o interesse de habitantes que queriam cultivá-la. Nessa área, BentoFreire de Sousa e José Gomes de Sá também estabeleceram suas propriedades rurais. Assim, a comunidade foi se desenvolvendo e, em 1730, contava com 1.468 moradores, conforme registros do Cabido de Olinda. O aumento populacional chamou a atenção de Bento Freire, que residia na Fazenda Jardim e decidiu organizar a comunidade. Ele solicitou uma concessão, viajando à Bahia para obter da Casa da Torre a doação da sesmaria, cujas terras seriam destinadas a Nossa Senhora dos Remédios. Com a aprovação da solicitação, Bento Freire construiu a primeira capela em homenagem a Nossa Senhora dos Remédios, que é atualmente conhecida como Igreja do Rosário dos Pretos. Ele tornou-se o primeiro responsável pelo patrimônio da "Freguesia de Nossa Senhora dos Remédios do Jardim do Rio do Peixe", elevando-a à condição de povoado.

As terras do antigo Jardim do Peixe eram de propriedade do Coronel Francisco Dias D'Ávila e sua mãe, D. Inácia D'Araújo Pereira, pertencentes a uma família nobre da Casa da Torre da Bahia, que as doaram ao patrimônio de Nossa Senhora dos Remédios a pedido de Bento Freire em 1740. Entretanto, esse processo se prolongou até 1756, com muitas idas e vindas de Bento Freire à Bahia, até que finalmente, em 1760, ele conseguiu uma decisão que legalizou de forma definitiva a criação do patrimônio de Nossa Senhora dos Remédios. Bento Freire supervisionou o patrimônio até 1765, culminando com êxito uma luta de quase cinquenta anos para construir o que viria a ser o município de Sousa.

A localidade conhecida como Jardim do Rio do Peixe, seu nome original, foi promovida à condição de Vila por uma decisão real, formalizada pela Carta-Régia datada de 22 de julho de 1766. Embora tivesse o status de distrito, a localidade manteve sua denominação original. Em 1784, a Matriz de Nossa Senhora dos Remédios foi separada da Nossa Senhora do Bom Sucesso de Pombal.

No dia 04 de junho de 1800, o Ouvidor Geral José da Silva Coutinho estabeleceu oficialmente a Vila Nova de Sousa, por meio de uma Resolução do governador de Pernambuco datada de 26 de março de 1800, após solicitação da comunidade liderada por Patrício Joséde Almeida, Matias de Figueiredo Rocha e Pe. Manoel Vieira da Silva. Um dia antes, o Capitão Alexandre Pereira de Sousa fez uma doação de terrenos para ajudar o desenvolvimento da localidade em crescimento. Através da Lei Provincial nº 28, de 10 de julho de 1854, a Vila de Sousa foi elevada a cidade, passando então a se chamar Sousa, que atualmente é conhecida como "Cidade Sorriso".




Texto de Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

Capitão Antônio Vieira de Torres Bandeira. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/G4HS-ZH1)<. Acesso em 04 de março de 2025.

Francisca Ursulina do Amor Divino. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/G2MH-ZX8)<. Acesso em 04 de março de 2025.

O alvorecer da república em Pombal/PB. Disponível em: >(http://cariricangaco.blogspot.com/2018/08/o-alvorecer-da-republica-em-pombal.html)<. Acesso em 04 de março de 2025.

Pombal/PB. Disponível em: >(https://www.pombal.pb.gov.br/historia/)<. Acesso em 04 de março de 2025.

Sousa/PB. Disponível em: >(https://www.sousa.pb.gov.br/cont.php?termo=historia)<. Acesso em 04 de março de 2025.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Pistas genealógicas do Brasil Colonial

 https://www.guardachuvaedu.com.br/2026/01/pistas-genealogicas-do-brasil-colonial.html

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A partir da segunda parte do século XVII, a nova monarquia portuguesa, em meio à guerra de Restauração contra o domínio espanhol dos Filipes e com o suporte do Brasil à nova linhagem dos Bragança, direcionou sua atenção para iniciativas de conquistas e colonização nas regiões interiores do Norte. Os motivos apresentados pelos exploradores à coroa incluíam a busca por riquezas minerais e a possibilidade de estabelecer assentamentos para a ampliação do Império português. Os deslocamentos para o interior das capitanias do Norte eram justificadas pela promessa de oferecer "negócios de grande importância" ao reino. A defesa e preservação de antigas rotas terrestres, em especial as costeiras, assim como a criação de novos caminhos de acesso ao interior do Brasil e de conexão com o Maranhão e o Grão-Pará, tornaram-se essenciais para o desenvolvimento de uma economia local nas “remotas áreas do Norte”. Segundo Damião Esdras Arraes, esse foi um dos principais fatores que levaram à fundação das primeiras freguesias na área. No entanto, esse novo território a ser conquistado não era um deserto desabitado. Com o baixo retorno da descoberta de metais preciosos, a pecuária e seu tráfego pelas rotas terrestres passaram a ter mais destaque, mas enfrentavam uma forte oposição indígena de várias etnias que habitavam os sertões.

Não é por acaso que a expansão da agricultura pecuária nas margens dos sertões levou ao aumento do povoamento. Consoante com Capistrano de Abreu, a evolução da pecuária incluiu a criação dos “caminhos de dentro”, que se iniciavam nos sertões da Bahia, alcançando os rios São Francisco e Parnaíba, e, consequentemente, o Estado do Maranhão. Os gados que se dirigiam a Pernambuco passavam pelos chamados “sertões de fora”, chegando às serras da Borborema e indo até o Ceará. A rota seguida por essa estrada contornava a beira do Jaguaribe, no Pernambuco, alcançando o rio Piranhas e, por fim, a atual cidade de Pombal. O contato com tribos indígenas foi uma ocorrência inevitável, e os conflitos se tornaram uma preocupação constante nas infâncias dos sertões. 

