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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Patriarca da família Diógenes da Ribeira do Jaguaribe (1698 - 1769)

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Oferecimento da Rubble Assessoria de Investimentos

Manoel Diógenes Paes Botão nasceu na Ribeira do Jaguaribe, na Fazenda Monte Vistoso, em Santa Rosa, antiga Jaguaribara, Ceará. Foi batizado em 20 de abril de 1698, na Capela de São Gonçalo do Potengi, no Rio Grande do Norte. Foram seus padrinhos o Capitão João da Fonseca Ferreira, seu tio materno, e Bernarda da Fonseca, sua tia materna, filha da viúva Isabel Ferreira (ARAÚJO LIMA, 2020).

Diógenes era filho do Expedidor Domingos Paes Botão (1º) e de Dona Sebastiana da Assunção Fonseca Ferreira, conhecida como “Maria da Fonseca”. Seu pai era um dos membros da chamada “Expedição dos Homens do São Francisco”, que veio ocupar a Ribeira do Jaguaribe, no final do século XVII, entre 1682 e 1684, com o objetivo de instalar as primeiras fazendas de gado no sertão cearense.

“Em 20 de abril de 1698, na Capela de São Gonçalo do Potengi, batizou o padre Francisco Bezerra de Góis a DIÓGENES, filho de Domingos Paes Botão e de sua mulher Maria da Fonseca. Foram padrinhos o capitão João da Fonseca e Bernarda da Fonseca, filha da viúva Izabel Ferreira. Assinado pelo vigário Simão Rodrigues de Sá.”

Diógenes casou-se com Antônia da Rocha Tavares, aliás Antônia da Purificação, filha de Luís Paes Botão e de Dona Josefa Ferreira da Rocha, branca. Luís Paes Botão era negro e escravo de Domingos Paes Botão (1º). Sua filha Antônia seria mestiça, e não índia, segundo Francisco Augusto de Araújo Lima (2006):

“Luís era natural do Reino de Angola — escravo, provavelmente do Capitão Domingos Paes Botão (1º), o Expedidor, deve ter sido criado como filho adotivo pelo próprio. Sua esposa Josefa era natural do Icó e sua família era natural da Freguesia de Arneiroz (Inhamuns). A primeira filha do casal, Antônia da Rocha Tavares (aliás Antônia da Purificação), casou com Diógenes Paes Botão e, a partir deles, surgiu a família Diógenes da Ribeira do Jaguaribe.”

Conforme Francisco Augusto de Araújo Lima (2006), ao tratar da suposta origem indígena de Antônia da Purificação, matriarca da família Diógenes da Ribeira do Jaguaribe, o referido pesquisador relata que:

“A esposa do primeiro Diógenes não era índia, mas mestiça, mais provavelmente, ou negra, filha de um ex-escravo de Domingos Paes Botão, o Expedidor ou Domingos Paes Botão, o primeiro.”


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    Nos registros eclesiásticos da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Purificação do Icó, Livro de 1728–1775, está registrado que a senhora Antônia da Purificação, esposa de Diógenes, era filha de uma índia de Mamanguape, Paraíba, e do negro Luís Paes Botão, de Angola. Assim, pode-se concluir que ela era mestiça, descendente de negro e indígena.

    Diógenes e Antônia são considerados os patriarcas da família Diógenes da Ribeira do Jaguaribe, pois, a partir desse casal, seus filhos e descendentes passaram a utilizar Diógenes como nome de família. É importante observar que Diógenes era Paes Botão pelo lado paterno e Fonseca Ferreira pelo lado materno. Antônia, por sua vez, era Paes Botão pelo lado paterno, por afinidade, e Ferreira, Rocha e Tavares pelo lado materno, também por afinidade.

    Diógenes faleceu em 25 de maio de 1769, viúvo, aos 71 anos de idade, e não aos 80 anos, como consta em algumas referências. Foi sepultado na Capela de Nossa Senhora das Candeias de Jaguaribe-Mirim, onde seu corpo foi encomendado pelo padre João Martins de Mello (ARAÚJO LIMA, 2020), que, à época, era proprietário do Sítio Jaguaribe-Mirim e capelão de Candeias.

    O brasão da família Diógenes é meramente ilustrativo, uma vez que se trata de uma família surgida na Ribeira do Jaguaribe, não constando, portanto, da heráldica portuguesa. O brasão oficial seria o da família Paes, do genitor de Diógenes. O termo Botão seria apenas toponímico, indicando a região de Portugal onde seu genitor, Domingos Paes Botão (1º), nasceu.

    Casou-se com Thereza de Jesus Maria (2ª). Foram pais de:

    1.1. Antônio Paes Botão (n. 1779);

    1.2. Antônia Maria Paes Botão (n. 1779 – f. 1830), casada com Joaquim Pinheiro Maciel (n. 1770 – f. 1830), com oito filhos registrados;

    1.3. Domingos (n. 1780), descendência desconhecida;

    1.4. Anna (n. 1782), descendência desconhecida;

    1.5. Capitão Domingos Paes Botão Júnior (n. 1785 – f. 1857), casado com Francisca Maria das Chagas de Jesus (n. 1787 – f. 1870), com 13 filhos registrados;

    1.6. Cosme Paes Botão II (n. 1786 – f. 1847), casado com Anna Rosa do Paraíso (n. 1788 – f. 1828), com 12 filhos registrados.

    Cosme Paes Botão II casou-se, em segundas núpcias, com Rita Canuta das Dores, com quem teve cinco filhos registrados.

    1.7. Damião Paes Botão (n. 1786), descendência desconhecida;

    1.8. Manoel Theóphilo Botão (n. 1835 – f. 1928), casado com Izabel Maria da Conceição Pinheiro Botão (n. 1838 – f. 1880), com quatro filhos registrados.

    Manoel Theóphilo Botão casou-se, em segundas núpcias, com Maria Raquel da Silva, cuja descendência é desconhecida.

