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sábado, 31 de maio de 2025

Genealogia do judeu Wolf Benjamin Zev Zeev Simon Goldschmidt Cassel Kassel Levie

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Segundo muito estudos genealógicos sobre Wolf Benjamin Zev Zeev Simon Goldschmidt Cassel Kassel Levie, também conhecido como יהודה בנימן וואלף בן משה שמעון קאסיל הלוי, supostamente nasceu em 1658 na Alemanha. É filho de Simon Benedikt Goldschmidt-Kassel e Gütel Yettele Giedel Traub. Casou-se aproximadamente em 1678 na Alemanha com Sara Aron Arents Amsterdam, ela sendo filha de Aron Abraham Polak-Gokkes e Wendele Aron Philips Halevie. Desse matrimônio tiveram 07 filhos. São eles:

1. Judith Gittel Goldschmidt Stadthagen Cassel

2. Belitje Goldsmit

3. Benedictus-baruch Wolf Goldsmit-Cassel Levie

4. Isabel Bele Wolf Roterdam Simon Segal Goldsmit

5. Simon Wolf Goldsmit Kassel Levie

6. Aron Wolf Goldsmit Kassel Levie

7. Meyer Goldsmit


Os judeus da Alemanha costumam ser identificados como asquenazes (ou asquenazim), um termo que deriva do hebraico Ashkenaz, que significa Alemanha. Diversos sobrenomes associados a eles referem-se a nomes ou eventos da Bíblia, além de cores, traços físicos e aspectos naturais.

Alguns sobrenomes, como os que fazem alusão à localização ou à ocupação das famílias, também foram usados por outros grupos, mas são mencionados aqui por serem bastante comuns entre os judeus.


Significado do sobrenome Levie de Wolf Benjamin Zev Zeev Simon Goldschmidt Cassel Kassel Levie

O sobrenome Levy tem suas raízes na língua hebraica, originando-se a partir do termo Levi, que se traduz como "Unido" em hebraico. Este sobrenome carrega um significado profundo na tradição judaica e nas escrituras sagradas. Durante os períodos bíblicos antigos, os levitas constituíam uma das tribos de Israel, sendo descendentes do patriarca Levi, aos quais foi confiada a função de sacerdotes e responsáveis pelo templo. Como indica o seu nome, eles eram percebidos como o grupo que estava ligado a Deus, dedicado a cumprir obrigações sagradas. Suas responsabilidades envolviam uma variedade de afazeres religiosos, que incluíam fazer ofertas, ensinar as leis sagradas e preservar a santidade dos templos. Ao longo do tempo, o sobrenome Levy continuou a refletir a fé judaica e esteve historicamente ligado a pessoas de linhagem levita. Foi passado através das gerações, simbolizando a herança religiosa e a relação de uma pessoa com a fé. Na contemporaneidade, o nome Levy transcendeu seu contexto original e se tornou mais amplamente utilizado. Ele é adotado tanto por judeus quanto por não judeus, frequentemente apresentando variações na escrita, como Levie ou Levi. Atualmente, o nome Levy é visto como um símbolo de uma linhagem antiga e rica, além de ser um nome simples e sofisticado para pessoas ao redor do globo.


Os Levitas

Os levitas da tribo de Levi, pertencente aos israelitas. Essa linhagem foi selecionada por Deus para zelar pelo templo e orientar o povo na adoração. Todos os sacerdotes do templo eram descendentes de Arão, que também era levita.

Os israelitas eram formados por 12 tribos, descendentes dos 12 filhos de Jacó. Os levitas provêm de Levi, o terceiro filho de Jacó com Lia. Apesar de Levi ter sido uma pessoa agressiva, sua descendência se tornou uma importante tribo.

Durante o período em que os israelitas estavam escravizados no Egito, nasceram os levitas mais notáveis: Moisés e seus irmãos Arão e Miriã. Sob a liderança de Moisés, eles conquistaram a liberdade e deixaram o Egito em direção à terra prometida. Miriã atuava como profetiza, enquanto Arão foi escolhido por Deus para desempenhar o papel de sacerdote, servindo como intermediário entre o povo e Deus (Êxodo 28:1).

