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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Genealogia da família Rego Barros em Pernambuco: Origem, parentesco e história no Nordeste do Brasil


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Este conteúdo faz parte do projeto de valorização da história, genealogia e memória nordestina, com apoio da Arvorar Terceirização de DP.

A família Rego Barros ocupa lugar relevante nas pesquisas sobre genealogia pernambucana, sobretudo quando o sobrenome é analisado junto às relações de parentesco, patrimônio, cargos públicos e circulação entre diferentes áreas do Nordeste. A documentação reunida por Ana Lunara da Silva Morais demonstra que a trajetória familiar esteve ligada ao funcionamento da Fazenda Real e à administração de Pernambuco (MORAIS, 2023).

A pesquisa genealógica, nesse caso, não deve se limitar à montagem de uma árvore familiar. Os registros permitem observar casamentos, sucessões, propriedades, ofícios e relações políticas que ajudam a compreender como determinados ramos familiares se consolidaram socialmente. O estudo de Dantas (2014) amplia essa perspectiva ao examinar a propriedade de ofícios e sua relação com patrimônio e prestígio.

O procedimento adotado consiste no cruzamento entre estudos acadêmicos, bases genealógicas, registros históricos digitalizados e obras de referência. Morais (2023) emprega documentação do Arquivo Histórico Ultramarino, da Biblioteca Nacional e do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, demonstrando a importância de comparar fundos documentais diferentes.


Catalogação editorial

N°. 01 | Genealogia da família Rego Barros em Pernambuco: Origem, parentesco e história no Nordeste do Brasil | 16 de outubro de 2026 | Genealogia


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Como complemento, a genealogia de Luís do Rego Barros apresentada pela base Amorese associa o personagem a Viana, em Portugal, e a Olinda, registrando filiação, casamento e descendência (AMORESE, s.d.). Já a base Parentesco permite acompanhar gerações posteriores e relações envolvendo Francisco do Rego Barros e famílias Cavalcanti de Albuquerque (PARENTESCO, s.d.).

A documentação indica que a família Rego Barros construiu sua presença em Pernambuco mediante a combinação de patrimônio, relações familiares e participação administrativa. Morais (2023) mostra que a propriedade da Provedoria da Fazenda Real esteve diretamente relacionada à manutenção econômica e social do grupo. A autora ressalta que essa trajetória não deve ser separada da administração fiscal da capitania.

Dantas (2014), por sua vez, analisa a patrimonialização dos ofícios e mostra como determinadas funções administrativas podiam integrar estratégias familiares de continuidade. Em uma leitura por citação da citação, Dantas (2014, apud MORAIS, 2023) é apresentado pela autora como pesquisador que examinou a venalidade dos ofícios em Pernambuco e a participação dos Rego Barros nesse processo.

A documentação genealógica também conduz a personagens específicos. O registro de António de Barros Rego no BRASILHIS relaciona sua atuação militar à conquista da Paraíba e apresenta referências documentais do Arquivo Histórico Ultramarino (BRASILHIS, s.d.). O FamilySearch, entretanto, deve ser tratado como ponto de partida para conferência, pois o registro de Cristóvão de Barros Rêgo não apresenta, na página consultada, elementos suficientes para validar sozinho todas as relações genealógicas atribuídas ao personagem (FAMILYSEARCH, s.d.).

A obra de Antônio Bezerra oferece outro caminho metodológico. Ao defender a utilização de documentos para revisar narrativas sobre a ocupação do Ceará, o autor afirma que “não há tradição, por mais razoável que pareça, que não seja uma mentira totalmente inventada” (BEZERRA, 2009). A afirmação deve ser compreendida no contexto crítico da obra, como defesa do exame documental, e não como regra para desconsiderar automaticamente a tradição oral.

A documentação disponível no acervo cultural do Rio Grande do Norte também deve ser incorporada à pesquisa quando apresentar registros relacionados às famílias estudadas (ACERVO CULTURAL DO RN, s.d.). Da mesma maneira, a página de Rostand Medeiros reúne referências históricas sobre Francisco do Rego Barros e sua relação com a história urbana e política de Pernambuco (MEDEIROS, s.d.).

A genealogia da família Rego Barros ganha maior consistência quando sobrenomes são examinados em conjunto com documentos administrativos, registros familiares, patrimônio e relações de parentesco. A comparação entre fontes acadêmicas e bases genealógicas permite separar informações documentadas de afirmações que ainda precisam de confirmação.

A presença de diferentes ramos, personagens e conexões familiares mostra que a história dos Rego Barros não deve ser pesquisada como uma sequência isolada de nomes. Ela integra redes sociais e econômicas que atravessaram Pernambuco e outras áreas do Nordeste.

Para este colunista, a principal contribuição dessa pesquisa está em mostrar que genealogia e história regional podem caminhar juntas. Um sobrenome ganha significado quando conseguimos localizar seus portadores, seus parentes, propriedades, ocupações e deslocamentos.