    1.9. Damião Paes Botão, descendência desconhecida;

    1.10. Francisca Maria Paes Botão, descendência desconhecida;

    1.11. Maria Paes Botão, descendência desconhecida;

    1.12. Rita Maria Paes Botão, descendência desconhecida.

    O Coronel da Cavalaria do Jaguaribe Domingos Paes Botão Neto (2º) também viveu com Narcisa Dias, com quem teve um filho registrado.

    Domingos Paes Botão Neto (2º) também se casou com Maria Maciel Pinheiro, com quem teve uma filha registrada.

    Casou-se, em primeiras núpcias, com Maria Saldanha. Foram pais de:

    2.1. Cornélio Diógenes Paes Botão, descendência desconhecida.

    O Capitão Cosme Diógenes Paes Botão I casou-se, em segundas núpcias, com Maria dos Prazeres. Foram pais de:

    2.2. Bernardo da Costa Ferreira, casado com Joana da Silva, cuja descendência é desconhecida.

    Não deixou descendentes conhecidos.

    Identificada como filha exposta, casou-se com Manoel da Silva Monteiro. Foram pais de:

    4.1. Domingos Monteiro da Silva (n. 1755), casado com Luiza das Neves Pereira (n. 1765), cuja descendência é desconhecida;

    4.2. Joanna, descendência desconhecida.


    A reconstrução dessa genealogia deve partir do cruzamento entre registros paroquiais, livros de batismo e óbito, obras genealógicas e estudos históricos. O termo de batismo de 1698 constitui fonte primária para a filiação de Diógenes, enquanto o Livro de Registro de Óbitos da Freguesia do Icó (1768–1777) contribui para estabelecer seu falecimento.

    As obras de Francisco Augusto de Araújo Lima, Plínio Diógenes Botão, Francisco de Assis Couto e Valdir Uchôa Ribeiro complementam a documentação, oferecendo contexto sobre famílias, localidades e processos históricos. Artigos de Francisco Sérgio Barreto Ribeiro também são relevantes para a interpretação da trajetória de Diógenes e da formação da linhagem.

    A genealogia de Diógenes Paes Botão demonstra que pesquisar uma família antiga não significa apenas enumerar nomes e datas. É necessário compreender o território, os registros religiosos, os casamentos, as relações sociais e as mudanças na utilização dos nomes familiares.

    Outro ponto merece atenção: informações sobre origem indígena, africana ou portuguesa precisam ser examinadas documentalmente, evitando classificações reproduzidas sem indicação precisa da fonte. No caso de Antônia da Purificação, justamente a comparação entre diferentes referências permite perceber a complexidade de sua ascendência.

    Por fim, a trajetória de Diógenes ajuda a compreender a própria formação da genealogia do Ceará. Sua descendência revela como uma família estabelecida na Ribeira do Jaguaribe atravessou gerações e deixou registros capazes de conectar história local, memória familiar e pesquisa genealógica.


    Notas de pesquisa

    ARAÚJO LIMA. Obra de grande abrangência para o estudo das famílias e da ocupação histórica do Ceará, oferecendo subsídios para compreender a formação das linhagens sertanejas.

    BOTÃO. Referência diretamente relacionada às famílias Diógenes, Távora e Pinheiro, sendo útil para acompanhar relações de parentesco e continuidade das linhagens.

    COUTO. Antigas Famílias do Sertão. Obra voltada às antigas famílias sertanejas, contribuindo para contextualizar os grupos familiares presentes na formação histórica do Ceará.

    COUTO. A História do Icó – sua genuína crônica. Referência importante para compreender o contexto histórico de Icó e das famílias relacionadas à região.

    BARRETO RIBEIRO. Artigo dedicado à identificação e trajetória do primeiro Diógenes associado à Ribeira do Jaguaribe.

    LIVRO DE REGISTRO DE ÓBITOS DA FREGUESIA DO ICÓ (1768–1777). Fonte primária utilizada para a investigação do falecimento de Diógenes Paes Botão e para a conferência de sua idade.

    RIBEIRO. Obra de referência para a história regional de Jaguaribe, auxiliando na contextualização territorial e histórica da pesquisa genealógica.


    Aviso importante

    Os dados da árvore genealógica apresentados neste artigo foram extraídos do FamilySearch na data da publicação. Por isso, eventuais alterações feitas depois nos perfis das pessoas citadas na plataforma não aparecerão automaticamente aqui. Este conteúdo registra o estado da pesquisa naquele momento e serve como referência da versão consultada pelos leitores.


    Declaração de Originalidade

    O presente artigo foi produzido a partir de pesquisa autoral, com base em fontes históricas, documentais e bibliográficas devidamente referenciadas e passou por verificação de similaridade textual com ferramentas profissionais de detecção de plágio. As fontes utilizadas estão devidamente citadas, respeitando direitos autorais e boas práticas editoriais.



    Texto de Sérgio Barreto



    Referências bibliográficas:

    ARAÚJO LIMA, Francisco Augusto de. SIARÁ GRANDE – Uma Província Portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora. 2016. 2300 p.

    ARAÚJO LIMA, Francisco Augusto de. Famílias Cearenses 8 – genealogia da Ribeira do Jaguaribe. Disponível em: >(www.familascearenses.com.br)<; >(http://www.familascearenses.com.br)<. Acesso em 08 de março de 2026.

    BARRETO RIBEIRO, Francisco Sérgio. O Primeiro Diógenes da Ribeira do Jaguaribe [ARTIGO]. Jaguaribe – CE: Revista Arautos do Vale, Edição 127, ano 12, pg. 08, agosto de 2021.

    BARRETO RIBEIRO, Francisco Sérgio. Diógenes Paes Botão (1698-1769). [ARTIGO]. Jaguaribe – CE: Revista Arautos do Vale, Edição 155, ano 14, pg. 14, dezembro de 2023.

    BOTÃO, Plínio Diógenes. Genealogia das Famílias Távora Diógenes Pinheiro. Fortaleza: OTS Impressão Gráfica, 2005.

    COUTO, Franciso de Assis. Antigas Famílias do Sertão. Fortaleza: RIC, pg. 216-218, 1971.

