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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Saga Genealógica do Coronel Antônio da Rocha Pitta I

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Coronel Antônio da Rocha Pitta I, nascido aproximadamente em 1640 e em 1ª núpcia se casou com a baiana Aldonsa de La Penha Deusdará, ela sendo filha de Simão da Fonseca de Siqueira e Francisca de La Penha Deusdará. Desse matrimônio tiveram 07 filhos. São eles:

1. Francisca Xavier de La Penha Deusdará, se casou com João Homem Freire.

2. Maria Joanna Pitta Deusdará, se casou com Manoel Homem Freire de Figueiredo. Desse matrimônio tiveram 02 filhos.

3. Simão da Fonseca Pitta, se casou com Antônia da Fonseca Villas Boas. Desse matrimônio tiveram 02 filhos.

4. Coronel Luiz da Rocha Pitta Deusdará

5. Luíza da Rocha Pitta, se casou com Antônio Ferreira Braga. Desse matrimônio tiveram 10 filhos.

6. Brites da Rocha Pitta, se casou com o Desembargador João de Sá Sottomayor

7. Francisco da Rocha Pitta


Como a família Rocha Pita construiu um império no Nordeste colonial

Entre os proeminentes proprietários que alargaram as fronteiras da criação de gado no sertão nordestino, sobressai o Coronel Antônio da Rocha Pita. Apesar de não ter tomado parte na etapa inicial da colonização do Piauí, que ocorreu antes do relatório do padre Miguel de Carvalho e da fundação da primeira freguesia da capitania, sua atuação foi crucial para o desenvolvimento econômico da região a partir do início do século XVIII.

Antes de estabelecer-se no Piauí, Antônio da Rocha Pita adquiriu conhecimento e prestígio em diversas capitanias. Ele atuou na Bahia de Todos os Santos, em Sergipe Del Rei e no Rio Grande do Norte, sempre unindo esforços militares à expansão agropecuária. Essa trajetória lhe proporcionou influência política, riqueza econômica e reconhecimento por parte da coroa.

No Piauí, ele se uniu à poderosa Casa da Torre, tornando-se arrendatário de suas posses. No vale do rio Itaim, que na época fazia parte da vila da Mocha, montou cinco grandes propriedades: Maria Preta, Jenipapo, Tábua, Serra e Torta, todas de vasta extensão. Teve o suporte direto de seu filho Francisco da Rocha Pita na criação desses currais. Após seu falecimento, os bens foram transmitidos ao filho Simão da Fonseca Pita e, subsequentemente, ao neto Christóvão da Rocha Pita, residente na Bahia.

Francisco da Rocha Pita, seguindo o legado do pai, também estabeleceu três fazendas no mesmo vale — Canabrava, Canavieira e Tranqueira — que estavam igualmente atreladas à Casa da Torre através do pagamento de renta. Com a morte do fundador, essas propriedades foram herdadas por seu filho Christóvão, reforçando a centralização de bens nas mãos de um único descendente.

Outro neto, João da Rocha Pita, é mencionado como dono de três fazendas na freguesia de Nossa Senhora do Carmo da Piracuruca, adquiridas em leilão público. Embora oficialmente adquiridas, é provável que algumas dessas terras já fossem ocupadas pela família anteriormente. Assim, dois netos do coronel conseguiram controlar onze fazendas no Piauí, demonstrando a notável expansão territorial do clã.

A família não limitou sua presença ao Piauí. No vale do rio Canindé, Lourenço da Rocha Pita atuou como colonizador da fazenda Caraíbas. Após seu falecimento, a propriedade foi vendida, porém, permaneceu vinculada ao pagamento de rendas às instituições religiosas que gerenciavam as capelas da área. Esses registros mostram como os Rocha Pita teceram laços econômicos, religiosos e administrativos para sustentar suas posses.

Antônio da Rocha Pita nasceu na aldeia de Dantas, freguesia de São Pedro de Rubiães, concelho de Paredes de Coura, em Portugal. Vindo de uma família considerada nobre e influente, recebeu uma educação adequada à sua classe social. Em sua juventude, mudou-se para a Bahia, estabelecendo-se na freguesia de São Tiago do Iguape, no Recôncavo, onde começou suas atividades na agricultura de cana-de-açúcar e na criação de gado.