Nas margens do rio São Francisco, Capistrano de Abreu relata que o gado foi criado em grande volume, e as bandeiras paulistas foram gradualmente enfraquecendo as ações dos indígenas. Contudo, a evangelização na região ainda demandaria mais tempo. As etnias que eram distantes do litoral, não falantes da “língua geral”, eram categorizadas pelos missionários como tapuias e consideradas bárbaras, pois evitavam se submeter à política de catequese das ordens religiosas em estabelecimentos na América portuguesa. 

Nesse contexto de domínio luso sobre os sertões do Norte e captura de indígenas considerados “bravios”, Puntoni adverte que o termo “tapuia” não deve ser visto como um nome étnico, mas como uma noção historicamente reconhecida. Conflitos contra as tribos indígenas surgiram à medida que avançavam para o interior, logo após a expulsão dos holandeses das capitanias do Norte, dando aos sertanistas a oportunidade de solicitarem compensação por terras dominadas ou aproveitá-las mantendo-as produtivas e seguras diante de indígenas que não se viam como súditos leais do rei português. 

Desde 1667, as forças da famosa Casa da Torre, pertencente à famíliaD’Ávila, seguiram os caminhos dos sertões e se instalaram às margens do rio São Francisco, próximo a Pernambuco, para a criação de gado. É provável que o Capitão de campo Domingos Jorge Velho (sobrinho), encarregado de entradas e ataques a quilombos, a serviço do governador pernambucano, já tivesse penetrado essa região por volta de 1660, alcançando os atuais estados do Piauí, Ceará e Paraíba. No final do século XVII, ele percorreu as margens dos sertões da capitania da Paraíba do Norte, capturando índios e posicionando seus homens para ocupar e defender essas áreas contra a resistência nativa. Além disso, os D’Ávila, em aliança com sertanistas como Jorge Velho e Domingos Afonso, formaram “companhias exploratórias”. Com a presença desses sertanistas, a Casa da Torre tomou grandes porções de terra nos sertões depois de intensos ataques indígenas, incluindo áreas próximas às margens dos rios Piranhas e Piancó. Como observou Wilson Seixas em 2004, um dos primordiais membros da Casa da Torre na conquista dos sertões do Norte, Francisco Dias D’Ávila, foi um dos primeiros a domesticar as terras do Piancó no ano de 1664. Para assegurar um controle mais eficaz sobre esta nova área, a coroa determinou em 1695 a demarcação das sesmarias com seus currais de gado, que geralmente eram localizadas nas margens dos rios. Essas margens, com suas fontes de água constantes, tornaram-se locais de disputas, não apenas entre os nativos em conflito, que conheciam bem a região, mas também entre os colonizadores recém-chegados que buscavam estabelecer-se nas áreas mais produtivas e adequadas para criar gado. 

Durante os avanços em direção aos sertões do Norte enfrentando a resistência indígena, Teodósio de Oliveira Ledo, que possuía o título de capitão-mor das fronteiras de Piranhas, Cariris e Piancós em 1694, e pertencente a uma família tradicional de sertanistas, organizou um assentamento. Com suas tropas compostas por nativos aliados e homens empobrecidos em busca de oportunidades de ascensão social, ele criou um posto avançado na defesa e povoamento: o arraial de Piranhas. Ele não foi o único nesse esforço. 

Segundo Simone Morais Soares, em 1688, na beira do rio Piranhas, existiam outros dois arraiais sob a liderança de Antônio de Albuquerque e Domingos Jorge Velho. E mais ao norte, na beira do Assu, outro liderado por Manoel Soares de Abreu. Sarmento relata que em 1697 ocorreu a fundação do arraial de Piranhas, e como marco dessa ocupação inicial, foi erguida em 1702 a primeira igreja, que ficou conhecida como capela. Logo em seguida, durante a década de 1720, estabeleceu-se uma povoação chamada Nossa Senhora do Bom Sucesso, habitada por colonos portugueses. Entre 1670 e 1750, Ana Paula Pereira de Moraes registrou cerca de 155 cartas de doação de sesmarias nas áreas ribeirinhas relacionadas administrativamente à povoação de Nossa Senhora do Bom Sucesso. As justificativas para as concessões das terras baseavam-se, em grande parte, na contribuição dos guerreiros para a expansão das fronteiras e na sua defesa e sustentabilidade em nome da coroa de Portugal. Embora fosse complicado determinar os limites das propriedades em registros oficiais, a preocupação da coroa em uniformizar as áreas ocupadas em "três léguas de comprimento e uma de largura" mostrava métodos eficazes para organizar o espaço e controlar administrativamente os sesmeiros. Terras que eram registradas e demarcadas aumentavam a produção agrícola e pecuária, fixavam os colonos portugueses em áreas remotas, permitiam o surgimento de aldeias e reduziam o domínio econômico de famílias locais influentes, descendentes dos primeiros exploradores, como os D’Ávila. 

Segundo Morais, em 1735, o ouvidor da capitania da Paraíba do Norte já havia sinalizado a urgência de demarcar as terras nos sertões, e, uma década depois, o procurador da capitania avisou ao governador que proprietários de terras controlavam vastas áreas produtivas às margens do Piancó e de Piranhas, prejudicando as finanças da Fazenda Real. 

Em 1711, por solicitação do governador da Paraíba ao Conselho Ultramarino, foi estabelecido o Julgado do Piancó, sob a supervisão de um juiz ordinário e seu escrivão. Esses oficiais de justiça nos sertões, mesmo na ausência de um Senado da Câmara, mantiveram suas funções de controle social. Conforme Yan Bezerra de Morais (2016), as funções administrativas, como a do juiz ordinário nos sertões de Piranhas e do Piancó, possibilitaram o exercício de poder pela capacidade de produção e conservação dos Livros de Notas. Esses indivíduos, que frequentemente também ocupavam cargos militares, assinavam todas as páginas de um grande caderno onde eram formalizadas, quase diariamente, procurações e contratos de compra e venda de terras, dotes, cartas de alforria e venda de gado nas áreas remotas. Por serem produtores e detentores de conhecimentos sobre a região sob sua supervisão, os papéis social e político do juiz ordinário nas dinâmicas de poder locais e regionais eram significativos.