    COUTO, Francisco de Assis. A História do Icó – sua genuína crônica. Fortaleza: Editora A. Batista Fontenele, pg. 56-114, 1962.

    DIÓGENES, Kennedy. Bartholomeu Nabo Correa e Domingos Paes Botão. [ARTIGO]. Disponível em: >(www.putegi.blogspot.com)<. Acesso em 13 de março de 2026.

    DIÓGENES, Kennedy. O Patriarca da Família Diógenes. [ARTIGO]. Disponível em: >(www.familiadiogenesnobrasil.blogspot.com/2010/03/o-patriarca-da-familia-diogenes.html)<. Acesso em 10 de março de 2026.

    Livro de Registro de Óbitos da Freguesia do Icó (1768-1777).

    RIBEIRO, Valdir Uchôa. Jaguaribe Minha Terra vol. 9: Cronologia 1ª Parte. Fortaleza: Premius Editora, 2010. 284 p.

    terça-feira, 4 de agosto de 2026

    História Genealógica de Santo Amaro das Brotas/SE

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    Oferecimento da Rubble Assessoria de Investimentos

    A formação histórica de Santo Amaro das Brotas está ligada ao processo de interiorização da ocupação portuguesa em Sergipe, especialmente nas áreas influenciadas pelo Vale do Cotinguiba. O município consolidou-se como importante núcleo agrícola, religioso e administrativo, exercendo influência sobre comunidades vizinhas e rotas econômicas regionais. Conforme publicação da Emdagro (s.d.), a cidade desenvolveu-se a partir da expansão de atividades rurais e da presença de propriedades agrícolas voltadas à produção colonial.

    O crescimento do povoado esteve associado à circulação econômica promovida pelos rios da região e pelo avanço das estruturas fundiárias portuguesas. Segundo o portal A8SE (2026), Santo Amaro das Brotas passou a ser reconhecida como “cidade-mãe do Vale do Cotinguiba”, expressão que evidencia sua relevância histórica na organização territorial sergipana.

    Além da dimensão econômica, o município preservou referências religiosas e culturais importantes para a identidade regional. Estudos históricos demonstram que a constituição urbana de Santo Amaro acompanhou transformações sociais típicas do período colonial nordestino, envolvendo disputas territoriais, relações agrárias e formação de elites locais.

    A pesquisa foi realizada mediante análise bibliográfica e documental, utilizando materiais acadêmicos, registros institucionais e publicações históricas sobre Santo Amaro das Brotas. Foram examinados estudos produzidos pela Universidade Federal de Sergipe, documentos patrimoniais e conteúdos relacionados à ocupação colonial do Vale do Cotinguiba.

    A metodologia baseou-se em leitura crítica comparativa, permitindo confrontar interpretações sobre economia, religiosidade e organização territorial. Também foram empregados recursos de citação direta, indireta e citação da citação, conforme as normas da ABNT. Nesse contexto, os estudos do CESAD/UFS (s.d.) destacam que a ocupação sergipana ocorreu mediante forte presença agrária e concentração fundiária.

    A pesquisa considerou ainda referências reproduzidas em trabalhos posteriores. Conforme observou Nunes apud Fontes da História de Sergipe (2010), os primeiros registros sobre Santo Amaro revelavam uma comunidade estruturada em torno da agricultura e das atividades religiosas locais.

    A expansão de Santo Amaro das Brotas esteve vinculada à valorização agrícola das terras do Vale do Cotinguiba. O desenvolvimento econômico ocorreu principalmente em função da fertilidade regional e da circulação comercial entre povoados sergipanos. A Emdagro (s.d.) ressalta que a economia local consolidou-se por meio da produção agrícola e da utilização estratégica dos cursos fluviais.

    A estrutura fundiária contribuiu para a formação de grupos economicamente influentes. Na tese Os afortunados do Ultramar, Santos (2017) demonstra que parte das elites coloniais nordestinas construiu patrimônio mediante exploração agrária, relações comerciais e vínculos administrativos com a Coroa portuguesa. Embora o estudo apresente abordagem mais ampla, seus apontamentos ajudam a compreender o contexto socioeconômico sergipano.

    A religiosidade também exerceu papel importante na formação urbana. Igrejas e festividades religiosas passaram a organizar a vida social da comunidade, fortalecendo vínculos culturais e idenitários. Segundo o portal HPIP (s.d.), o patrimônio histórico da cidade preserva elementos arquitetônicos relacionados ao período colonial, revelando permanências culturais significativas.

    Outro aspecto relevante refere-se às transformações políticas e sociais registradas ao longo da história municipal. Em artigo publicado no portal Evidencie-se (2022), observa-se que determinados conflitos sociais e disputas simbólicas influenciaram a interpretação histórica sobre Santo Amaro das Brotas, demonstrando que a memória coletiva permanece em constante reconstrução.

    Os registros históricos analisados também mostram que o município exerceu influência sobre localidades vizinhas. O portal A8SE (2026) destaca que Santo Amaro consolidou-se como referência histórica do Vale do Cotinguiba, mantendo importância regional mesmo diante das mudanças econômicas e administrativas ocorridas ao longo do tempo.

    A análise histórica de Santo Amaro das Brotas demonstra que sua formação esteve relacionada ao desenvolvimento agrícola, à religiosidade e à ocupação territorial do Vale do Cotinguiba. A cidade consolidou-se como núcleo relevante dentro da estrutura colonial sergipana, exercendo influência econômica e cultural sobre áreas vizinhas.

    As fontes consultadas evidenciam que a organização fundiária e as atividades rurais desempenharam papel central no crescimento municipal. Além disso, a preservação de elementos religiosos e arquitetônicos reforça a importância histórica do município para a memória regional.

    Compreender a trajetória de Santo Amaro das Brotas significa reconhecer como os processos coloniais moldaram relações sociais, estruturas econômicas e identidades culturais presentes na formação histórica de Sergipe.