O pesquisador precisa resistir à tentação de transformar uma árvore genealógica publicada na internet em verdade definitiva. FamilySearch, bases familiares e compilações são ferramentas úteis para localizar pistas, mas devem ser confrontadas com documentos independentes.

No caso dos Rego Barros, o cruzamento das fontes permite enxergar uma família inserida nas estruturas administrativas, econômicas e sociais de Pernambuco. É justamente essa combinação entre parentesco e contexto histórico que torna a pesquisa genealógica mais segura e interessante.


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Notas de pesquisa

MORAIS. Estudo acadêmico central sobre a família Rego Barros e sua atuação na Provedoria da Fazenda Real de Pernambuco, baseado no cruzamento de diversos fundos documentais.

DANTAS. Analisa a propriedade dos ofícios administrativos em Pernambuco e as estratégias familiares de preservação desse patrimônio.

Amorese. Apresenta dados genealógicos de Luís do Rego Barros, incluindo filiação, casamento, localização e descendência.

Parentesco. Reúne informações genealógicas sobre Francisco do Rego Barros e seus vínculos familiares posteriores.

BRASILHIS. Registra Antônio de Barros Rego, sua atuação militar e referências documentais relacionadas à Paraíba.

Scribd. Reproduz o estudo sobre propriedade de ofícios na Capitania de Pernambuco e a atuação dos Rego Barros.

Acervo Cultural do RN. Documento digital indicado para investigação complementar sobre registros históricos e genealógicos.

FamilySearch. Registro genealógico de Cristóvão de Barros Rêgo; deve ser utilizado como pista documental a ser conferida em fontes independentes.

BEZERRA. Obra de referência sobre a história do Ceará, valorizando documentos cartoriais para revisão de narrativas históricas.

MEDEIROS. Reúne conteúdos históricos sobre Francisco do Rego Barros e outros personagens relacionados à história pernambucana.


Fontes primárias

  • Arquivo Histórico Ultramarino (AHU);

  • Documentos Históricos da Biblioteca Nacional;

  • Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT);

  • Registros documentais do Acervo Cultural do Rio Grande do Norte;

  • Registros paroquiais e cartoriais quando localizados;

  • Documentos históricos associados aos personagens pesquisados.


Fontes secundárias

  • MORAIS;

  • DANTAS;

  • BEZERRA;

  • MEDEIROS.


Fontes terciárias

  • FamilySearch;

  • Amorese – árvore genealógica;

  • Parentesco;

  • BRASILHIS;

  • Scribd.


Hipóteses ou suposições

  • Relações genealógicas apresentadas em árvores digitais que ainda não tenham confirmação documental independente;

  • Transcrições ou vínculos familiares atribuídos pelo FamilySearch sem documentação primária visível;

  • Possíveis conexões entre diferentes ramos dos Rego Barros que dependam de registros paroquiais, cartoriais ou sucessórios ainda não confrontados.


Aviso importante

Os dados da árvore genealógica apresentados neste artigo foram extraídos do FamilySearch na data da publicação. Por isso, eventuais alterações feitas depois nos perfis das pessoas citadas na plataforma não aparecerão automaticamente aqui. Este conteúdo registra o estado da pesquisa naquele momento e serve como referência da versão consultada pelos leitores.


Declaração de Originalidade

O presente artigo foi produzido a partir de pesquisa autoral, com base em fontes históricas, documentais e bibliográficas devidamente referenciadas e passou por verificação de similaridade textual com ferramentas profissionais de detecção de plágio. As fontes utilizadas estão devidamente citadas, respeitando direitos autorais e boas práticas editoriais.



Texto de Rhayra Brasileiro Gondim



Referências bibliográficas:

A família Rego Barros: uma centúria na provedoria da Fazenda Real de Pernambuco, Brasil (1675-1770). Disponível em: >(A família Rego Barros: uma centúria na provedoria da Fazenda Real de Pernambuco, Brasil (1675-1770))<. Acesso em 10 de março de 2026.

A família Rego Barros. Disponível em: >(A família Rego Barros: uma centúria na provedoria da Fazenda Real de Pernambuco, Brasil (1675-1770))<. Acesso em 10 de março de 2026.

A família Rego Barros: uma centúria na provedoria da Fazenda Real de Pernambuco. Disponível em: >(A família Rego Barros: uma centúria na provedoria da Fazenda Real de Pernambuco)<. Acesso em10 de março de 2026.

Antônio de Barros Rego. Disponível em: >(Antônio de Barros Rego)<. Acesso em 19 de março de 2026. 

BEZERRA, Antônio. Algumas origens do Ceará. Coleção Biblioteca Básica Cearense. Fortaleza: FWA, 2009. Disponível em: >(https://www.fwa.org.br/livros/algumas-origens-do-ceara.pdf)<. Acesso em 10 de março de 2026.

Francisco do Rego Barros. Disponível em: >(Francisco do Rego Barros)<. Acesso em 19 de março de 2026. 