O tabelião do Livro de Notas na década de 1730, João Gaya da Rocha, era, por exemplo, irmão de Francisco Gaya da Rocha, que viria a se tornar o Procurador da Coroa e da Fazenda, sendo essencial para a movimentação de interesses nos sertões. Durante esse mesmo período, João de Miranda, um dos capitães-mores dos sertões das Piranhas e do Piancó, que estava associado às principais famílias de conquistadores e ao futuro procurador, tornava-se também seu juiz ordinário. Morais (2016) argumenta que esses espaços de controle administrativo, militar e jurídico estavam interligados, assim como em outras regiões do Brasil. A prestação de serviços militares era acompanhada do controle administrativo sobre a área conquistada, resultando em famílias, terras produtivas e redes de cumplicidade. Embora no reino pertencer a forças armadas fosse desonroso, em lugares de conquista como o Brasil, a atividade militar se tornou uma oportunidade para a ascensão social e a distinção social entre homens livres, em particular entre os pobres, vadios e pardos. 

Os capitães-mores e sargentos-mores da capitania da Paraíba do Norte eram beneficiados por um sistema econômico de privilégios, usufruindo de todas as honras e isenções relacionadas ao seu cargo. Além do reconhecimento como parte da "nobreza" militar, os oficiais de ordenanças e auxiliares desfrutavam de privilégios e imunidades semelhantes aos que as tropas pagas no reino possuíam. As Câmaras não podiam exigir impostos deles, não podiam ser encarcerados por dívidas e eram julgados apenas por tribunais especiais. Diante da dificuldade da coroa em manter tropas permanentes, foram criadas as ordenanças e os corpos auxiliares, permitindo que os habitantes das conquistas prestassem serviços militares. Assim, juntamente com a concessão de terras, o serviço militar e os privilégios oferecidos tornaram-se uma forma de reforçar um pacto entre os leais súditos das conquistas e a coroa portuguesa. 

A estrutura militar das regiões do Piancó focava na organização de tropas de ordenanças. No entanto, Nogueira observa que essas tropas tinham um caráter menos profissional e uma capacidade defensiva significativamente inferior em comparação com outras. É evidente que, nos sertões do Piancó e Piranhas, os que ocupavam os cargos de ordenanças foram os que mais participaram das guerras no Brasil. A maioria dos militares do Piancó provavelmente era parte das ordenanças, dada a natureza dessas tropas. Ao contrário dos corpos auxiliares, os militares não podiam ser deslocados de suas áreas de atuação. Essa restrição justifica-se pelo fato de que muitos deles detinham uma rede social local e não tinham interesse em se separar de suas conexões. No caso dos sertões das Piranhas e Piancó, Morais observou que os membros das ordenanças estavam interessados em assumir o cargo de juiz ordinário. Mesmo que os capitães-mores não fossem obrigados a exercer a justiça por meio de cargos públicos, alguns acabaram aceitando tais funções. 

Assim, formou-se uma troca dos cargos de poder entre indivíduos de “merecimento, capacidade e boa reputação”, ou seja, uma elite local que participou do processo de conquista e estabeleceu-se progressivamente nos sertões. Esses homens, que se dedicaram tanto à justiça quanto às armas, pertenciam a uma economia de mercês que proporcionava terras e legitimidade política, e firmaram alianças locais por meio de casamentos. Os arranjos familiares foram fundamentais para aumentar o prestígio e os direitos sobre terras, além de posses e valores sociais simbolicamente atribuídos às mulheres. A presença feminina em documentos oficiais do século XVIII despertou o interesse sobre o papel social das mulheres nas interações sociais dos sertões. 

Em inventários pós-morte, procurações e autos de litígios do Julgado do Piancó, nota-se a capacidade feminina de tomar decisões em questões públicas, além da preservação de seus direitos e propriedades adquiridas. A situação da mulher dominada pelo homem e pelas práticas sociais se perpetuou em nossa história por um extenso período, o que dificultou a compreensão do valor da presença feminina na vida cotidiana do Brasil colonial. Historicamente, o papel das mulheres só foi reconhecido quando vinculado ao cuidado do lar, do cônjuge e dos filhos, com suas obrigações limitadas ao espaço doméstico. Esse cenário é uma consequência de um processo de disciplina dos corpos, focando nos comportamentos femininos, ao considerarmos as práticas cotidianas que vieram do Velho Mundo para os territórios conquistados. Os preconceitos associados ao feminino, ligados às tarefas do lar e ao afeto familiar, estabeleceram um modelo a ser seguido, onde a sociedade colonial reprimia comportamentos que fugissem da norma da mulher no século XVIII. O papel da “santa-mãezinha” foi atribuído e consolidado para as mulheres, cristalizando sua atuação ao longo da história. No entanto, há registros históricos de mulheres que não se conformavam a esse estereótipo. Nos inventários de indivíduos residentes nos sertões de Piranhas e Piancó, foram encontrados bens deixados como herança para viúvas e até mesmo para mulheres com posses que distribuíram seus bens entre os familiares logo após seu falecimento.

Os inventários pós-morte eram “processos legais para oficializar a transferência de bens. Antes das partilhas, o objetivo era determinar o que constituía a herança, ou seja, os bens, como terras, residências, escravos, animais, entre outros” (SILVA, 2013, p. 18). Por sua vez, as querelas eram manifestações de denúncias e queixas. Nesse tipo de documento, encontram-se informações sobre roubos, desonras de mulheres antes do matrimônio, agressões sexuais, e violência doméstica. As procurações são "documentos cartoriais menores, por meio dos quais alguém (o outorgante) confere poderes a outra pessoa (procurador ou outorgado) para agir em seu nome ou realizar atividades em seu nome" (SILVA, 2013, p. 22).