    A história de Santo Amaro das Brotas revela uma característica recorrente na formação nordestina: cidades surgidas a partir da combinação entre terra, religiosidade e poder econômico. O município não cresceu apenas pela fertilidade agrícola, mas também pela capacidade de determinados grupos concentrarem influência política e territorial.

    Muitas narrativas históricas costumam apresentar antigas cidades coloniais apenas sob perspectiva cultural ou religiosa, deixando em segundo plano questões ligadas à desigualdade fundiária e à formação das elites locais. Entretanto, compreender Santo Amaro exige observar também as estruturas econômicas que sustentaram sua expansão.

    Outro ponto importante envolve a preservação da memória histórica. O patrimônio arquitetônico e religioso da cidade representa mais do que herança estética; trata-se de testemunho material das relações sociais estabelecidas ao longo da colonização sergipana. Preservar esses espaços significa manter viva parte da trajetória regional.

    Assim, a história de Santo Amaro das Brotas ultrapassa os limites municipais e contribui para compreender aspectos mais amplos da ocupação colonial no Nordeste brasileiro.


    Notas de pesquisa

    EMDAGRO. O documento apresenta informações históricas, econômicas e territoriais sobre Santo Amaro das Brotas, destacando o desenvolvimento agrícola e a importância regional do município.

    CESAD/UFS. O material acadêmico aborda temas relacionados à formação histórica de Sergipe, enfatizando processos de ocupação colonial, estrutura fundiária e organização econômica.

    Evidencie-se. O artigo analisa interpretações históricas e disputas simbólicas relacionadas à memória social de Santo Amaro das Brotas.

    Fontes da História de Sergipe. O texto reúne registros históricos sobre o município, destacando aspectos religiosos, sociais e econômicos da formação local.

    A8SE. A publicação apresenta Santo Amaro das Brotas como “cidade-mãe do Vale do Cotinguiba”, ressaltando sua relevância histórica regional.

    SILVA. A tese Os afortunados do Ultramar examina elites coloniais e formação patrimonial no contexto português e brasileiro, contribuindo para compreender relações agrárias e econômicas nordestinas.

    HPIP. O portal internacional de patrimônio histórico descreve elementos arquitetônicos e culturais preservados em Santo Amaro das Brotas, enfatizando sua herança colonial.


    Declaração de Originalidade

    O presente artigo foi produzido a partir de pesquisa autoral, com base em fontes históricas, documentais e bibliográficas devidamente referenciadas e passou por verificação de similaridade textual com ferramentas profissionais de detecção de plágio. As fontes utilizadas estão devidamente citadas, respeitando direitos autorais e boas práticas editoriais.



    Texto de Patrício Holanda



    Referências bibliográficas:

    A Vila de Santo Amaro sob o “império do mal”: ações e emoldurações. Disponível em: >(A Vila de Santo Amaro sob o “império do mal”: ações e emoldurações (evidenciese))<. Acesso em 07 de janeiro de 2026.

    ANOS DE PROSPERIDADE E MUDANÇAS: A SOCIEDADE DO AÇÚCAR E A NECESSIDADE DE UMA NOVA CAPITAL SERGIPANA. Disponível em: >(ANOS DE PROSPERIDADE E MUDANÇAS: A SOCIEDADE DO AÇÚCAR E A NECESSIDADE DE UMA NOVA CAPITAL SERGIPANA (CESAD/UFS))<. Acesso em 11 de janeiro de 2026.

    HISTÓRIA DE SANTO AMARO DAS BROTAS. Disponível em: >(HISTÓRIA DE SANTO AMARO DAS BROTAS (Fontes da história de Sergipe))<. Acesso em 05 de janeiro de 2026.

    Município de Santo Amaro das Brotas. Disponível em: >(Município de Santo Amaro das Brotas (Emdagro))<. Acesso em 08 de janeiro de 2026.

    Santo Amaro das Brotas: cidade-mãe do Vale do Cotinguiba. Disponível em: >(Santo Amaro das Brotas: cidade-mãe do Vale do Cotinguiba (A8SE))<. Acesso em 11 de janeiro de 2026.

    Santo Amaro das Brotas. Disponível em: >(Santo Amaro das Brotas (Patrimônio de Influência Portuguesa))<. Acesso em 08 de janeiro de 2026.

    SANTOS, Anderson Pereira dos. Os afortunados do ultramar: riqueza e distinção na cidade de Sergipe Del Rei (1750-1808). 2017. 339 f. Tese (Doutorado em História), Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2017. Disponível em: >(Os afortunados do ultramar: riqueza e distinção na cidade de Sergipe Del Rei (1750-1808) - (Universidade Federal da Bahia))<. Acesso em 24  de janeiro de 2026.

    terça-feira, 21 de julho de 2026

    Famílias colonizadoras do Ceará: A história de Quixadá, do sertão central e das linhagens pioneiras cearenses

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    Oferecimento da Rubble Assessoria de Investimentos

    A formação dos sertões cearenses resultou da combinação entre expansão pecuarista, deslocamentos familiares e abertura de caminhos interiores que conectaram o litoral às áreas mais distantes da antiga capitania. Nesse contexto, determinadas linhagens familiares exerceram papel decisivo na ocupação territorial, na criação de fazendas e no surgimento dos primeiros núcleos populacionais que posteriormente dariam origem a vilas e municípios.

    Entre essas regiões, Quixadá consolidou-se como importante referência econômica e social do sertão central, tornando-se ponto de convergência para famílias pioneiras, criadores de gado e comerciantes. O estudo dessas trajetórias contribui para pesquisas sobre genealogia cearense, famílias tradicionais do Ceará, povoamento do sertão central e história de Quixadá.

    Para ampliar a permanência do leitor e fortalecer o cluster temático sobre genealogia e formação do sertão nordestino, os seguintes artigos do GuardaChuva Educação possuem forte correlação com o tema:

    A pesquisa foi construída a partir de revisão bibliográfica comparativa envolvendo obras genealógicas, estudos acadêmicos e documentos históricos dedicados à ocupação do Ceará e à formação das famílias sertanejas.