Ele se casou com Aldonsa de La Penha Deusdará, pertencente a uma tradicional família baiana envolvida na produção de açúcar. Essa união matrimonial aumentou seu capital social e econômico, reforçando a rede de relações que sustentaria sua expansão territorial. 

Em Sergipe, atuou em funções militares e foi promovido a Capitão de ordenanças por nomeação do Governador-geral Luís Gonçalves da Câmara Coutinho, validação que foi recebida do rei em 1692. A justificativa oficial ressaltava sua experiência e capacidade de liderança, evidências de sua participação anterior em atividades de proteção territorial. Documentos também mostram a presença de outros integrantes da família na capitania, o que sugere uma abordagem coletiva para a ocupação.

No ano de 1700, Antônio da Rocha Pita se dirigiu ao Rio Grande do Norte, acompanhando soldados, vaqueiros e uma grande quantidade de gado. Em um pouco mais de dois anos, ele estabeleceu 28 propriedades nos vales do Açu, Apodi e Panema. Essa rápida expansão, realizada com suporte militar, gerou conflitos com colonos que ocupavam as terras sem possuírem títulos formais. Houve embates, mortes e ações judiciais trazidas por proprietários locais, como o coronel Leonardo Bezerra Cavalcanti.

Diante do conflito, a Câmara de Natal buscou auxílio da Coroa. O Desembargador Cristóvão Soares Reimão foi enviado para mensurar e demarcar as terras, reconhecendo apenas uma parte das propriedades de Antônio da Rocha Pita. O Conselho Ultramarino estabeleceu limites padrão para as sesmarias e declarou as áreas excedentes como devolutas. Apesar disso, o coronel apelou à Casa de Suplicação, prolongando a disputa e mantendo a posse das fazendas até seu falecimento.

Depois, seus herdeiros pediram novas concessões, recebendo confirmação de algumas datas de terras. Em 1729, o Capitão-mor Domingos de Moraes Navarro informou ao rei que o coronel havia dominado grande parte do sertão potiguar por quase trinta anos, sustentando-se na força econômica e na influência política.

Antônio da Rocha Pita teve quatro filhos que sobreviveram, todos envolvidos na administração de terras e engenhos. Francisco da Rocha Pita operou engenhos na Bahia e expandiu seu patrimônio no Piauí através de seus filhos, entre eles Christóvão e João. Simão da Fonseca Pitta tornou-se arrematante de dízimos e proprietário de fazendas, enquanto Maria Joana Rocha Pita Deusdará formou laços familiares, por meio de casamento, com outra família de proprietários que tinha sesmarias no Rio Grande do Norte.

A trajetória da família revela uma estratégia bem definida: alianças matrimoniais, serviço militar, laços com grandes instituições fundiárias e exploração das brechas administrativas do sistema de sesmarias. Mesmo enfrentando litígios e contestações, os Rocha Pita conseguiram consolidar um vasto patrimônio territorial e uma forte influência política.

Assim, embora não tenham sido os pioneiros absolutos na ocupação do Piauí, desempenharam um papel crucial na expansão da pecuária e na formação de currais no sertão nordestino. Ao longo de três gerações, converteram oportunidades coloniais em um verdadeiro império rural, tornando-se uma das famílias mais ricas e influentes do Nordeste colonial.



Texto adaptado por Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

Aldonsa de La Penha Deusdará. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/L6ZH-1MR)<. Acesso em 09 de março de 2025.

Coronel Antônio da Rocha Pitta I. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/L6ZH-1SR)<. Acesso em 09 de março de 2025.

Coronel Antônio da Rocha Pita. Disponível em: >(https://www.portalentretextos.com.br/post/coronel-antonio-da-rocha-pita)<. Acesso em 09 de março de 2025.

Rocha Pita e as informações de Nestor dos Santos Lima. Disponível em: >(https://assunapontadalingua.blogspot.com/2014/04/ipanguacu.html)<. Acesso em 09 de março de 2025.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Memória sobre trilhos: A trajetória da ferrovia e da praça da estação em Fortaleza

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Após a destruição do cemitério, o espaço ao lado da atual Praça da Estação recebeu a Estação João Felipe, que foi inaugurada no século XIX sob o nome de Estação Central.