O testamento de Bonifácia Brito de Mello inclui informações sobre a divisão de seus bens após sua morte, ocorrida em 177420. É importante destacar que as posses listadas pertenciam a um modo de vida simples, em que sua economia dependia da pecuária, enquanto a elite local, composta por proprietários de terras, refletia uma rotina colonial marcada por bens que representavam status social, como roupas, utensílios e móveis; ou ainda a utilização de mão de obra escravizada, com homens e mulheres trabalhando na criação de gado nos rios. Entre os itens destacados estão tecidos de "pano azul", além de colheres de prata e latão, consideradas valiosas o suficiente para serem incluídas em sua herança. Segundo Muirakytan Macêdo, itens como talheres e propriedades eram notáveis por sua escassez na região, sendo vendidos a preços altos. Ter esses objetos em casa, mesmo que em pequena quantidade, era uma maneira de exibir um certo status social. A força simbólica do patrimônio de Bonifácia Brito se manifestava, em grande parte, pela dificuldade de obtê-lo nos sertões. No inventário de bens de Bonifácia Brito, também se mencionou a posse de cinco lotes de terra e cinco africanos escravizados. Essas posses representam, por sua vez, o poder econômico que essa mulher e sua família exerciam na sociedade do século XVIII. Para as mulheres, havia duas maneiras de adquirir bens: através do dote ou da herança. Durante a solteirice, era criado um conjunto de bens sob a supervisão do patriarca da família para que o casamento se realizasse, prática conhecida como dote. Para as famílias menos abastadas, tais bens significavam um adiantamento da herança; enquanto para as mulheres de maior fortuna, representavam um casamento sustentado por acordos e visões sociais. Assim, o dote funcionava como uma forma de estabelecer alianças políticas e econômicas entre famílias. O dote se incorporava aos bens do casal e era gerido pelo marido, uma vez que o controle do patrimônio era predominantemente uma função masculina. No entanto, dentro do casamento, a mulher utilizava estratégias sociais e legais para assegurar, quando fosse necessário, o controle e gestão de seus bens. 

De acordo com Baíza Faustino Soares, a "contribuição no cabedal familiar, além de ser uma fonte de orgulho, proporcionava à mulher espaços de poder, mesmo que em menor escala". A capacidade de controlar o patrimônio do casal surgia da negociação que garantia a posse dos bens que a mulher trazia ao se casar. Nesses casos, apesar de o homem ser responsável pela manutenção dos bens, ele ainda precisava da aprovação da esposa para vender itens originados do dote. Além dessa forma de atuação feminina, o regime de meação permitia à mulher herdar 50% de todos os bens do casal em caso de falecimento do parceiro. Foi o que aconteceu com dona Ignês de Mello, que herdou a fortuna deixada por seu marido, Leonel de Lima Mello, em 176325. Com a morte de seu esposo, ela recebeu metade de todos os bens, incluindo "duas partes de terras". A viúva também ficou responsável pelo gerenciamento dos bens de seus cinco filhos até que alcançassem a maioridade.

É evidente que nas aquisições de bens nos sertões, o dote não foi utilizado apenas para facilitar o estabelecimento de alianças entre diferentes grupos sociais, mas também atuou como uma maneira de assegurar à mulher algum nível de controle, ainda que de forma indireta, sobre os recursos da família. 

Dessa forma, Dona Ignês conquistou o direito de gerir seus bens de maneira integral. A mulher tinha plena consciência do seu dote e agia em função da relevância desse em relação à imagem do nome de seu esposo. Em 1773, Dona Maria Manoela da Silva, após perder seu segundo marido, que fazia parte da família sertanista dos Oliveira Ledo, decidiu tomar conta de seus bens e ganhou a oportunidade de liderar sua família. Ela anulou acordos com representantes do falecido esposo e chegou a reverter doações que ele havia feito à Igreja. Sua filha mais velha, Brazida da Silva, fruto de um primeiro matrimônio, foi deixada de lado por não pertencer ao clã dos Ledo. Mesmo casando-se com o sobrinho de seu padrasto, ela recebeu um dote consideravelmente menor e menos significativo em comparação ao das suas meias-irmãs. 

Contudo, enquanto sua mãe não conseguiu estabelecer uma posição de prestígio dentro da família Oliveira Ledo e viu sua primeira filha receber um modesto dote relacionado a uma propriedade distante, Brazida conseguiu mudar esse panorama quando sua filha, neta de Dona Maria Manoela, se casou. Ao invés de optar por um casamento endogâmico que não traria benefícios por sua marginalização social com o clã familiar, ela teve êxito ao unir sua filha a um comerciante que não tinha títulos militares ou cargos públicos, mas que era dono de uma “fábrica de gados”. Por outro lado, os registros de disputas também apresentam exemplos da participação feminina na sociedade e seu poder de decisão nos sertões do Piancó. Em meio a denúncias de crimes cotidianos, como assaltos e agressões físicas, surgem mulheres que buscam a justiça para relatar a deixadas masculinas após a consumação da “roubada” de sua honra, virgindade e corpo.

Em agosto de 1763, na localidade de Nossa Senhora do Bom Sucesso – poucos anos antes que essa localidade se transformasse na vila de Pombal –, Joanna Maria de Lima solicitou ao juiz ordinário a formalização de sua reclamação. Conforme a reclamante, o réu Luciano de Souza tinha se alojado em sua residência e durante sua estadia começou a demonstrar afeto por ela. Contudo, Luciano voltou atrás em suas promessas de casamento após o relacionamento, levando Joanna a buscar a justiça para assegurar sua honra e o matrimônio com o réu. Uma segunda reclamação seguiu um padrão semelhante: a peticionária Maria da Conceição de Jesus, em 1780, declarou que José Lopes do Nascimento havia feito promessas de casamento e, finalmente, violou seu corpo dentro de sua própria moradia. Os abusos cometidos por homens, em determinadas circunstâncias, resultaram em situações legais que poderiam ser trazidas à atenção das autoridades por mulheres. Estas, utilizando estratégias baseadas nas condições de seu entorno social, buscaram a justiça, evidenciando, assim, a capacidade de agência e resistência das mulheres em uma sociedade onde a exploração sexual ocorria sem repercussões para os homens. Diante desses incidentes, o juiz ordenava a realização de uma vistoria para verificar a veracidade das alegações. Caso a violação fosse confirmada, os crimes de sedução e abandono de mulheres solteiras poderiam resultar em um casamento e na preservação da honra feminina ou, alternativamente, na determinação por parte do juiz de um valor a ser pago à família da reclamante. Essas mulheres, apesar de estarem socialmente marginalizadas nas relações matrimoniais e familiares, conseguiram aproveitar o poder estatal e os ideais moralistas que regiam seu comportamento para se defender e, assim, assegurar a "pureza" de seus nomes e a formação de laços familiares. Os espaços de poder masculino eram, em grande parte, sustentados por uma honra feminina definida pelo comportamento cotidiano das mulheres. Enquanto solteiras, deveriam preservar sua virgindade até o casamento; uma vez casadas, era esperado que permanecessem fiéis ao parceiro. A perda da virgindade precoce de uma mulher solteira praticamente eliminava suas chances de um bom casamento, além de removê-la da possibilidade de alianças sociais e econômicas significativas. A obtenção de bens familiares representava, além de patrimônio material, um poder local que fortalecia laços de fidelidade e amizade entre parentes, amigos e autoridades. 