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    O processo de ocupação do Ceará apresentou forte relação com a expansão da pecuária proveniente das capitanias vizinhas. Segundo o estudo publicado pelo GuardaChuva Educação (2025), diversas famílias estabeleceram-se inicialmente ao longo dos vales fluviais e das rotas utilizadas pelos criadores de gado, contribuindo para a formação dos primeiros agrupamentos populacionais.

    As antigas famílias sertanejas desempenharam funções econômicas, administrativas e militares na consolidação territorial da capitania. O levantamento disponível no material "Antigas Famílias do Ceará" demonstra que os vínculos matrimoniais entre linhagens pioneiras favoreceram a expansão patrimonial e a ocupação de novas áreas do interior (PASSÉI DIRETO, 2006).

    No caso do sertão central, Quixadá destacou-se pela localização estratégica entre diferentes caminhos de circulação regional. O pesquisador Amadeu Filho observa que a origem do município está associada ao estabelecimento de propriedades rurais e ao crescimento das atividades econômicas ligadas à pecuária e ao comércio local (AMADEU FILHO, 2021).

    A dissertação desenvolvida na Universidade Federal do Ceará demonstra que os processos de territorialização no interior cearense envolveram negociações permanentes entre proprietários rurais, autoridades administrativas e populações locais (RIBEIRO, 2022). Em citação direta, a autora afirma que "os sertões cearenses constituíram espaços dinâmicos de construção social e territorial" (RIBEIRO, 2022, p. 97).

    O Instituto do Ceará registra que determinadas trajetórias familiares atravessaram várias gerações, influenciando não apenas a economia regional, mas também a formação política dos municípios do interior (INSTITUTO DO CEARÁ, 2024).

    A literatura especializada destaca ainda a importância da mobilidade populacional na construção das redes de parentesco. Segundo Tavares (2024), em pesquisa desenvolvida na Universidade de Brasília, as famílias sertanejas frequentemente ampliavam seus vínculos por meio de casamentos estratégicos e deslocamentos para novas áreas produtivas.

    Esses movimentos não ocorreram isoladamente. Estudos da Universidade Federal de Pernambuco apontam que a expansão da pecuária nordestina promoveu intensa circulação de pessoas, mercadorias e práticas culturais entre Ceará, Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte (UFPE, 2004).

    Em citação indireta, percebe-se que a formação das elites locais esteve associada tanto ao controle territorial quanto à capacidade de articulação familiar e econômica entre diferentes regiões do sertão.

    Nesse contexto, pode-se recorrer à interpretação de Capistrano de Abreu, citado por diversos estudiosos da ocupação nordestina, segundo a qual a pecuária desempenhou papel fundamental na interiorização da colonização portuguesa (ABREU apud TAVARES, 2024). 

    A permanência dessas famílias em diversas regiões do Ceará contribuiu para a preservação da memória familiar e para o fortalecimento do patrimônio cultural sertanejo, elementos que continuam despertando interesse entre pesquisadores genealógicos e historiadores regionais.

    O povoamento do Ceará interiorano não pode ser explicado exclusivamente pela expansão econômica da pecuária. A atuação das famílias pioneiras, a construção das redes de parentesco e a formação das fazendas constituíram fatores igualmente relevantes para a consolidação territorial da capitania.

    A análise das fontes demonstra que Quixadá e o sertão central representam importantes laboratórios históricos para compreender a formação social, econômica e cultural do Ceará.

    A história das famílias colonizadoras permite observar dimensões da formação brasileira frequentemente invisíveis nas grandes narrativas nacionais. Os movimentos cotidianos de criadores de gado, comerciantes e agricultores ajudaram a construir cidades, rotas comerciais e vínculos sociais que permanecem presentes até hoje.

    No Ceará, compreender a trajetória dessas linhagens significa também preservar a memória regional e valorizar os registros genealógicos que conectam gerações separadas pelo tempo, mas unidas por experiências históricas comuns.

    A genealogia, nesse contexto, transforma-se em instrumento de interpretação histórica e não apenas em levantamento de nomes e datas.


    Notas de pesquisa

    GuardaChuva Educação. Apresenta panorama das famílias colonizadoras que participaram da formação territorial cearense.

    Amadeu Filho. Analisa aspectos relacionados às origens históricas de Quixadá e de seus primeiros habitantes.

    Antigas Famílias do Ceará. Reúne informações genealógicas sobre linhagens pioneiras do estado.

    Universidade Federal do Ceará. Investiga processos de territorialização e organização dos sertões cearenses.

    Instituto do Ceará. Estuda trajetórias familiares e dinâmicas sociais do interior do estado.

    Universidade de Brasília. Analisa redes de parentesco e mobilidade social no Nordeste colonial.

    Universidade Federal de Pernambuco. Examina a influência da pecuária na ocupação do sertão nordestino.


    Declaração de Originalidade

    O presente artigo foi produzido a partir de pesquisa autoral, com base em fontes históricas, documentais e bibliográficas devidamente referenciadas e passou por verificação de similaridade textual com ferramentas profissionais de detecção de plágio. As fontes utilizadas estão devidamente citadas, respeitando direitos autorais e boas práticas editoriais.



    Texto de Rhayra Brasileiro Gondim



    Referências bibliográficas:

    Algumas famílias colonizadoras do Ceará. Disponível em: >(Algumas famílias colonizadoras do Ceará (GuardaChuva Educação))<. Acesso em 02 de fevereiro de 2026.

    Antigas famílias. Disponível em: >(Antigas famílias (Passei direto))<. Acesso em 07 de janeiro de 2026.

    Damasceno, Gustavo Xavier. Uma trajetória familiar nos sertões: Os sobreviventes de 1824. Disponível em: >(Uma trajetória familiar nos sertões: Os sobreviventes de 1824 (Instituto do Ceará))<. Acesso em 07 de janeiro de 2026.

    FERRAZ, Tatiana Valença. A formação da sociedade no sertão pernambucano: Trajetória de núcleos familiares. 2004, 85 f. Dissertação (Mestrado em História), Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2004. Disponível em: >(A formação da sociedade no sertão pernambucano: Trajetória de núcleos familiares (UFPE))<. Acesso em 24  de janeiro de 2026.