A trajetória ferroviária no Ceará passa por dois locais significativos na história de Fortaleza: a Praça Castro Carreira e a Estação João Felipe, localizadas no Centro. Por muitos anos, esses dois pontos se nutriram de um intercâmbio diário de cidadania. Um recebeu passageiros da outra, e esta devolveu o gesto, conferindo um nome que ficou famoso por toda a cidade. Atualmente, tanto a praça quanto a estação se unem em um único ponto de referência: a Praça da Estação; e são, na verdade, um endereço só. Com uma rica história a ser narrada.

Na época em que não existiam nem a praça nem a estação, havia na área um cemitério, inaugurado em 1849, denominado São Casimiro, em homenagem ao jornalista e advogado Casimiro José de Morais Sarmento, que era o presidente da Província do Ceará na época – uma das regiões que formavam o Império Brasileiro. Este foi o primeiro cemitério em Fortaleza, dado que era comum a prática de "enterrar" os corpos nas paredes das igrejas anteriormente.

Conforme Sebastião Ponte, docente do Departamento de História da Universidade Federal do Ceará (UFC), ao lado do cemitério surgiu a primeira ferrovia do Ceará: a Estrada de Ferro de Baturité, cuja primeira viagem de trem ocorreu em 1873, já quando o São Casimiro havia sido desativado, faltando quatro anos para sua demolição, que aconteceu em 1877.

A demolição abriu espaço para a construção das oficinas e prédios administrativos da Estrada de Ferro de Baturité. Segundo o professor, o local onde ficava o cemitério hoje abriga os edifícios e armazéns da Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA).

Fundada em 9 de junho de 1880, durante o governo de Dom Pedro II, a estação teve o nome inicial de Estação Central, e era composta por uma área de passageiros, oficinas, armazém, galpão de material rodante e uma casa de locomoção. Em 1941, um decreto assinado pelo presidente Getúlio Vargas alterou o nome da estação para Estação Fortaleza. O nome Estação João Felipe, pelo qual é conhecida atualmente, foi adotado cinco anos depois, em 1946, através de um novo decreto federal.

O tombamento da estação ocorreu em 24 de abril de 1980, por meio do Programa de Preservação do Patrimônio. O registro estadual foi realizado em 30 de outubro de 1983 pela lei 16.237. Atualmente, a João Felipe está sob a administração do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).



Texto de Patrício Holanda



Referência bibliográfica:

Estação João Felipe e Praça da Estação: conheça a história do berço da ferrovia em Fortaleza. Disponível em: >(Estação João Felipe e Praça da Estação: conheça a história do berço da ferrovia em Fortaleza (METROFOR))<. Acesso em 12 de outubro de 2025.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Ramo Holanda Cavalcante e Barroso de Carvalho: Descendentes da prole Alves Feitosa dos Inhamuns

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Tudo iniciou com o artigo publicado aqui neste blog em 13 de maio de 2024 com a apresentação em parte do estudo da genealogia da família Alves Feitosa no Sertão dos Inhamuns no Ceará. A raiz destacada no FamilySearch vem do matrimônio entre o Coronel Francisco Alves do Nascimento e Catharina Macrina da Rocha Resende

Dessa maneira daremos continuidade a partir do matrimônio entre:

3.1.1.1. Alexandre de Holanda Cavalcante, nascido aproximadamente em 1780 no Piauí e se casou com Maria das Neves de Barros Bezerra, ela sendo filha de Manoel de Barros Bezerra e Anna de Moura Fé. Desse matrimônio tiveram 04 filhos. São eles: 

3.1.1.1.1. Manoel de Barros Cavalcanti, nascido aproximadamente em 1798 e se casou com Rosa Maria do Espírito Santo. Desse matrimônio tiveram 02 filhos. São eles: 

3.1.1.1.1.1. Joana Maria de Jesus, nascida aproximadamente em 1830 e se casou com Fortunato José da Cunha.

3.1.1.1.1.2. Victor de Barros Cavalcante, nascido aproximadamente em 1850 e se casou com Adelaide Maria da Conceição, ela sendo filha de Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 01 filho. 


3.1.1.1.2. Margarida, nascida aproximadamente em 1802.

3.1.1.1.3. Victor de Barros Cavalcanti, nascido aproximadamente em 1817.

3.1.1.1.4. Joaquina de Barros Cavalcante, nascida aproximadamente em 1820 e se casou com Vidal Corrêa Lima, ele sendo filho do Tenente Antônio Correia Lima e Clara Maria de Araújo. Desse matrimônio tiveram 01 filho. É ele:

3.1.1.1.4.1. Condestavel Corrêa Lima, nascido aproximadamente em 1833 e se casou com Raimunda Conrada da Silveira, ela sendo filha de Carlos Gomes da Silva e Francisca Francelina de Alencar. Desse matrimônio tiveram 07 filhos. 