Segundo Janice Correa Silva, era essencial “construir o cotidiano”, formando e reformulando alianças, estabelecendo pactos mútuos e cumprindo-os. Assim, os bens simbólicos representavam uma forma de distinção social e asseguravam um lugar de ascensão em uma economia de conhecimentos da qual a mulher era parte. O valor familiar estava ancorado na virtude feminina. Mesmo vivendo à margem de uma sociedade dominada por homens, as mulheres criaram espaços para sua participação social e, de forma estratégica, exploraram posições de poder. Pode-se compreender que a honra era um símbolo que alcançava o domínio público, uma esfera que as mulheres também controlavam, cuja manutenção girava em torno da adesão a um código moral frente à sociedade. A presença feminina nos sertões do Piancó e de Piranhas é também claramente visível na esfera econômica. 

Nas procurações conservadas nos Livros de Notas, aparecem redes de notáveis formadoras de alianças, algumas das quais eram geridas por mulheres, que mantinham interesses econômicos compartilhados. As procurações permitiam que um indivíduo outorgasse poderes de representação a outros para negociar a compra e venda de mercadorias em seu nome. 

Desta forma, o outorgante possibilitava a representação em outras partes do Estado brasileiro. Na década de 1730, Yan Bezerra de Morais identificou que as procurações da povoação do Piancó não eram somente destinadas a comerciantes, mas também a clérigos, licenciados e homens do reino. Na estrutura de poder do Estado do Brasil, não se podia, na prática, dissociar as relações comerciais de quem ocupava cargos administrativos, militares, religiosos ou acadêmicos. Na região do Piancó, as rotas comerciais costumavam se dirigir a cidades como Olinda e Vila do Recife, Vila de Goiana, Salvador da Bahia ou até mesmo a vilas do reino português. Nomes femininos também surgem nas procurações registradas nos Livros de Notas, ainda que em menor escala, evidenciando o controle sobre seus bens e a comercialização de gado por meio de representantes devidamente constituídos em outras capitanias. Por exemplo, Isabel de Barros Oliveira emitiu, no ano de 1763, uma procuração que incluía dezoito nomes. Alguns dos sujeitos indicados representavam-na na cidade de Salvador e na capitania de Pernambuco.

 


Texto de Patrício Holanda



 Referências bibliográficas:

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. 2 ed. Trad. Alfredo Bosi. São Paulo: Mestre Jou, 1982. 

ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz. “Pedagogias da saudade: a formação histórica de consciências e sensibilidades saudosistas. A vida e o trabalho do poeta e professor português António Corrêa d’Oliveira”. Revista História Hoje, São Paulo, Vol. 2, nº 4, p. 149-174, 2013. Disponível em https://rhhj.anpuh.org/ RHHJ/issue/view/RHH. Acesso em 10/01/2019. 

ARAÚJO, Jerdivan Nóbrega. Sob o céu estrelado de Pombal: fragmentos recompostos. João Pessoa: A União Editora, 1997. 

BAKHTIN, Mikhail. Questões de literatura e de estética: a teoria do romance. Trad. Aurora Fornoni Bernardini et. al. 4 ed. São Paulo: Unesp/Hucitec, 1998. 

BAKHTIN, Mikhail (V. N. Volochínov). Marxismo e filosofia da linguagem: Problemas fundamentais do Método Sociológico na Ciência da Linguagem. Trad. Michel Lahud & Yara Frateschi Vieira. 11 ed. São Paulo: Hucitec, 2004. 

BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Trad. Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1987. 

BÍBLIA SAGRADA. Tradução dos originais grego, hebraico e aramaico mediante a versão dos Monges Beneditinos e Maredsous (Bélgica). São Paulo: Editora Ave-Maria, 2009. 1632 p. Antigo Testamento e Novo Testamento. BOSI, Ecléa. Memória e Sociedade: lembranças de velhos. 3 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. 

DIAS, Gonçalves. Poesia e prosa completas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998. 

HESÍODO. Os trabalhos e os dias. Trad. Mary de Camargo Neves Lafer. 3 ed. São Paulo: Iluminuras, 1996. 

HOMERO. Ilíada. Trad. Carlos Alberto Nunes. 25 ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015. 

HOUAISS, Antônio. Houaiss Eletrônico. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. LE GOFF, Jacques. História e memória. 6 ed. Trad. Irene Ferreira, Bernardo Leitão, Suzana Ferreira Borges. Campinas: Editora da Unicamp, 2012. PESSOTTI, Isaías. “Entre o fascínio do passado e o enigma do futuro”. Revista Margem. Faculdade de Ciências Sociais/PUC, nº 05, São Paulo: 

EDUC, 1992. Disponível em https://www.passeidire to.com/arquivo/5781339/entre-o-fascinio-do-passado-e-o-enigmado-futuro-isaias-pessottiem 04/02/2021. Acesso em 04/02/2021. 

SILVA SOUZA, Francisco das Chagas. Teias da saudade: Orkut, narrativas visuais e regeneração da memória em São Rafael-RN. Natal: IFRN, 2011. 