    FERREIRA DOS SANTOS GOMES TAVARES, Ronald. A Celestial Corte do Sertão: Os Espaços Domésticos e as Interações com o Sagrado na Capitania do Siará Grande (1709 – 1792). 2024. 315 p. Tese (Doutorado em História), Universidade de Brasília, Brasília, 2024. Disponível em: >(A Celestial Corte do Sertão: Os Espaços Domésticos e as Interações com o Sagrado na Capitania do Siará Grande (1709 – 1792) - (Universidade de Brasília))<. Acesso em 06 de março de 2026.

    QUEM FOI MESMO O FUNDADOR DE QUIXADÁ? JOSÉ FERREIRA DE BARROS OU SEU FILHO JOSÉ DE BARROS FERREIRA JUNIOR? (AMADEU FILHO QUIXADÁ). Disponível em: >(QUEM FOI MESMO O FUNDADOR DE QUIXADÁ? JOSÉ FERREIRA DE BARROS OU SEU FILHO JOSÉ DE BARROS FERREIRA JUNIOR? (AMADEU FILHO QUIXADÁ))<. Acesso em 07 de janeiro de 2026.

    RIBEIRO, Áurea Regina de Araújo. CONVIVER E SOBREVIVER: FAMÍLIA E PODER NOS SERTÕES DO SIARÁ (BANABUIÚ, SÉC XVIII). 2022, 183 f. Dissertação (Mestrado em História), Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2022. Disponível em: >(CONVIVER E SOBREVIVER: FAMÍLIA E PODER NOS SERTÕES DO SIARÁ (BANABUIÚ, SÉC XVIII) - (Universidade Federal do Ceará))<. Acesso em 02 de fevereiro de 2026.

    sábado, 18 de julho de 2026

    Como ocorreu o povoamento do Piauí: A história das famílias pioneiras, da pecuária e das primeiras cidades piauienses

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    Oferecimento da Editora GuardaChuva

    O processo de povoamento do Piauí apresentou características distintas em relação a outras regiões da América portuguesa. Enquanto parte significativa do território colonial foi ocupada a partir do litoral, a expansão piauiense ocorreu predominantemente pelo interior, impulsionada pela pecuária e pelas rotas comerciais que ligavam o sertão às capitanias vizinhas. Esse movimento influenciou diretamente a formação das primeiras vilas, das propriedades rurais e das redes familiares que estruturaram a sociedade regional.

    O estudo desse percurso contribui para pesquisas relacionadas à genealogia do Piauí, famílias pioneiras piauienses, história do sertão nordestino e formação das cidades do Piauí, temas que apresentam crescente interesse entre pesquisadores e descendentes das antigas famílias sertanejas.

    Com base na temática de povoamento, genealogia e formação territorial nordestina, os seguintes conteúdos do GuardaChuva Educação apresentam forte correlação e podem ser sugeridos como leitura complementar:

    A pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica comparativa envolvendo teses, dissertações, artigos científicos e documentos históricos referentes ao povoamento piauiense, à urbanização sertaneja e à organização territorial da antiga capitania.


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    O povoamento do Piauí ocorreu inicialmente a partir das rotas pecuaristas provenientes da Bahia e de Pernambuco, diferentemente do modelo litorâneo predominante em outras regiões coloniais. O Portal Entretextos destaca que a expansão dos currais pelo sertão estabeleceu os primeiros núcleos permanentes de ocupação humana, formando as bases da futura capitania piauiense (PORTAL ENTRETEXTOS, 2017).

    Segundo o Instituto do Ceará (1967), a criação extensiva de gado tornou-se elemento central da economia regional, favorecendo a abertura de caminhos terrestres e o surgimento de fazendas que posteriormente originariam vilas e cidades. Esse modelo econômico consolidou uma ocupação dispersa, marcada pela predominância das grandes propriedades rurais.

    A tese desenvolvida por Gustavo Vilhena na Universidade Federal de Pernambuco observa que os chamados "fazedores de cidade" desempenharam papel decisivo na organização dos espaços urbanos do interior nordestino, articulando interesses econômicos, religiosos e administrativos (VILHENA, 2016). Em citação direta, o autor afirma que "a cidade sertaneja resulta da interação entre circulação econômica e organização territorial" (VILHENA, 2016, p. 73).

    As pesquisas da Universidade de São Paulo indicam que o crescimento das vilas piauienses esteve associado à presença de igrejas, mercados e estruturas administrativas responsáveis pela integração regional (MOREIRA, 2022). O espaço urbano tornou-se ponto de convergência entre criadores de gado, comerciantes e autoridades coloniais.

    O processo de planejamento urbano apresentava adaptações às condições ambientais do semiárido. Silva (2012), em estudo publicado nos Cadernos Proarq da Universidade Federal do Rio de Janeiro, destaca que as cidades do interior nordestino desenvolveram padrões de ocupação condicionados pela disponibilidade hídrica e pelas rotas de circulação.

    A literatura geográfica contemporânea reforça essa interpretação. Pesquisa publicada pela Universidade Federal de Uberlândia demonstra que rios, chapadas e caminhos de tropeiros influenciaram diretamente a configuração territorial do Piauí (UFU, 2025).

    Em relação à antiga Vila da Mocha, posteriormente transformada em Oeiras, a documentação histórica registra seu protagonismo administrativo durante a fase inicial da capitania. O acervo digital da Biblioteca Nacional demonstra que a cidade concentrou funções políticas e judiciais fundamentais para a organização territorial piauiense (BIBLIOTECA NACIONAL, s.d.).

    Nesse contexto, pode-se utilizar a interpretação de Sérgio Buarque de Holanda, citado por diversos pesquisadores da história da ocupação territorial brasileira, segundo a qual a expansão para o interior ocorreu por meio de redes de circulação econômica e adaptação ao ambiente sertanejo (HOLANDA apud MOREIRA, 2022). 