Governador Cristovão de Barros Rêgo. Disponível em: >(Governador Cristovão de Barros Rêgo)<. Acesso em 19 de março de 2026. História de Francisco do Rego Barros [6°]. Disponível em: >(https://www.parentesco.com.br/index.php?apg=pessoa&idp=2795)<. Acesso em10 de março de 2026.

Joaquim José do Rego Barros. Disponível em: >(Joaquim José do Rego Barros)<. Acesso em 19 de março de 2026. 

Luís do Rego Barros.  Disponível em: >( Luís do Rego Barros)<.  Acesso em10 de março de 2026.

MEU OFÍCIO, MOEDA E SUSTENTO: PROPRIEDADE DE OFÍCIOS NA CAPITANIA DE PERNAMBUCO NO PERÍODO POST-BELLUM. Disponível em: >(MEU OFÍCIO, MOEDA E SUSTENTO: PROPRIEDADE DE OFÍCIOS NA CAPITANIA DE PERNAMBUCO NO PERÍODO POST-BELLUM)<. Acesso em 10 de março de 2026.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Antônio Conselheiro: Sua prisão antes da Guerra de Canudos


APOIO CULTURAL

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De acordo com o texto a seguir: Antônio Vicente Mendes Maciel, nasceu em 13/03/1830, em Quixeramobim – CE, falecendo em, 22/09/1897, em Canudos – Belo Monte – BA, aos 67 anos de idade.

Era filho de Vicente Mendes Maciel e de Maria Joaquina de Jesus. Casou-se com Brasilina Laurentina de Lima. Enquanto viveu em Quixeramobim, foi comerciante, professor de primeiras letras, escrivão de cartório e rábula.

No ano de 1868, passa a peregrinar pelo sertão nordestino pregando religião, construindo capelas e cemitérios, porque acreditava que havia sido enviado por Deus para acabar com as diferenças sociais e também com os pecados republicamos; entre estes estavam o casamento civil e a cobrança de impostos.


Catalogação editorial

N°. 01 | Antônio Conselheiro: Sua prisão antes da Guerra de Canudos | 14 de outubro de 2026 | Genealogia


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A primeira menção pública de Antônio Conselheiro como penitente nos sertões do Nordeste brasileiro, foi publicada em Sergipe, no não de 1874, pelo jornal “O Rabudo”, transcrevemos abaixo: 

            “Há seis meses que por todo o centro desta Província e da Província da Bahia, chegado diz elle (do Ceará), infesta um aventureiro santa irão que se apelida por Antônio das Mares. O que, a vista dos aparentes e mentirosos milagres que dizem ter ele feito, tem dado lugar a que o povo o trate por S. Antônio das Mares. Esse misterioso personagem, trajando uma enorme camisa azul que lhe serve de hábito à forma do de sacerdote, pessimamente suja, cabelos mui espessos e sedosos entre os quais se vê claramente uma espantosa multidão de bichos (piolhos). Distingue-se pelo ar misterioso, olhos baços, tez desbotada e de pés nus; o que tudo concorre para o tornar a figura mais degradante do mundo”.

No ano de 1876, Antônio Conselheiro, foi preso na Província da Bahia, porque estava agitando o povo contra as autoridades locais e denuncia de ter matado a esposa no Ceará, sendo remetido de Salvador para a Província do Ceará, onde foi interrogado pelo Chefe de Polícia. Andava pregando pelo interior da Província da Bahia há 8 anos, desde 1868.


Imagem 1 - Antônio Conselheiro: O profeta do sertão


Fonte: Rouxinol do Rinaré/ Cordel do beato Antônio Conselheiro - Amazon (2015)



Sua prisão na Bahia noticiada pelo jornal O Cearense, edição nº. 69, de (O CEARENSE, 1876a, p. 2) de 19 de julho de 1876, p. 2, segue a transcrição de acordo com a grafia da época: Bahia.

        “Hontem pela manhã chegou de Alagoinha, escoltado por praças de linha, e foi conduzido a secretaria de polícia o indivíduo conhecido pelo nome Antônio Conselheiro (grifo nosso) e com ele quatro outros indivíduos que o acompanhavão, os quais a dias foram presos no Ytapicurú. Antônio Conselheiro é natural do Ceará, esta nesta província há cerda de 8 annos, e vivia pelo interior a pregar doutrina religiosa. Traz barba e os cabelos excessivamente crescidos e tarja túnica azul”.

Sua chegada ao Ceará também é noticiada pelo jornal O Cearense, edição nº. 71, (O CEARENSE, 1876b, p. 4) de 23 de julho de 1876, p. 4, segue a transcrição de acordo com a grafia da época:

        “Pelo vapor “Permambuco” veio remetido pela polícia da Bahia Antônio Vicente Mendes Maciel, conhecido por Antônio Conselheiro, o qual apparecera em diversos lugares daquela província dizendo-se enviado de Christo, e affectando, com a maior hypocrisia, grandes virtudaes, com os cabelos crescidos sobre os hombros e as barbas longas, mettido em uma túnica azul, de pés descalços insinuava-se no animo da população dessas localidades pregando doutrinas errôneas e superticiosas com que adquiria fanáticos adeptos, e desmoralizando em suas predicas as autoridades, e até os vigários locaes. Presumindo-se a polícia de que ele fosse criminoso nesta província remeteu-o para aqui.