3.1.1.2. Marcos de Holanda Cavalcante I, nascido aproximadamente em 1780 e se casou com Maria de Moura Fé, ela sendo filha de Leonardo de Moura Fé e Maria Borges Leal. Desse matrimônio tiveram 02 filhos. São eles:

3.1.1.2.1. Leonor de Holanda Cavalcanti, nascida aproximadamente em 1800 e se casou com Joaquim Barroso de CarvalhoDesse matrimônio tiveram 08 filhos. São eles:

3.1.1.2.1.1. Thomaz Barroso de Carvalho, nascido aproximadamente em 1810 e se casou com Joaquina Maria do Espírito Santo. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. São eles:

3.1.1.2.1.1.1. Antônia Barroso de Carvalho, nascida aproximadamente em 1840 e se casou com Manoel Ferreira Ponciano, ele sendo filho de Vicente Ferreira Ponciano e Joanna Maria de Moura. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. 

3.1.1.2.1.1.2. Maria Joaquina de Carvalho, se casou com Severiano Pereira Dias, ele sendo filho de Quintiliano Pereira da Silva e Ignácia Maria de Jesus. 

3.1.1.2.1.1.3. Victalino Barrozo Lyra, se casou com Carlota Gomes da Silva, ela sendo filha de Raimundo Gomes da Silva e Lucinda Ferreira da Silva. Desse matrimônio tiveram 01 filha.


3.1.1.2.1.2. Capitão Manoel Barroso de Carvalho

3.1.1.2.1.3. João Barroso de Carvalho, nascido aproximadamente em 1825 e se casou com Dorotéia Maria do Espírito Santo. Desse matrimônio tiveram 02 filhas. São elas:

3.1.1.2.1.3.1. Antônia Barroso de Moura, se casou com Elias Barroso de Carvalho, ele sendo filho de José Barroso de Moura.

3.1.1.2.1.3.2. Francisca Maria do Espírito Santo, se casou com Manoel Antônio de Macêdo, ele sendo filho de Francisco Antônio de Macêdo e Maria do Nascimento.


3.1.1.2.1.4. Justino Barroso de Carvalho, nascido aproximadamente em 1830 e se casou com Maria Joaquina dos Reis. Desse matrimônio tiveram 02 filhos. 

3.1.1.2.1.5. Ana Joaquina de Carvalho, se casou com Feliciano Pereira dos Santos, ele sendo filho de Manoel Pereira dos Santos e Ana Moura Fé.

3.1.1.2.1.6. José Barroso de Carvalho, nascido aproximadamente em 1835. Desse matrimônio teve 01 filho. 

3.1.1.2.1.7. Félix Barroso de Carvalho, nascido em 1836 em Picos/PI e se casou com Cypriana Maria de Jesus. Desse matrimônio tiveram 02 filhos. 

3.1.1.2.1.8. Raimundo Barroso de Carvalho


3.1.1.2.2. Marcos de Holanda Cavalcanti

 

3.1.1.3. Ana Rita de Holanda

3.1.1.4. Arnaud de Holanda Cavalcanti

3.1.1.5. José de Holanda Cavalcante






Texto de Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

Alexandre de Holanda Cavalcante. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GZ5K-HHH)<. Acesso em 24 de agosto de 2024.

Cococi no Ceará e a família Alves FeitosaDisponível em: >(Cococi no Ceará e a família Alves Feitosa (GuardaChuva Educação))<. Acesso em 19 de setembro de 2024.

Descendentes da família Alves Feitosa de 1620 a 1700. Disponível em: >(Descendentes da família Alves Feitosa de 1620 a 1700 (GuardaChuva Educação))<. Acesso em 19 de setembro de 2024.

Feitosas do Sertão dos Inhamuns. Disponível em: >(Feitosas do Sertão dos Inhamuns (GuardaChuva Educação))<. Acesso em 19 de setembro de 2024.

Josefa Álvares Feitosa. Disponível em: >(Josefa Álvares Feitosa (FamilySearch))<. Acesso em 20 de agosto de 2024.