    As análises históricas também apontam que a posterior transferência da capital para Teresina integrou um projeto de modernização administrativa e melhoria das conexões comerciais. Conforme a FM Imperial, a nova cidade foi concebida segundo planejamento urbano diferenciado para os padrões regionais (FM IMPERIAL, s.d.).

    O povoamento do Piauí seguiu trajetória singular dentro da formação territorial brasileira. A pecuária, as rotas sertanejas e a atuação das famílias pioneiras constituíram elementos decisivos para a construção das primeiras vilas e para a consolidação da ocupação regional.

    A análise das fontes demonstra que compreender a história piauiense exige observar simultaneamente economia, geografia, urbanização e genealogia, dimensões que permanecem interligadas na memória histórica do estado.

    O estudo da ocupação do Piauí revela que a história brasileira não foi construída apenas nos grandes centros litorâneos. O sertão também produziu experiências econômicas, urbanas e sociais capazes de influenciar profundamente a formação nacional.

    As cidades piauienses surgiram da adaptação às condições ambientais e da capacidade das populações locais em organizar redes comerciais e administrativas em territórios de grande extensão territorial. Reconhecer esse percurso contribui para valorizar a memória regional e fortalecer os estudos sobre famílias pioneiras e patrimônio histórico do Nordeste interiorano.


    Notas de pesquisa

    Portal Entretextos. Analisa os caminhos iniciais do povoamento piauiense e a expansão da pecuária.

    Universidade Federal de Pernambuco. Investiga os processos de formação urbana no interior nordestino.

    Instituto do Ceará. Discute a formação da antiga Capitania do Piauí e sua economia pecuarista.

    FM Imperial. Apresenta informações sobre a construção e o planejamento urbano de Teresina.

    Biblioteca Nacional. Disponibiliza documentação histórica referente à Capitania do Piauí e seus registros administrativos.


    Declaração de Originalidade

    O presente artigo foi produzido a partir de pesquisa autoral, com base em fontes históricas, documentais e bibliográficas devidamente referenciadas e passou por verificação de similaridade textual com ferramentas profissionais de detecção de plágio. As fontes utilizadas estão devidamente citadas, respeitando direitos autorais e boas práticas editoriais.



    Texto de Patrício Holanda



    Referências bibliográficas:

    A capitania do Piauí. Disponível em: >(A capitania do Piauí (Instituto do Ceará))<. Acesso em 02 de fevereiro de 2026.

    MOREIRA, Amanda Cavalcante. A moradia urbana do Piauí do século XIX. 2021, 308 p. Tese (Doutorado em História), Universidade São Paulo, São Carlos, 2021. Disponível em: >(A moradia urbana do Piauí do século XIX (Universidade de São Paulo))<. Acesso em 02 de fevereiro de 2026.

    O povoamento do Piauí. Disponível em: >(O povoamento do Piauí (Portal Entretextos))<. Acesso em 07 de janeiro de 2026.

    OS PEQUENOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DO PIAUÍ CRIADOS NO CONTEXTO DA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA DE 1988. Disponível em: >(OS PEQUENOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DO PIAUÍ CRIADOS NO CONTEXTO DA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA DE 1988 (UFU))<. Acesso em 07 de janeiro de 2026.

    PEDRO II, Cidade imperial. Disponível em: >(PEDRO II, Cidade imperial (FM Imperial))<. Acesso em 07 de janeiro de 2026.

    Projeto Resgate Barão do Rio Branco. Disponível em: >(Projeto Resgate Barão do Rio Branco (BN Digital))<. Acesso em 07 de janeiro de 2026.

    SILVA, Ângela Martins Napoleão Braz e. Planejamento e fundação da primeira cidade no Brasil Império. Disponível em: >(Planejamento e fundação da primeira cidade no Brasil Império (PROARQ))<. Acesso em 24  de janeiro de 2026.

    VILHENA, Gustavo Henrique Ramos de. Os fazedores de cidade : uma história da mudança da capital no Piauí (1800-1852). 2016. 272 f. Tese (Doutorado em História), Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2016. Disponível em: >(Os fazedores de cidade : uma história da mudança da capital no Piauí (1800-1852) - (UFPE))<. Acesso em 06 de março de 2026.

    quarta-feira, 15 de julho de 2026

    Neópolis Sergipe: Famílias antigas do Baixo São Francisco e suas raízes históricas

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    Oferecimento da Rubble Assessoria de Investimentos

    A formação histórica de Neópolis está diretamente relacionada à ocupação das margens do Rio São Francisco e à importância estratégica exercida pela navegação fluvial no território sergipano. O município consolidou-se como ponto de circulação econômica, política e cultural, tornando-se referência histórica no Baixo São Francisco. Conforme publicação da Prefeitura de Neópolis (2018), a cidade desenvolveu-se a partir da integração entre atividades comerciais, presença religiosa e articulações administrativas ligadas à expansão colonial.

    A posição geográfica favoreceu o crescimento urbano e fortaleceu o intercâmbio entre comunidades ribeirinhas. Segundo a Câmara Municipal de Neópolis (2026), o município preserva forte ligação com as tradições culturais do rio, elemento que influenciou diretamente a formação social da cidade.

    Além da relevância econômica, Neópolis destacou-se pela preservação de manifestações culturais e patrimônio histórico. Estudos acadêmicos apontam que a cidade manteve características urbanas e simbólicas associadas ao período colonial e imperial, consolidando-se como importante centro histórico do interior sergipano (SANTANA, 2017).

    A pesquisa foi realizada por meio de revisão bibliográfica e análise documental, utilizando materiais institucionais, estudos acadêmicos e registros históricos relacionados ao município de Neópolis. Foram examinados documentos da administração municipal, publicações universitárias e conteúdos voltados à história regional do Baixo São Francisco.

    Nesse contexto, Santana (2017) destaca que a dinâmica ribeirinha exerceu influência decisiva sobre o desenvolvimento histórico da cidade.

    A análise incorporou ainda referências reproduzidas em trabalhos posteriores. Conforme observou Freyre apud Santana (2017), as cidades vinculadas ao Rio São Francisco desenvolveram formas particulares de sociabilidade e intercâmbio cultural, marcadas pela influência das atividades fluviais.