        Na ocasião de ser preso o povo armou-se para obstar a prisão e só não o conseguiu, porque Antônio Conselheiro não o quis, entregando-se a autoridade. Chegando a secretaria de policia daquela província, recuzou-se, obstinadamente a responder ao interrogatório que lhe foi feito. Aqui, porem, Antônio Vicente sendo interrogado pelo Sr. Dr. chefe de polícia, declarou ser natural de Quixeramobim para onde desejaria ardentemente ser remetido. Disse que sendo casado e não podendo viver em harmonia com a mulher, resolvera seguir uma vida de martírio e o seu fim único era aconselhar o povo, tendo já erguido algumas igrejas e construído alguns cemitérios. Já foi remetido para Quixeramobim”.


O jornal A República, edição nº. 145, Fortaleza – CE de 28 de junho de 1893, traz uma crônica sobre Conselheiro (A REPÚBLICA, 1893). Disponível em >(www.memoria.bn.br)<. 

        “A imprensa da Bahia se tem ocupado largamente d’um personagem, deste nome, que nos sertões daquele Estado faz papel de fakir, arrastando após de si a população rude, a quem doutrina num christianismo abstuso e á feição do vulgo quase fetichista, que tem de Deos

sentimento mais torpe. Antônio Conselheiro é do Ceará. Não se chama Antônio Vicente da Cunha Maciel, como disse um jornal dalli; mas – Antônio Vicente Mendes Maciel. Seo pae, Vicente Mendes Maciel, era há meio século, negociante em Quixeramobim, onde nasceo o profeta, que amotina aquella região, pondo em fermentação as consciências em que toca, por isso que é má a qualidade dellas e poderosa a sua força sugestiva.

        Conselheiro é maior de 60 annos, de família que sofria da afecção mental, própria de produzir os fenômenos que se observão nelle. Seo pae, um dos antigos Macieis, cuja coragem tornou lendário esse nome, declinado na história criminal do Ceará, era um bonito homem, a tez ligeiramente morena, vigoroso e inteligente, mas retrahido, taciturno, mao, e perigosamente desconfiado, bem que muito cortez, obsequioso e honrado. Tinha momentos terríveis de cholera, principalmente, si tocava em alcool. Era d’uma valentia indômita, e meio surdo. Seos avos tinhão sido vaqueiros. Em um dos seus momentos, deo tantas facadas na mulher, que esta esteve sacramentada! Abandonando o uso de bebidas, reconciliou-se com ella, commerciou e chegou a fazer uma fortuna sofrível, edificando algumas boas casas na praça, que chamão em Quixeramobim – Cotovello.

        Nos últimos tempos,se demandou, e parece ter morrido arruinado. Era victima de uma demência intermitente, voltava sempre. Não sabia ler, mas contava admiravelmente de oitiva. Quando se dirigia ao Aracaty para fazer as suas compras, fixava previamente a somma dellas e assim que, apartando fazendas, atingia a sua meta, dizia aos caixeiros basta. Sem dispensas um real, havia a somma que fixara. O filho é uma completa emanação do pae, esta nas mesmas condições aptológicas, e poderá ser estudado, como specimen entre doentes mentaes. Dava bem para uma bonita página de Lombrosa.

        Antônio Vicente, assim conhecido em Quixeramobim, quando menino deve apenas sabe ler. Depois de se ter feito célebre nos sertões da Bahia, amotinado os espíritos no seo papel de santão, de pregador umas vezes, outras de ermita recolhendo-se à vida contemplativa; veio ao Ceará, e esteve nesta capital. Dirigindo-se para Pentecostes, Canindé ou allures. Isto há cerca de dez anos, não mais appareceo nesta capital. Na sua fé de estar no desempenho de uma missão divina, é um fanático, com quem a autoridade se deve haver com extrema prudência, nas suas allucinações. São boas as suas intenções, vesgas somente as noções que tem das verdades eternas. É um doente como todo o mundo, salvo o exagero, atroz affectada uma boca das mais delicadas, ou cujo funcionamento regular mais importa na vida. Todo o espírito caxinga ou tem suas manqueiras. Os mais felizes são os que tropeção para o lado, onde há menos espinho”.


Segundo MOITA (2020) essa crônica publicada no jornal A Republica, em (MOITA, 2020) de 28 de junho de 1893, é de autoria de João Brígido, conceituado formador de opinião cearense, que diz na infância ter convivido nos bancos escolares de Quixeramobim como o menino Antônio Vicente.