Maria das Neves de Barros Bezerra. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GH9P-VWL)<. Acesso em 19 de agosto de 2024.

Primeiros descendentes da família Alves Feitosa de 1700 a 1800. Disponível em: >(Primeiros descendentes da família Alves Feitosa de 1700 a 1800 (GuardaChuva Educação))<. Acesso em 19 de setembro de 2024.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Genealogia da família Moura Fé: de Portugal para o Piauí (1851-1899)

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Tudo iniciou com o artigo publicado aqui neste blog em 11 de abril de 2025 com a apresentação em parte do estudo da genealogia da família Moura Fé no Piauí. Uma das raízes destacadas no FamilySearch vem do matrimônio entre Antônio de Moura Fé e Eugênia de Morais Rego, ela sendo filha de Gabriel de Morais Rego e da Índia Maria. 

Dessa maneira daremos continuidade a partir do matrimônio entre:

1.1.1.1. Bernardino de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1819 e se casou com Teresa Maria Leal. Desse matrimônio tiveram 10 filhos. São eles:

1.1.1.1.1. Zeferina Maria do Espírito Santo, nascida aproximadamente em 1822 e se casou com Feliciano Borges Leal, ele sendo filho de Raimundo Borges Leal e Maria Nunes de Jesus. Desse matrimônio tiveram 05 filhos. São eles:

1.1.1.1.1.1. Raimunda Maria do Espírito Santo, nascida em 1839 em Picos/PI e se casou com Desidério Rodrigues de Britto. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. São eles:

1.1.1.1.1.1.1. Galdina Maria do Espírito Santo, nascida em 1858 em Picos/PI e se casou com Mathias Borges Leal, ele sendo filho de Manoel Raimundo Borges Leal e Cândida Maria Borges. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. São eles:

1.1.1.1.1.1.1.1. Raimunda Maria do Espírito Santo, se casou em 1ª núpcia com Lidogério de Sousa Galo tiveram 02 filhas. São elas:

1.1.1.1.1.1.1.1.1. Josefa Maria de Araújo, se casou com Manoel Marcos de Araújo, ele sendo filho de Leodegario Marcos de Araújo e Paulina Rodrigues de Brito. Desse matrimônio tiveram 08 filhos.

Raimunda em 2ª núpcia com Manoel Correia Sobrinho, ele sendo filho de Rufino Correia Lyra e Petronila Theonilia da Silva. Desse matrimônio tiveram 03 filhos.

1.1.1.1.1.1.1.1.2. Carolina Araújo


1.1.1.1.1.1.1.2. Antônio Borges de Moura

1.1.1.1.1.1.1.3. Baldoino Borges de Moura


1.1.1.1.1.1.2. Francisco Rodrigues Britto

1.1.1.1.1.1.3. Mathildes Maria do Espírito Santo


1.1.1.1.1.2. Miguel Borges de Moura, se casou com Vicença de Barros Rocha, ela sendo filha de Rufo de Barros Rocha e Joana Pereira de Brito. Desse matrimônio tiveram 07 filhos. São eles:

1.1.1.1.1.2.1. Raimunda de Barros Rocha, se casou com João Francisco de Araújo, ele sendo filho de João Francisco do Prado e Maria de Santana do Espírito Santo. Desse matrimônio tiveram 07 filhos. 

1.1.1.1.1.2.2. Feliciano Borges de Moura, se casou com Rosa Maria da Conceição, ela sendo filha de Joaquim Antônio da Silva e Ana Maria do Espírito Santo. Desse matrimônio tiveram 10 filhos.

1.1.1.1.1.2.3. Adelina de Barros Rocha, se casou com Raimundo Carlos de Oliveira Barros, ele sendo filho de Francisco de Oliveira Barros e Izabel Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 08 filhos. 

1.1.1.1.1.2.4. Maria de Barros Rocha, se casou com Joaquim Antônio da Silva, ele sendo filho de Antônio Rodrigues Chaves I e Maria Isabel da Encarnação. Desse matrimônio tiveram 07 filhos. 

1.1.1.1.1.2.5. Antônio Borges de Moura, se casou com Maria Gonçalves Guimarães, ela sendo filha de Izaquiel Jozé Teixeira e Joanna Gonçalves Guimarães. Desse matrimônio tiveram 02 filhos.

1.1.1.1.1.2.6. Arcângela de Barros Rocha, se casou com Conrado José da Costa. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. 

