A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados - Lei nº 13.709/2018) é a legislação brasileira que regula o tratamento de dados pessoais, estabelecendo diretrizes para empresas e organizações sobre coleta, armazenamento, uso e compartilhamento dessas informações.

terça-feira, 1 de julho de 2025

Lenda do Solar Ferreiro Torto

 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj22w-3UKkDHUWubmIxMMl6CCEhgr4j5BsiTF1xvLlmA_BRf2dT4XvWrEXRqOakWhd83hFy_qcuWsPNr0eKSsaY4Y1qPDQsmNG5vBpH8AvnRCbOt80Fg-AOuzVfP_OgzMujgN6jWYD34gyy19HuwkUJp5PR32KNZezBKHP143Jy1Ogz3L-XmhHTN3r5kWw/s320/Slide50.JPG

Oferecimento da empresa hardy design 

O Solar do Ferreiro Torto situa-se no município de Macaíba, no Rio Grande do Norte, às margens do rio Potengi. Sua origem remonta ao período colonial, quando funcionava como engenho açucareiro, sendo apontado como um dos primeiros do estado (Fazenda Solar Ferreiro Torto, s.d.). Inicialmente conhecido como Engenho do Potengi, o espaço integrou o ciclo produtivo do açúcar que marcou a economia nordestina.

A construção atual substituiu uma antiga casa de taipa e assumiu a forma de um palacete de inspiração luso-colonial. O edifício apresenta planta quadrangular, dois pavimentos e elementos decorativos importados da Europa. Segundo descrição institucional, o casarão reúne características arquitetônicas que evidenciam “a influência do modelo português adaptado ao contexto local” (Solar Ferreiro Torto, s.d.). Detalhes como pinhas cerâmicas ornamentais e mobiliário de estilo manuelino reforçam a estética que buscava associar prestígio e tradição à residência senhorial.

Ao longo do tempo, o imóvel passou por diferentes proprietários, mantendo-se como referência simbólica da antiga elite rural. Heranças, casamentos e negociações comerciais transferiram a posse do solar entre famílias influentes da região. Posteriormente, o prédio foi utilizado para fins administrativos e sofreu intervenções estruturais que modificaram parte de suas feições originais. O reconhecimento oficial como patrimônio histórico ocorreu em 1994, consolidando sua relevância cultural para o estado (Solar Ferreiro Torto é reconhecido como patrimônio histórico e cultural do RN, s.d.).

Além do valor arquitetônico, o Solar do Ferreiro Torto preserva narrativas que integram o imaginário popular. O próprio nome remete a um coqueiro tortuoso que existia na entrada da propriedade, sob o qual um ferreiro prestava serviços a viajantes e tropeiros. Essa memória oral conecta o espaço às rotas comerciais que cruzavam a região.

Entre as histórias mais conhecidas está a lenda de um romance proibido entre a filha do senhor do engenho e um escravizado. Descoberto o encontro, o pai teria reagido com violência, provocando uma tragédia que culminou na morte da jovem e na execução cruel do rapaz. Embora não existam registros documentais que comprovem o episódio, o relato permanece vivo na tradição local, reforçando a atmosfera dramática associada ao lugar.

Outras narrativas mencionam manifestações sobrenaturais nas áreas próximas ao manguezal e às ruínas da antiga Casa de Purgar. Moradores afirmam avistar luzes noturnas e ouvir sons que associam ao sofrimento de pessoas escravizadas. Conforme ressalta estudo sobre o patrimônio imaterial, essas histórias “compõem o repertório simbólico da comunidade, fortalecendo vínculos entre memória e identidade” (Solar Ferreiro Torto, s.d.). Assim, o museu não se limita à materialidade do edifício, mas incorpora dimensões imateriais transmitidas por gerações.

Atualmente, o espaço funciona como museu e centro cultural, recebendo visitantes interessados na história regional. A combinação entre arquitetura colonial, memória do ciclo açucareiro e narrativas lendárias transforma o Solar do Ferreiro Torto em um ponto de convergência entre passado documentado e tradição oral. Como observa a página oficial do município, o reconhecimento patrimonial visa “preservar fragmentos significativos da história de Macaíba e do Rio Grande do Norte” (Solar Ferreiro Torto é reconhecido como patrimônio histórico e cultural do RN, s.d.).

Desse modo, o solar representa mais do que um antigo engenho: ele sintetiza experiências econômicas, sociais e culturais que moldaram a região. Entre registros históricos e histórias fantásticas, o edifício permanece como testemunho material e simbólico de um passado que ainda ecoa na memória coletiva.


Declaração de Originalidade

O presente artigo foi produzido a partir de pesquisa autoral, com base em fontes históricas, documentais e bibliográficas devidamente referenciadas e passou por verificação de similaridade textual com ferramentas profissionais de detecção de plágio. As fontes utilizadas estão devidamente citadas, respeitando direitos autorais e boas práticas editoriais.



Texto adaptado por Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

Solar Ferreiro Torto. Disponível em: >(https://patrimonioimateria.wixsite.com/patrimonioimaterial/solar-ferreiro-torto)<. Acesso em 19 de agosto de 2024.

Solar Ferreiro Torto é reconhecido como patrimônio histórico e cultural do RNDisponível em: >(https://macaiba.rn.gov.br/solar-ferreiro-torto-e-reconhecido-como-patrimonio-historico-e-cultural-do-rn/)<. Acesso em 21 de agosto de 2024.

Fazenda Solar Ferreiro TortoDisponível em: >(https://fazendasantigas.com/fazenda/detalhes/solar-ferreiro-torto-macaiba-rn)<. Acesso em 22 de agosto de 2024.

Nenhum comentário:

Postar um comentário