Caldas Brito escreveu uma carta, em 02 de fevereiro de 1897, aos redatores do jornal “O (BRITO, 1897 apud A REPÚBLICA, 1897).

        Paiz”, relatando que presenciou uma pregação de Antônio Conselheiro, por volta de agosto de 1887, na região de Inhampupe – BA, que foi publicada no jornal A Republica do Ceará, em 22 de fevereiro de 1897: “[...]

Segui a risca o mesmo ritual dos pregadores sacros. Perignou-se: suas primeiras palavras foram um latimorto truncado, [...]. O thema do seu conselho versou sobre a família. Falou uma hora ou menos. Quando terminou, ajoelhando-se diante do altar e resou-se a ladainha. [...] Inteligência superior e conhecedor da leitura da Bíblia, pareceu-me que a Conselheiro havia em moço estudado o latim e o portuguez.


Esse depoimento contradiz o de João Brígido quanto a capacidade intelectual do Conselheiro, já que o mesmo afirma que Conselheiro devia apenas saber ler. O pai de Antônio Conselheiro travou luta política e armada contra os Feitosas e Mourões, durante quatro anos, quando morreu numa dessas lutas de vida e de morte:

Francisco Maciel, irmão de Conselheiro, praticou alguns crimes de morte, sendo fuzilado na Praça Santo Antônio em Quixeramobim, ante um paredão. A mãe de Conselheiro morreu de cólera morbus no ano de 1862.

O jornal A República publica em sua edição nº. 278, p. 4, em 09 de dezembro de1897, artigo (GAZETA DE PETRÓPOLIS, 1897 apud A REPÚBLICA, 1897, p. 4) sobre a vida de Conselheiro:


A vida de Antônio Conselheiro

Da Gaseta de Petropoles

        “Antônio Conselheiro nasceu em Quixeramobim e devia ter 73 anos de edade. Seu pae, Manoel Felício Maciel, era abastado negociante e proprietário dos melhores prédios naquela localidade. A pollitica colonial, do princípio do segundo império, arrastou-o para uma tremenda lucta armada com as poderosas famílias Feitosas e Muorões, lucta que se prolongou por quatro annos e de que saiu completamente aniquilado Maciel pae, que depois morreu numa dessas luctas. Um filho deste, Francisco Maciel, foi fuzilado na praça denominada antes de Santo Antonio, em Quixeramobim. Em 1888 aina existia o paredão onde elle sofreu aquelle supplicio. 

        Franscisco Maciel, o mais velho de todos os filhos daquele negociante, era dotado de maus instructos e sobre si pesavam alguns crimes de morte. Antônio Maciel, depois Antonio Conselheiro, sucedeu a seu pae nos negócios comerciais, já arruinados, e pouco tempo se demorou nesta gestão, porque os credores lançaram mão de todos os haveres reduzindo o resto da família Maciel (Antônio e duas irmãs) e extrema miséria.

        Dahi a vida bohemia de Antônio Comselheiro. A Mãe de Maciel morreu de cholera, em 1862, e sua mulher procedendo mal, elle a abandonou mandando-a para a cidade de Sobral, onde, ainda em 1894, vivia da caridade pública. É falsíssima a versão do assassinato da mãe e da mulher de Antônio Maciel. Este era naquele tempo de grande ternura e afabilidade para com todos. As creanças procuravam-no no seu estabelecimento e elle com certa bondade presenteava-os com biscoitos, bolachas, pão com manteiga, etc. Era de uma singular predileção pelas creanças. Fallava pouco, e concentrado para com todos, nem por isso deixava de ser cortez e mesmo delicado.

        Durante o tempo em que viveu em Quixeramobim nunca houve motivo para julgal-o um mau homem: Dizia-se-se sempre.

    - Maciel é manso e bom, mas é valente e feroz como uma onça; ninguém bula com elle. Antônio Maciel entregando seus haveres aos credores, nada lhes ficou devendo, pois que tanto elle como os paes e parentes, tinham o maior orgulho em não faltar aos seus compromissos. Reduzido a miséria, Antônio Maciel, sem o habito do tarbalho rude, procurou com tudo fazer uma vazante (termo que significa roça nas coroas do rio) de melancias, melões e outros legumes, os seus fregueses só pagavam pelos frutos o que queriam, pois queriam, pois que elle não fasia disto grande questão.

        Não tirando resultado desse novo meio de negocio e acabrunhado pelo abandono da mulher e pela pobreza a que ficou reduzido Antônio Conselheiro, que já era bastante religioso e que ahi mesmo procurava constantemente a egerja, assistindo aos terços, ás novenas, etc.,mudou-se para o Cariry ou Crato, onde se entregou completamente a pratica da religião, esmolando para a construção de egrejas e cemitérios. Em Cariry ou Crato já existia um azilo de caridade sob a invocação de Coroação de Jesus. Ahi tomou elle o tradional habito de que usava até agora e os seus sentimentos religiosos chegava ao fanatismo, julgando-se elle um missionário e nesta presunção percorrendo os valles e aldeias do sertão, fazendo perdições e esmolando. 