WANDERLEY, Helmara Giccelli Formiga. “Sangue, sofrimento e fé no sertão da Paraíba: Revisitando a História de Pombal e construindo novas representações sobre seu passado”. P. 23-45. In: 

SOUZA, Antônio Clarindo Barbosa de (Org.). História dos Municípios Paraibanos. Campina Grande: EDUFCG, 2013. 2 v.

VIEIRA, Francisco. Pombal em Retalhos: crônicas e contos. João Pessoa: Ideia, 2013.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Genealogia de Pedro Gonçalves de Carvalho em Nova Russas/CE de 1850 a 1900

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Pedro Gonçalves de Carvalho, o padroeiro do distrito Lagoa de São Pedro, pertencente ao município Nova Russas/CE, nascido aproximadamente em 1854, é filho Francisco Gonçalves de Carvalho e Tereza Maria da Conceição. Casou-se com Maria Gonçalves de Carvalho, ela sendo filha de João José do Nascimento e Josefa Maria de Barros. Desse matrimônio tiveram 13 filhos. São eles:

1. Francisco Damasceno Carvalho, nascido aproximadamente em 1874 e em 1ª núpcia se casou com Antônia Soares Gouveia, ela sendo filha de Gonçalo José de Carvalho e Ana Rosa do Nascimento. Desse matrimônio tiveram 01 filho.

Francisco Damasceno em 2ª núpcia se casou com Clara Magalhães Carvalho.

2. João Pedro de Carvalho, nascido aproximadamente em 1876 e se casou com Anna Maria da Conceição, ela sendo filha de Paulo José de Carvalho e Antônia Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 13 filhos.

3. José Pedro de Carvalho, nascido aproximadamente em 1879 e se casou com Francisca Gonçalves de Freitas, ela sendo filha de Manoel Gonçalves Pereira Thereza Gonçalves de Freitas. Desse matrimônio tiveram 13 filhos.

4. Antônia Gonçalves de Carvalho, nascida em 1880 em Nova Russas/CE e se casou com Luiz Gonçalves Pereira, ele sendo filho de Manoel Gonçalves Pereira e Thereza Gonçalves de Freitas. Desse matrimônio tiveram 15 filhos.

5. Antônio Gonçalves de Carvalho, nascido em 1881 em Nova Russas/CE e se casou com Luíza Maria do Nascimento.

6. Tereza Maria de Jesus, nascida aproximadamente em 1882 e se casou com José Paulo de Carvalho, ele sendo filho de Paulo José de Carvalho e Antônia Maria da Conceição. 

7. Izabel Gonçalves de Carvalho, nascida em 1884 em Nova Russas/CE e se casou com Cesário Ferreira de Carvalho, ele sendo filho de Raymundo Ferreira Lima e Anna Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 12 filhos.

8. Maria, nascida em 1886 em Ipueiras/CE.

9. Joanna Gonçalves de Carvalho, nascida aproximadamente em 1888 e se casou com Pedro Pereira da Silva, ele sendo filho de João Pereira da Silva e Luíza Ferreira Baptista. Desse matrimônio tiveram 05 filhos.

10. Anna Gonçalves de Carvalho, nascida aproximadamente em 1891 e se casou com Godofredo Marques Ibyapina, ele sendo filho de Raymundo José de Souza Ibiapina e Maria Lourença de Araújo. Desse matrimônio tiveram 11 filhos.

11. Virgolina Gonçalves de Carvalho, nascida em 1892 em Ipueiras/CE e se casou com Jorge José do Nascimento, ele sendo filho de Antônio Pedro de Araújo e Saturnina Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 10 filhos.

12. Evarista Maria da Conceição, nascida em 1893 em Ipueiras/CE e se casou com André Avelino de Mello, ele sendo filho de João Severiano de Mello e Raymunda Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 12 filhos.

13. Raimundo Pedro de Carvalho, nascido em 1897 em Nova Russas/CE e se casou com Maria Ibiapina de Barros, ela sendo filha de João Simeão de Barros e Marcionila Casemira de Barros. Desse matrimônio tiveram 03 filhas.



Texto de Eugênio Pacelly Alves




Referências bibliográficas:

Francisco Gonçalves de Carvalho. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/LKJQ-HG6)<. Acesso em 04 de março de 2025.

Maria Gonçalves de Carvalho. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/K4PQ-WD1)<. Acesso em 04 de março de 2025.

Pedro Gonçalves de Carvalho. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/K461-Q85)<. Acesso em 04 de março de 2025.

Tereza Maria da Conceição. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/LKJQ-HPZ)<. Acesso em 04 de março de 2025.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Morais, os Maranhão e as guerras políticas do sertão nordestino

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Uma busca pelo fora da lei José Caetano de Morais, liderada por Apolinário Florentino de Albuquerque Maranhão, Coronel da Legião das Guardas Nacionais de Garanhuns, um conflito que se estendeu pelos sertões de Pernambuco, Alagoas, Bahia e Sergipe, no ano de 1851. 

De maneira sucinta, ressalto que essa busca pode ser compreendida à luz das contendas entre os lisos e cabeludos (conservadores e liberais) de Alagoas, que ocorreram na década de 1840 a 1850, guerras que se espalharam pelos sertões da capitania vizinha, Pernambuco. 

O mencionado bandoleiro, conhecido como o “último dos Morais”, era o filho homônimo do padre José Caetano de Morais, que era vigário e uma figura conservadora em Palmeira dos Índios, e foi assassinado em 1844, durante o auge dos conflitos entre lisos e cabeludos. O coronel Apolinário era irmão de Lourenço Cavalcanti de Albuquerque Maranhão, o Barão de Atalaia, que era um líder do Partido Liberal em Alagoas e considerado um dos responsáveis pela morte do sacerdote. 

Os irmãos Lourenço e Apolinário, junto com toda a sua família, estabelecida nos sertões da Comarca de Garanhuns, foram alvo de vingança pelos filhos do padre Morais. Essa é a raiz da perseguição, que intensificou após um ataque realizado pelo bandoleiro José de Morais em agosto de 1850, na Fazenda Saloubre, onde moravam os pais, parentes e aliados do Barão de Atalaia.