1.1.1.1.1.2.7. Regina de Barros Rocha, se casou com Tertuliano José Teixeira, ele sendo filho de Ezequiel Borges Leal e Apolônia Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. 


1.1.1.1.1.3. Antônia Maria do Espírito Santo, se casou com Manoel de Souza Lima. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. São eles:

1.1.1.1.1.3.1. Josefa Maria do Espírito Santo

1.1.1.1.1.3.2. Joaquim de Sousa Lima, se casou com Maria Vieira da Silva, ela sendo filha de Pedro Vieira de Mattos e Rita Militana da Silva.

1.1.1.1.1.3.3. Lucas José de Souza, se casou com Jovina Maria da Conceição, ela sendo filha de Firmino José dos Santos e Guilhermina Maria do Espírito Santo. Desse matrimônio tiveram 01 filho. É ele:

1.1.1.1.1.3.3.1. José Silva Gomes de Souza


1.1.1.1.1.4. Joaquim Borges de Moura

1.1.1.1.1.5. Matilde Maria do Espírito Santo, se casou com Joaquim da Rocha Moura, ele sendo filho de João da Rocha Moura e Joanna Maria da Conceição Moura Fé. Desse matrimônio tiveram 04 filhos. São eles:


1.1.1.1.2. Ignácio de Moura Leal

1.1.1.1.3. Antônio de Moura Leal

1.1.1.1.4. Raimundo de Moura Leal

1.1.1.1.5. Bernardino de Moura Leal

1.1.1.1.6. Joaquim de Moura Leal

1.1.1.1.7. Cândido de Moura Fé

1.1.1.1.8. Firmino de Moura Leal

1.1.1.1.9. Antônio de Moura Leal

1.1.1.1.10. Josefa Maria da Conceição


1.1.1.2. Raimundo de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1824 e em 1ª núpcia se casou com Cecília Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 12 filhos. 

Raimundo, em 2ª núpcia se casou com Escolástica Gonçalves Guimarães, ela sendo filha de Antônio Gonçalves Guimarães e Quintiliana Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 05 filhos. 

1.1.1.3. Domingos de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1826 e se casou com Francisca Mendes Pinheiro, ela sendo filha do Capitão Manoel de Oliveira Lopes e Thereza Pinheiro da Conceição. Desse matrimônio tiveram 06 filhos. 

1.1.1.4. Cândida Borges de Moura, nasceu aproximadamente em 1827 e se casou com Marcos Borges Leal. Desse matrimônio tiveram 13 filhos. 

1.1.1.5. Estevão de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1833 e se casou. Desse matrimônio tiveram 01 filho. 


1.1.3.2. Maria Januária de Moura, nasceu aproximadamente em 1824 e se casou com Sergio de Barros Conegunes. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. 

1.1.3.3. Antônio José de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1825.

1.1.3.4. Josepha Maria de Moura, nasceu aproximadamente em 1825 e se casou com Antônio Ferreira. Desse matrimônio tiveram 01 filho.

1.1.3.5. Joanna Maria de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1827.

1.1.3.6. Maria Branca de Moura, nasceu aproximadamente em 1828.

1.1.3.7. Isabel Maria de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1829.

1.1.3.8. João de Moura Fé, nasceu em 1830 em Picos/PI e se casou com Josepha Firmina do Nascimento, ela sendo filha de Pedro Alexandre do Nascimento e Maria Francisca da Silva. Desse matrimônio tiveram 10 filhos.

1.1.3.9. Mariano de  Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1830 e se casou com Teodora Maria da Encarnação, ela sendo filha de Francisco Raimundo da Silva e Josefa Maria da Encarnação. Desse matrimônio tiveram 18 filhos.

1.1.3.10. Joaquim de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1831 e se casou com Donata Ricardina do Amor Divino, ela sendo filha de José Rodrigues da Rocha e Ana Felidoria do Carmo. Desse matrimônio tiveram 03 filhos.

1.1.3.11. Agostinho de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1832 e se casou com Umbelina Maria de São José. Desse matrimônio tiveram 13 filhos.

1.1.3.12. Maria Januária de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1833.

1.1.3.13. Miguel de Sousa Moura, nasceu aproximadamente em 1833 e se casou com Antônia Maria de Moura. Desse matrimônio tiveram 07 filhos.