            Foi nestas peregrinações e atravessando todo o interior das então províncias do Ceará e Parahyba do Norte, onde demorou-se muito tempo na cidade de Joazeiro, já tão falada pela propaganda fanática do padre Cícero, que Antônio Maciel chegou aos sertões da Bahia. Nesses sertões foi que elle recebeu o apelido de conselheiro, em virtude dos bons ensinamentos que dava ao povo sertanejo e decidindo as suas questões e contendas desde as famílias até as de terras. 

        Nos sertões bahianos elle fundou diversas egrejas, cemitérios, como é geralmente sabido. Em 1890 esteve na capital do Ceará, já envergando o seu habito azul, pedindo esmolas para a construcção de duas egrejas. Foi ali á casa do Dr. João Brígido, não aceitando hospedagem, pois que dormia nos adros da egreja ou nos campos. A casa em que, na rua de Santo Antônio, em Quixeramobim, era estabelecido Antônio Maciel, é uma das melhores da cidade e nella rezide actualmente o dr. Lima Freire, casado com uma filha do dr. João Pinto de Mendonça e sobrinha do dr. Antônio Pinto de Mendonça ex-redactor da Gaseta da Tarde da capital feseral; em outra mora a família do Coronel Theophilo dos Santos Lessa e em outra a família do Coronel Silva Camara.

           Este último prédio notável pela circunstância de estra levantado sobre duas paredes paralelas, dando passagem a um esconderijo interno em torno de toda a casa; e isto só foi conhecido alguns annos depois que o prédio mudou de proprietário. Esta era a residência do velho pae de Antônio Conselheiro, que a construiu toda de pedra e cal. Esta casa tinha estreita varanda na frente, em forma de muro, protegendo assim ás três janelas do centro as duas portas das extremidades, de que ella se compunha. Das batalhas successivas dos Macieis e sua gente contam se episódios horrorosos e alguns originais. Por exemplo, no lugar denominado Muxuré, depois de um encontro entre eles e seus inimigos, cada grupo sepultava os seus mortos em campos diferentes, e assignalava as sepulturas com uma cruz negra os Macieis e com uma tosca de madeira os Mourões e os Feitosas. 

                Esse ponto era considerado pelo povo supersticioso como um logar mal assombrado e todos temiam trasitar por ali á noite, pois que afirmavam ouvir toques de sinos, vidros, ver gente decapitada etc. Accresce mais que, na apssagem de Muxuré, existe uma encruzilhada, que dá caminho para uma fazenda denominada S. João e para um outro lugar conhecido pro Canhotim. É corrente em Quixeramobim, que naquela encrusilhada ... á meia noite de 24 de Junho, dia de S. João, indivíduos fazem pactos com o cão, principalmente os que querem ser bons vaqueiros, caçadores, etc., e quando se quer exaltar a valentia de alguém, tornou-se costume dizer que tomou pacto com o cão no Muxuré. 

            Neste local existem diversos sobrinhos de Antônio Conselheiro, filhos d euma irmã falecida; um deles Manuel Felicio Maciel mudou-se depois para o Amazonas, seduzido pelos seringaes e ahi fez grande fortuna. Há cerca de dois annos, era elle senhor e donatário da villa de Anti-Mary, no alto Purus, villa que foi incendiada há pouco tempo e completamente destruída. Manuel Felicio esteve no Rio há cerca de um anno e tanto tractando de obter uma idemnização de 1:200$000 pelos prejuízos que sofreu; Depois de grande tarbalho, consegui arranjar um telegrama assignado pelos srs. Generaes Francisco Glycerio, Pires Ferreira e outros recomendando-o ao actual governador dr. Fileto Pires, partindo então para o Amazonas, com a intenção de reduzir à metade o seu pedido de indemnização. A outra sua irmã é também falecida. 

            Affirmão que Antônio Conselheiro era um homem casto, levando o seu fanatismo ao ponto de esquecer todos os prazeres mundanos, alimentando pouco e dormindo sem a menor comodidade ou conforto. Nas suas peregrinações trazia a cabeça descoberta, sempte envergando o seu habito, arrimado por um pedaço de vara tosca, usando alpercatas de couro crú. Caminhava um tanto lentamente e um pouco curvado. Eis tudo quanto pude colher na ligeira entrevista que tive com o sr. X que foi visinho do celebre fanático em Quixeramobim. 

               Após a conquista massacre de Canudos pelo Exército Brasileiro, em 1897, o médico João de Sousa Pondé encontrou, entre os escombros de Canudos, um livrinho manuscrito por Antônio Conselheiro. Também foi encontrado outro texto manuscrito com o seguinte título: Apontamentos dos preceitos da divina lei do Nosso Senhor Jesus Cristo, para a salvação dos homens” (1895). O referido manuscrito estava dividido em quatro partes:

      1ª parte – Tempestades que se levantam no Coração de Maria – com 29 meditações (mistérios); 

                 2ª parte – Exposição sobre os dez mandamentos da lei de Deus; 

                 3ª parte – Textos retirados das escrituras em latim com tradução;

           4ª parte – Miscelânea, que traz a única referência a uma obra material realizada, a Igreja de S. Antônio em Canudos; ocupa-se da república e sua despedida aos canundenses.