No início, a informação mais significativa que eu possuía foi encontrada em Moreno Brandão. Em sua conhecida obra História de Alagôas, publicada em 1909, ele registrou que o local onde o bandido foi capturado e assassinado teria sido “ao pé de uma serra chamada Serra da Vacca”, em “um lugar ermo chamado Cipó de Leite” (Brandão, 1909:85). Antes do evento em Brasília, procurei localizar o lugar denominado Cipó de Leite tanto em mapas antigos quanto em mapas atuais, dentro da vasta região do sertão situada na margem direita do rio São Francisco. O local de fato existia e hoje é um pequeno povoado pertencente ao município de Pedro Alexandre, no nordeste da Bahia. Viajei até lá no dia 15 de abril de 2017, que foi um Sábado de Aleluia, e encontrei inúmeros bonecos de Judas pendurados em varas diante de casas rústicas ao longo da estrada que liga os municípios de Poço Redondo, em Sergipe, e Pedro Alexandre, na Bahia, margeando a Serra Negra. Tenho o hábito de buscar vestígios, ou ao menos a atmosfera, nos lugares que serviram de cenário para os acontecimentos que estudo, pois isso me inspira na escrita histórica.

Em Pedro Alexandre, fui acompanhado por Orlando Nascimento Carvalho (conhecido como Orlando de João de Ioiô), professor de Geografia e membro de uma família tradicional da região, com quem eu havia feito contato previamente em busca de informações e apoio. Ele era amigo do meu falecido padrasto. Meu padrasto, Alcino Alves Costa, pesquisador e escritor dedicado ao tema do Cangaço, mantinha boas relações com famílias daquela região, que foram intensamente perseguidas pelo bando de Lampião no início do século XX. Orlando havia me informado que não tinha conhecimento de nenhuma Serra da Vaca naquela área. Ainda assim, persistente, senti a necessidade de visitar o povoado e conversar com os moradores mais antigos, tentando extrair de suas memórias qualquer referência a um morro ou serra que tivesse recebido esse nome no passado ou no presente.

“O Cipó” é um povoamento antigo (assinalado nas rotas dos bandos de cangaceiros), situado na parte sudeste de Pedro Alexandre, próximo à margem direita do rio Sergipe. Chegamos até lá pela rodovia BA-305, um trecho de terra avermelhada e amarelada que sai da sede do município, passa pelo povoado e segue até a BR-235. Não obtive êxito e não encontrei a Serra da Vaca. Entre as pessoas confiáveis com quem conversei, incluindo dona Clotilde Benigna do Rosário (Tidinha), conhecida como guardiã da memória da comunidade, não houve qualquer indício da existência desse lugar nem de tradições que fizessem referência a outro bandido que não fosse Lampião e seus seguidores. Não fossem os vínculos sólidos que estabeleci no município de Pedro Alexandre e a oportunidade de compreender melhor a região da Serra Negra, a viagem teria sido um fracasso.

Os dias que se seguiram àquela jornada foram repletos de aflição. Não encontrei a Serra da Vaca, como tinha esperado. Assim, retornei às minhas anotações de pesquisa, tentando encontrar alguma pista ignorada. Fui levado, portanto, a ler o artigo "Os Morais: subsídios para sua história", do autor Tobias Medeiros, publicado em 1985 na Revista do Instituto Histórico Geográfico de Alagoas. No acervo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, que na época eu presidia, encontrei aquela publicação, localizada no volume 39 da Revista do IHGAL, referente ao ano de 1984 e lançado em 1985. Tobias Medeiros, que havia coletado informações significativas sobre os irmãos Morais na tradição oral de Poço das Trincheiras, no sertão do Ipanema, em Alagoas, afirmava com certeza que “[...] o último dos Morais foi assassinado por um senhor chamado Apolinário, perto do Rio São Francisco” (Medeiros, 1985:145). Ele também me mencionou que a Serra da Vaca estava em Sergipe. Ulysses Lins de Albuquerque, em Um sertanejo e o sertão, de 1957, ao relatar episódios familiares associados ao seu bisavô materno Antônio de Siqueira, que tinha um grau de parentesco distante com o coronel Apolinário e era chefe político de Alagoa de Baixo (Sertânia), então pertencente ao município de Cimbres, também me indicou que o local da morte final do Morais teria sido em Sergipe (Albuquerque, 1957:113). Até aquele momento, eu tinha dado pouco valor à informação, por causa da narrativa confusa sobre os irmãos Morais apresentada pelo memorialista. No entanto, devido ao fracasso da pesquisa de campo em Cipó de Leite, não podia me permitir ignorar outras pistas, mesmo que não fossem as mais confiáveis. Então, utilizei o grande oráculo dos tempos atuais, o Google, e pesquisei as palavras-chave “Serra da Vaca”, “Rio São Francisco” e “Sergipe”. Para minha surpresa, os resultados da busca me levaram à Plataforma Lattes, no site do CNPq, onde encontrei uma referência ao trabalho de conclusão de curso Aspectos geológicos, petrográficos e geoquímicos do Stock Serra da Vaca, Sistema Orogênico Sergipano, realizado por Douglas Barreto de Oliveira, apresentado em 2016 no curso de Geologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS). No começo de maio, ela entregou o desenho com a exata posição da serra mencionada, que, a uma curta distância de Pedro Alexandre, está situada ao sul do município próximo de Canindé do São Francisco, na região noroeste de Sergipe, nas proximidades do Povoado Capim Grosso, para ser mais exata.



Texto de Patrício Holanda



Referências bibliográficas:

ALBUQUERQUE, Ulysses Lins de. Um sertanejo e o sertão: memórias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1957. 

BRANDÃO, Moreno. Historia de Alagôas. Penedo: J. Amorim, 1909. 

MEDEIROS, Tobias. Os Morais: subsídios para sua história. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas. Maceió: Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, vol. 39/1984, p. 139-146, 1985. 