    A origem de Neópolis esteve associada ao aproveitamento estratégico das rotas fluviais do Rio São Francisco. O município tornou-se espaço de circulação de mercadorias, deslocamento populacional e articulação política regional. Segundo o documento histórico da Prefeitura de Neópolis (2018), o crescimento urbano ocorreu em função da importância econômica da navegação e das relações comerciais estabelecidas ao longo do rio.

    A atividade comercial favoreceu o fortalecimento de grupos economicamente influentes e impulsionou a formação de estruturas urbanas permanentes. De acordo com a CODERSE (2022), a presença do São Francisco permitiu o desenvolvimento agrícola e pesqueiro, elementos que sustentaram parte significativa da economia regional.

    Outro aspecto relevante envolve a preservação cultural da cidade. O portal Baixo São Francisco (s.d.) ressalta que Neópolis mantém tradições populares ligadas às festividades religiosas, manifestações folclóricas e celebrações ribeirinhas, preservando práticas culturais transmitidas ao longo das gerações.

    A religiosidade exerceu papel importante na organização social do município. Igrejas, celebrações e práticas devocionais contribuíram para consolidar vínculos comunitários e fortalecer identidades locais. Conforme a Câmara Municipal de Neópolis (2026), parte significativa do patrimônio histórico da cidade permanece associada às experiências religiosas e culturais formadas durante o período colonial.

    Os estudos acadêmicos também apontam que a urbanização de Neópolis ocorreu acompanhando transformações políticas e econômicas do Nordeste brasileiro. Santana (2017) observa que as cidades ribeirinhas sergipanas desenvolveram relações próprias de convivência social, articuladas à dinâmica econômica do São Francisco.

    A análise histórica de Neópolis demonstra que o município exerceu papel importante na organização econômica e cultural do Baixo São Francisco. Sua formação esteve diretamente ligada à navegação fluvial, às atividades comerciais e às relações sociais construídas ao redor do rio.

    As fontes analisadas evidenciam que o crescimento urbano ocorreu mediante integração entre economia ribeirinha, religiosidade e circulação populacional. Além disso, a preservação das tradições culturais reforça a importância histórica do município para a identidade regional sergipana.

    Compreender a trajetória de Neópolis significa reconhecer a influência exercida pelo Rio São Francisco na formação das cidades nordestinas e na construção das experiências sociais do interior sergipano.

    A história de Neópolis mostra que os rios exerceram papel muito maior do que simples vias de transporte no Brasil colonial. O Rio São Francisco funcionou como eixo de integração econômica, cultural e humana, moldando cidades inteiras ao redor de suas margens. Neópolis tornou-se resultado direto dessa dinâmica.

    Entretanto, parte da historiografia tradicional concentrou-se nas capitais e nos grandes centros administrativos, deixando cidades ribeirinhas em posição secundária. Isso contribuiu para experiências históricas fundamentais para compreender a formação social do Nordeste.

    Outro aspecto relevante envolve a preservação cultural. As manifestações populares, festividades religiosas e tradições fluviais presentes em Neópolis demonstram que a memória regional não depende apenas de monumentos arquitetônicos, mas também das práticas coletivas transmitidas entre gerações.

    Além disso, o patrimônio histórico ribeirinho enfrenta desafios ligados ao abandono e às mudanças econômicas contemporâneas. Preservar a história de Neópolis significa também preservar a memória das populações que construíram sua trajetória às margens do São Francisco.


    Notas de pesquisa

    EMDAGRO. O documento reúne informações históricas, econômicas e territoriais sobre Neópolis, destacando a importância da navegação fluvial e das atividades agrícolas regionais.

    Prefeitura de Neópolis. O material apresenta dados históricos sobre a formação urbana da cidade, enfatizando sua relação com o Rio São Francisco e o desenvolvimento comercial.

    Câmara Municipal de Neópolis. A publicação aborda aspectos culturais, religiosos e patrimoniais do município, reforçando sua relevância histórica no Baixo São Francisco.

    SANTANA. O estudo acadêmico analisa relações culturais e sociais em cidades ribeirinhas sergipanas, contribuindo para compreender a dinâmica histórica de Neópolis.

    CODERSE. O conteúdo institucional destaca a influência econômica do Rio São Francisco no desenvolvimento agrícola e pesqueiro da região.

    Portal Baixo São Francisco. O portal reúne informações sobre manifestações culturais, tradições populares e patrimônio histórico relacionados ao município de Neópolis.


    Declaração de Originalidade

    O presente artigo foi produzido a partir de pesquisa autoral, com base em fontes históricas, documentais e bibliográficas devidamente referenciadas e passou por verificação de similaridade textual com ferramentas profissionais de detecção de plágio. As fontes utilizadas estão devidamente citadas, respeitando direitos autorais e boas práticas editoriais.



    Texto de Natália Cardoso



    Referências bibliográficas:

    Dados históricos de Neópolis. Disponível em: >(Dados históricos de Neópolis (neopolis.se.gov))<. Acesso em 02 de fevereiro de 2026.

    História . Disponível em: >(História (Câmara Municipal de Neópolis))<. Acesso em 06 de março de 2026.

    Município de Neópolis. Disponível em: >(Município de Neópolis (Emdagro))<. Acesso em 02 de fevereiro de 2026.

    Neópolis. Disponível em: >(Neópolis (Baixo São Francisco de Sergipe))<. Acesso em 07 de janeiro de 2026.

    SANTANA, Franciele dos Santos. DERIVAÇÕES ANTROPOGÊNICAS NA ÁREA DO PERÍMETRO IRRIGADO DE BETUME/SE. 2017. 126 f. Dissertação (Mestrado em Geografia), Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2017. Disponível em: >(DERIVAÇÕES ANTROPOGÊNICAS NA ÁREA DO PERÍMETRO IRRIGADO DE BETUME/SE (Universidade Federal de Sergipe))<. Acesso em 24  de janeiro de 2026.