Ascendência e descendência

Vicente Mendes Maciel (n. 02/04/1804, em Quixeramobim - CE – f. 04/05/1855, em Quixeramobim - CE), filho de Miguel Carlos Maciel (n. 1779 – f. 09/06/1833) e de Manoela Maria do Nascimento (n. 1786) c/c Maria Joaquina do Nascimento (n. 1810, em Quixeramobim - CE – f. 01/1836, em Quixeramobim - CE), filha de Manoel Antônio Ferreira Nobre e de Feliciana Maria Francisca. Bisavós paternos – Antônio Maciel de Souza (n. 1735) e de Anna de Oliveira Maciel (n. 1736); Bisavós maternos – Miguel Maciel de Andrade (n. 1756 – f. 1826) e de Anna Maria da Anunciação (n.1736).

Pais de:

1\. Antônio Vicente Mendes Maciel – Antônio Conselheiro (n. 13/03/1830, em Quixeramobim - CE – f. 22/09/1897, em Canudos - BA) c/c Brasilina Laurentina de Lima (n. ± 1842, em Sobral - CE), filha de Francisco Gomes Parente e de Francisca Teresa de Lima. 

Pais de:

1.1. Antônio Mendes Maciel (n. 03/04/1861, em Santa Quitéria - CE) ... (?); Antônio Vicente Mendes Maciel – Antônio Conselheiro (n. 13/03/1830, em Quixeramobim - CE – f. 22/09/1897, em Canudos - BA) c/c Joana Aprígio (n. 1845), filha de ... (?). 

Pais de:

1.2. João Aprígio Maciel (n. 1867, em Santa Quitéria) ... (?).

2\. Maria Francisca Maciel (n. 09/06/1831, em Quixeramobim - CE) c/c Justino Bernardes da Cunha, filho de ... (?). 

Pais de:

2.1. Maria Bernardes da Cunha (n. 1870 – f. 17/05/1870, em Quixeramobim - CE) – faleceu criança;

3\. Francisca Maria Maciel (n. 08/06/1833, em Quixeramobim - CE – f. ± 1876) c/c Lourenço Correia Lima (n. ± 1828 – f. ± 1882), filho de ... (?). 

Pais de:

3.1. Maria Maciel de Lima (n. ± 1851) c/c João Barbosa Lima (n. ± 1846), filho de ...(?). Pais de ... (?);

3.2. Francisco Pompeo de Lima (n. ± 1852) c/c Maria dos Anjos do Espírito Santo (n. ± 1858, em Quixeramobim - CE), filha de José Nicácio Ferreira (n. 1833) e de Rita Maria dos Anjos (n. 1838) – com descendência de 2 filhos;

3.3. Maria Francisca Maciel (n. ± 1853) c/c Paulo Baptista Correia Vieira (n. ± 1848, em Quixeramobim - CE), filho de João Baptista Correia Vieira (n. 1834) e de Antônia Maria de Jesus (n. 1836). Pais de ... (?);

3.4. Amâncio Maciel de Lima (n. 1854) ... (?);

3.5. Vicente Maciel de Lima (n. 1855) ... (?);

3.6. Maria Maciel Lima (n. 03/01/1856) ... (?);

3.7. João Maciel de Lima (n. ± 1856) ... (?);

3.8. João Lima (n. 26/08/1866) ... (?);

3.9. Vicente Mendes Maciel (n. 1868, em Quixeramobim - CE) c/c Francisca Rosa de Almeida (n. 1881, em Jaguaribe – Mirim - CE), filha de Manoel Joaquim de Almeida e Fausta Laurinda de Sousa – com descendência de 5 filhos;

4\. Francisca Mendes Maciel (n. 08/06/1833, em Quixeramobim - CE) ... (?);

Vicente Mendes Maciel (n. 1804 – f. 1855), filho de Miguel Carlos Maciel (n. 1779 – f. 1833\) e de Manoela Maria do Nascimento (n. 1786) c/c (2ª) Francisca Maria da Conceição (n. 1817 – f. 05/01/1857), filha de Innocêncio Alves Freire (n. 1792) e de Joanna Maria da Conceição (n. 1797). 

Pais de:

5\. Dorotéia Maciel (n. 1838 – f. ± 1855) ... (?);

6\. Rufina Maciel (n. ± 1840) c/c Marcos Antônio de Almeida (n. ± 1835). 

Pais de:

6.1. Francisca de Almeida (n. 09/01/1856) ... (?);

7\. Urbano Mendes Maciel ... (?). 