RAMOS, Graciliano. Lampião. Novidades. Maceió, n. 3, p. 3, 25 abr. 1931. In: _____. Cangaços. Rio de Janeiro: Record, 2014. p. 27-30. 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Origem do sobrenome Sabino e algumas genealogias na região Nordeste do Brasil

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O sobrenome SABINO se destaca como uma das preciosidades da nomenclatura italiana, possuindo uma herança cultural e histórica abundante. Frequentemente, um sobrenome serve como uma porta de entrada para a história, fornecendo dados sobre a localização geográfica, trabalho ou traços dos antepassados de uma linhagem.

A origem do sobrenome SABINO encontra-se na Itália, especialmente ligada à parte central do país. A palavra ‘sabino’ tem sua origem nos Sabinos, uma antiga tribo itálica que vivia na região de Sabina, que está centrada na atual área do Lácio. Essa tribo teve uma importância considerável na trajetória de Roma, muitas vezes se envolvendo em conflitos e fusões com os romanos. Uma das histórias mais conhecidas da mitologia romana é a do ‘Rapto das Sabinas’, que narra a captura de mulheres sabinas pelos fundadores de Roma.

A Sabina é uma área de impressionante beleza natural, famosa por suas colinas suaves e vilarejos encantadores. Ao longo da história, essa região tem estado ligada à agricultura, especialmente na produção de azeite de oliva e vinho, que fazem parte essencial da culinária italiana. A localidade ainda preserva vestígios de seu passado antigo, incluindo ruínas e artefatos que datam do tempo dos Sabinos.

As pessoas com o sobrenome SABINO podem rastrear suas raízes ancestrais até esses campos produtivos e culturalmente ricos. A herança sabina é visível não apenas na história, mas também na cultura e nas tradições que são transmitidas de geração em geração. Atualmente, nomes como SABINO continuam a ser encontrados em diferentes partes da Itália, assim como nas comunidades italianas espalhadas pelo mundo.


Algumas genealogias na região Nordeste do Brasil

Oferecemos este breve ensaio genealógico da prole Sabino em Pernambuco, tendo como ponto de partida, Capitão Antônio Conrado Sabino que se casou com a pernambucana Maria Emília Vital, ela sendo filha do carioca Antônio de Oliveira Vital e da pernambucana Joanna Florinda de Gusmão Pereira Lobo. Desse matrimônio tiveram 02 filhas, onde herdaram o sobrenome: Sabino. 

Capitão Antônio Conrado teve 05 netos que herdaram os sobrenomes: Gusmão Lobo e Sabino de Gusmão Lobo. 

Capitão Antônio Conrado teve aproximadamente 17 bisnetos que herdaram os sobrenomes: Gusmão Lobo, Gusmão e Heck.

 

Com a intenção de ampliar as pesquisas sobre possíveis ascendentes estrangeiros com sobrenome Sabino na região Nordeste do Brasil, seguem mais alguns dados relevantes:

Bahia: Francisco Pereira Sabino, nascido aproximadamente em 1808 e se casou com Joaquina M. da Costa Sabino.

Sergipe: Padre Vicente Sabino dos Santos, nascido aproximadamente em 1824 e se casou com Celcina Dantas Barbosa. Desse matrimônio tiveram 03 filhos.

Alagoas: Umbelino Angelico Sabino de Melo, nascido em 1849 em Maceió/AL e se casou com Guilhermina Basilio da Costa, ela sendo filha de Manoel Basilio da Costa e Francisca Basilio da Costa. Desse matrimônio tiveram 01 filho.

Paraíba: Gertrudes Sabino, nascida aproximadamente em 1847 e se casou com Manoel Gomes Cabral, ele sendo filho de João Gomes Cabral e Claudina Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 12 filhos.

Rio Grande do Norte: Manoel Gomes da Silva Sabino, nascido aproximadamente em 1855 e se casou com Firmina Maria Fernandes. Desse matrimônio tiveram 02 filhos.

Ceará: Maria do Carmo Sabino, nascida aproximadamente em 1783 e se casou com Manuel Lourenço da Silva, ele sendo filho de Tomás Lourenço da Silva e Rosa Maria Teles de Melo. Desse matrimônio tiveram 12 filhos.

Piauí: Antônio Sabino da Silva, nascido aproximadamente em 1845 e em 1ª núpcia se casou com Carolina Maria de Jesus Bezerra, ela sendo filha de Izidro Pereira de Maria Bezerra e Maria Antônia do Sacramento. Desse matrimônio tiveram 08 filhos.

Em 2ª núpcia se casou com Raimunda Maria de Jesus. Desse matrimônio tiveram 01 filho.

Maranhão: Jozefa Adelaide Sabino, nascida em 1839 e se casou com Antônio Leite de Moraes Rego, ele sendo filho de Juvêncio Antônio de Moraes Rego e Anna Joaquina de Moraes Rego.



Texto de Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

Antônio Sabino da Silva. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GXSL-9RN)<. Acesso em 04 de março de 2025.

Capitão Antônio Conrado Sabino. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/G9VZ-TGV)<. Acesso em 09 de março de 2025.

Francisco Pereira Sabino. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/9N5B-JYY)<. Acesso em 04 de março de 2025.

Gertrudes Sabino. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/9NL1-GXF)<. Acesso em 07 de março de 2025.

História e origem do sobrenome Sabino. Disponível em: >(https://www.mastercidadania.com.br/sabino-a-historia-e-origem-do-sobrenome)<. Acesso em 09 de março de 2025.

Jozefa Adelaide Sabino. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/G6KR-WNS)<. Acesso em 04 de março de 2025.

Manoel Gomes da Silva Sabino. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GZ67-HT1)<. Acesso em 04 de março de 2025.

Maria Emília Vital. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/G8V4-21M)<. Acesso em 16 de março de 2025.

Padre Vicente Sabino dos Santos. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GS84-84V)<. Acesso em 07 de março de 2025.

Umbelino Angelico Sabino da Silva. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GLCQ-D5K)<. Acesso em 21 de fevereiro de 2025.