1.1.3.14. Josepha Maria de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1835.

1.1.3.15. Maria Branca de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1838.

1.1.3.16. Félix de Moura Fé, em 1ª núpcia se casou com Cesária de Barros e Silva, ela sendo filha de Victor de Barros e Silva e Joaquina. Desse matrimônio tiveram 13 filhos. Félix, em 2ª núpcia se casou com Alexandrina Ferreira dos Anjos. Desse matrimônio tiveram 04 filhos.

José de Moura Fé, em 2ª núpcia se casou com Luíza Maria de França. Desse matrimônio teve 01 filha. É ela:

1.1.3.17. Isabel Maria de Moura, nasceu aproximadamente em 1850 e se casou com Vitalino de Barros Cavalcante. Desse matrimônio tiveram 07 filhos.


1.1.4.1. João Félix de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1822.

1.1.4.2. Manoel José de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1825.

1.1.4.3. Manoel Eloy de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1827.

1.1.4.4. José Gabriel de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1829.


1.1.5.1. Hermenegildo de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1836 e em 1ª núpcia se casou com Senhora Moura Fé. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. 

Hermenegildo, em 2ª núpcia se casou com Umbelina Maria de São José.


1.1.5.2. José de Moura Fé, nasceu aproximadamente em 1837 e se casou com Idalina de Moura Fé, ela sendo filha de Félix de Moura Fé e Cesária de Barros e Silva. Desse matrimônio tiveram 11 filhos. 

1.1.5.3. Alexandrina Maria da Conceição, nasceu aproximadamente em 1838.

1.1.5.4. Joanna de Moura, nasceu em 1842 em Oeiras/PI.

Elias, em 2ª núpcia se casou com Mariana Francisca de Moura Fé. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. 
Elias, em 3ª núpcia se casou com Januária de Barros e Silva, ela sendo filha de Miguel Pacheco da Silva e Ponciana de Barros Rocha. 


1.1.8.1. Gonçalo de Moura, se casou com Maria Ribeiro Sepúlveda. Desse matrimônio tiveram 01 filho.

1.1.8.2. Vicente Ferreira de Moura, se casou. Desse matrimônio tiveram 02 filhos.

1.1.8.3. Belizário José de Moura

1.1.8.4. Cândido José de Moura

1.1.8.5. Antônio José de Moura, se casou. Desse matrimônio tiveram 04 filhos.

1.1.8.6. Joaquim José de Moura

1.1.8.7. Jezuína Maria de Moura, se casou com o Capitão Sebastião Pereira de Alencar, ele sendo filho de David Pereira de Alencar e Innocência Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 04 filhos. 

1.1.8.8. Cândido José de Moura

1.1.8.9. Antônio José de Moura

1.1.8.10. Joaquim José de Moura


1.1.9.1. Teodora Maria da Encarnação, nasceu aproximadamente em 1832 e se casou com Mariano de Moura Fé, ele sendo filho de José de Moura Fé e Januária de Barros e Silva. Desse matrimônio tiveram 18 filhos. 

1.1.9.2. Antônia Maria da Encarnação, nasceu aproximadamente em 1815 e se casou com Francisco Raimundo da Silva, ele sendo filho de Manoel Sousa Pereira e Rosa Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 05 filhos.

1.1.9.3. Leandro Francisco da Silva, se casou com Miquelina Maria do Espírito Santo, ela sendo filha de Innocêncio Pereira da Silva e Jesuína Maria do Espírito Santo. Desse matrimônio tiveram 03 filhos.

1.1.9.4. Bento Izidro da Silva, se casou com Jesuína Maria do Espírito Santo, ela sendo filha de Joaquim Borges Leal e Antônia Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 10 filhos.

1.1.9.5. Maria Josefa da Encarnação, se casou com Pedro Alexandre do Nascimento, ele sendo filho de Manoel da Conceição do Nascimento e Maria da Conceição. 


1.1.10. Maria Branca de Moura, nasceu aproximadamente em 1828.


2.1.1. Alexandre Borges Leal

2.1.2. Victor Borges Leal


2.2.1. Victória, nascida aproximadamente em 1783.

2.2.2. Nazario, nascido aproximadamente em 1785.

2.2.3. Fellipe Gonçalves, nascido em 1788 em Oeiras/PI.


2.3. Ana Borges Leal

2.4. Vitória Borges Leal 


3. Leonardo de Mora Fé, nascido aproximadamente em 1731 e se casou com Maria Borges Leal, ela sendo filha de Francisco Borges Leal I e Antônia Vieira da Rocha. Desse matrimônio tiveram 14 filhos.