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Notas de pesquisa

CUNHA. Relato de expedição relacionado à Guerra de Canudos, útil para contextualizar os acontecimentos e a campanha militar no sertão baiano.

FAMILYSEARCH. Plataforma de pesquisa genealógica que reúne registros e informações sobre indivíduos e famílias. Os dados precisam ser confrontados com os documentos originais sempre que possível.

MOITA. Estudo dedicado a Canudos ou Belo Monte, oferecendo uma abordagem histórica para compreender o movimento liderado por Antônio Conselheiro.

ENCICLOPÉDIA ITAÚ CULTURAL. Fonte de consulta enciclopédica sobre Os Sertões, de Euclides da Cunha, e sua relevância para a cultura brasileira.

SILVA. Referência relacionada à publicação de O Rabudo, em 22 de novembro de 1874, importante para investigar as primeiras notícias jornalísticas sobre Antônio Conselheiro.


Fontes primárias

  • SILVA;

  • Jornal O Cearense, edição nº 69, de 19/07/1876, p. 2;

  • Jornal O Cearense, edição nº 71, de 23/07/1876, p. 4;

  • Jornal A República, edição nº 145, Fortaleza, 28/06/1893;

  • Jornal A República, de 22/02/1897, com o depoimento atribuído a Caldas Brito;

  • Jornal A República, edição nº 278, p. 4, de 09/12/1897, com o texto intitulado “A vida de Antônio Conselheiro”;

  • Manuscrito Apontamentos dos preceitos da divina lei do Nosso Senhor Jesus Cristo, para a salvação dos homens (1895), conforme descrito no texto;

  • CUNHA.


Fontes secundárias

  • MOITA;

  • CUNHA;

  • JOÃO BRÍGIDO;

  • CALDAS BRITO.


Fontes terciárias

  • FAMILYSEARCH;

  • ENCICLOPÉDIA ITAÚ CULTURAL;

  • Catálogos, índices e repertórios bibliográficos utilizados para localizar os jornais e as obras mencionados.


Hipóteses ou suposições

  • Ascendência e descendência de Antônio Conselheiro: As relações familiares que ainda não foram confirmadas por registros originais devem permanecer como hipóteses de pesquisa.

  • Antônio Mendes Maciel, nascido em 03/04/1861: A filiação e a relação com Antônio Conselheiro precisam ser verificadas documentalmente.

  • João Aprígio Maciel, nascido em 1867: A filiação atribuída a Antônio Conselheiro e Joana Aprígio exige confirmação por registros independentes.

  • Casamento com Brasilina Laurentina de Lima: A identificação da esposa e a cronologia da união devem ser confrontadas com registros civis, paroquiais ou outras fontes contemporâneas.

  • Casamento com Joana Aprígio: A existência de uma segunda união e a respectiva descendência precisam ser verificadas.

  • Descendentes dos ramos Maciel e Maciel de Lima: Os vínculos identificados por reticências, interrogações ou informações incompletas permanecem em aberto.

  • Informações genealógicas transcritas do FamilySearch: Datas, filiações e relações de parentesco sem documentação original localizada devem ser apresentadas como dados provisórios.


Aviso importante

Os dados da árvore genealógica apresentados neste artigo foram extraídos do FamilySearch na data da publicação. Por isso, eventuais alterações feitas depois nos perfis das pessoas citadas na plataforma não aparecerão automaticamente aqui. Este conteúdo registra o estado da pesquisa naquele momento e serve como referência da versão consultada pelos leitores.


Declaração de Originalidade

O presente artigo foi produzido a partir de pesquisa autoral, com base em fontes históricas, documentais e bibliográficas devidamente referenciadas e passou por verificação de similaridade textual com ferramentas profissionais de detecção de plágio. As fontes utilizadas estão devidamente citadas, respeitando direitos autorais e boas práticas editoriais.



Texto de Sérgio Barreto



Referências bibliográficas:

_________Cordel falando do beato Antônio Conselheiro. ANTONIO CONSELHEIRO: Um Profeta do Sertão. 2015. Imagem monocromática. Disponível em: >(ANTONIO CONSELHEIRO: Um Profeta do Sertão)<. Acesso em 10 de março de 2026.

Antônio Vicente Mendes Maciel. Disponível em: >(Antônio Vicente Mendes Maciel)<. Acesso em 10 de março de 2026.

CUNHA, Euclides da. Diário de uma expedição. In: EUCLIDESITE. Obras de Euclides da Cunha. Disponível em: >(https://euclidesite.com.br/obras-de-euclides/diario-de-uma-expedicao)<. Acesso em 10 de março de 2026.

MOITA, José Augusto. Canudos ou Belo Monte: um outro olhar. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2020. 240 p.

Os Sertões. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2026. Disponível em: >(http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obras/116697-os-sertoes)<. Acesso em 19 de março de 2026. Verbete da Enciclopédia. 

SILVA, Manoel Lopes de Sousa. (22/11/1874). O Rabudo (7).