Texto de Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

A família Moura Fé no Piauí. Disponível em: >(https://franciscomigueldemoura.blogspot.com/2014/11/a-familia-moura-e-moura-fe-no-piaui.html)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

Amâncio de Moura Fé. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/K2YH-W4C)<. Acesso em 06 de agosto de 2024.

Antônio Félix de Moura Fé. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/LHCZ-BPG)<. Acesso em 05 de agosto de 2024.

Bernardino de Moura Fé Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GJSS-RP9)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

Elias de Moura Fé. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/K2YH-W3N)<. Acesso em 06 de agosto de 2024.

Genealogia da família Moura Fé: De Portugal para o Piauí (1728-1850). Disponível em: >(Genealogia da família Moura Fé: de Portugal para o Piauí (1728-1850) - (GuardaChuva Educação))<. Acesso em 06 de agosto de 2024.

Joanna Maria de Jesus. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/K2YH-7XF)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

José de Moura Fé. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/LKTM-V8K)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

João Nepomuceno de Moura Fé. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/K2YH-WF6)<. Acesso em 11 de agosto de 2024.

Sobrenome Moura Fé. Disponível em: >(Sobrenome Moura Fé (Geneanet))<. Acesso em 14 de agosto de 2024.

Teresa Maria Leal. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GJSS-16Y)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

Valério de Moura Fé. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/G9T9-X4T)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Marco Quinhentista: O mais antigo marco português do Brasil em Touros/RN

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O marco de pedra é o mais antigo monumento histórico documentado no estado e teria sido colocado pelos portugueses na costa do Rio Grande do Norte em 07 de agosto de 1501, tornando-se também o marco mais antigo da chegada dos portugueses ao Brasil, de acordo com Luís da Câmara Cascudo. Conhecido como Marco Quinhentista entre os estudiosos, ele foi tombado pelo registro número 680 em 1962, com a intenção de conservar a memória dos brasileiros sobre “o primeiro ponto da costa brasileira que os portugueses delimitaram”.

Composto de mármore, o Marco de Touros atinge 1,2 metros de altura, 30 centímetros de largura e 20 centímetros de espessura. Na sua face frontal, há uma cruz e um escudo em relevo.

O monumento apresenta uma fissura que pode ter sido consertada com argamassa, além de várias marcas de lascas e desgastes. Os moradores da Praia do Marco, localizado no município de Touros, acreditavam que essa coluna de pedra possuía poderes milagrosos e utilizavam fragmentos de mármore para preparar chás considerados curativos. Foi necessário chamar a polícia para que o pesquisador Oswaldo de Souza pudesse ter acesso ao monumento, que posteriormente foi substituído por uma imagem de Nossa Senhora dos Navegantes, a qual foi utilizada para adornar a capela à beira-mar. Historiadores e especialistas em turismo do Rio Grande do Norte sugerem que essa praia pode ter sido o local onde a esquadra de Pedro Álvares Cabral chegou ao novo continente americano.

Enquanto respostas definitivas sobre a chegada dos portugueses ao Brasil ainda são aguardadas, o Marco de Touros pode oferecer contribuições valiosas para a historiografia nacional e levantar questões relevantes sobre a chegada dos portugueses, as navegações, e os primeiros contatos com os povos nativos da região que hoje conhecemos como Brasil. Esses e outros tópicos deverão ser explorados nos estudos que serão realizados no monumento arqueológico a partir deste momento.

O professor Abrahão Sanderson Nunes da Silva, do Departamento de Arqueologia do Museu Câmara Cascudo, menciona que uma comissão, composta por representantes da UFRN e do IPHAN, supervisionará todos esses trabalhos. “O Marco foi transferido através de uma parceria estabelecida com o IPHAN, que é um dos participantes nesse processo de transferência e estará presente nas próximas etapas”, declarou o professor.

De acordo com Jorge Cláudio Machado da Silva, superintendente do IPHAN no RN, o Marco de Touros deverá ficar no museu por um longo período.




Texto de Patrício Holanda



Referência bibliográfica:

O Marcos de Touros de casa nova. Disponível em: >(O Marcos de Touros de casa nova (Portal UFRN))<. Acesso em 12 de outubro de 2025.