Antes de alcançarem a terra prometida, os israelitas vagaram pelo deserto por 40 anos. Em determinado momento, durante esse período, eles se revoltaram contra Deus e se entregaram à idolatria. No entanto, a tribo de Levi permaneceu leal e lutou contra os adoradores de ídolos. Por essa razão, Deus designou os levitas para exercerem funções no templo (Números 8:9-11).



Texto de Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

Descubra o significado de 23 sobrenomes judeus. Disponível em: >(https://www.dicionariodenomesproprios.com.br/significado-sobrenomes-judeus/)<. Acesso em 01 de novembro de 2024.

Os Levitas: quem eram. Disponível em: >(https://www.respostas.com.br/quem-sao-os-levitas/)<. Acesso em 01 de novembro de 2024.

Sara Aron Arents AmsterdamDisponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/LVP5-B6W)<. Acesso em 04 de novembro de 2024.

Significado do primeiro sobrenome Levy. Disponível em: >(https://www.ancestry.com/first-name-meaning/levy)<. Acesso em 01 de novembro de 2024.

Wolf Benjamin Zev Zeev Simon Goldschmidt Cassel Kassel LevieDisponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/9QD1-J1Q)<. Acesso em 04 de novembro de 2024.

sexta-feira, 30 de maio de 2025

Retalhos de descendentes da família Lima do Vale do Jaguaribe

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Segundo alguns estudos genealógicos, acreditasse que o sobrenome Lima desta prole foi criado de maneira inusitada, onde o progenitor Raimundo José da Silva, sendo filho de José Francisco da Silva e Izabel Maria de Jesus após contrair casamento com Francisca Cândida de Jesus Correia Silva, passou a assinar como Raimundo José de Lima.

Do matrimônio entre Raimundo José da Silva e Francisca Cândida de Jesus Correia Silva, ela sendo filha de Francisco Correia da Silva e Josefa Maria de Jesus, tiveram 15 filhos. São eles:

1. Angélica de Lima, nascida aproximadamente em 1856 e se casou com Francisco Raimundo Rocha Lima, ele sendo filho de Inácio Bezerra Rocha e Maria do Espírito Santo Almeida. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. São eles:

1.1. Maria Lima Rocha

1.2. Francisco Lima Rocha

1.3. João Lima Rocha


2. Francisca de Lima, nascida em 1858 em Itaiçaba/CE.


3. Raimundo José de Lima, nascido em 1860 em Itaiçaba/CE e se casou com Francisca Correia Lima, ela sendo filha de Antônio Correia Lima e Maria de Cássia Lima. Desse matrimônio tiveram 23 filhos. São eles:

3.1. Francisco das Chagas Lima

3.2. Samuel de Lima

3.3. Teófilo de Lima

3.4. Inês Lima

3.5. Isaura Lima

3.6. Raimundo Lima Filho

3.7. Maria das Mercês Lima

3.8. Ana Lima II

3.9. Ester Lima

3.10. Julieta Lima

3.11. José Lima

3.12. Gaspar Lima

3.13. Raul Lima

3.14. Edith Lima

3.15. Hercília Lima

3.16. Maria de Lourdes Lima

3.17. Noeme Lima

3.18. Adalgiza

3.19. Ana Lima III

3.20. Fernando Lima

3.21. Joaquim Soares

3.22. Maria Santana

3.23. Paula de Silva


4. João Evangelista de Lima, nascido em 1862 em Aracati/CE e se casou com Cândida Pereira da Costa Queirós, ela sendo filha de Bonifácio Pereira da Costa Queirós e Cândida Perpétua da Costa Queiroz. Desse matrimônio tiveram 12 filhos. São eles:

4.1. José Queiroz Lima

4.2. Ana Queiroz Lima

4.3. Raimundo de Queirós Lima

4.4. Eurico Queiroz Lima

4.5. Hugo Queiroz Lima

4.6. Walter de Queiroz Lima

4.7. Nilo Queiroz Lima

4.8. Hermes Queiroz Lima

4.9. Ozires Queiroz Lima

4.10. Jaime Queiroz Lima

4.11. Hermes

4.12. Maria Queiroz Lima


5. Afonso de Lima, nascido em 1864 em Itaiçaba/CE.


6. Afonso Henrique de Lima, nascido aproximadamente em 1865 e se casou com Elvira de Moraes, ela sendo filha de José Maria de Moraes e Francisca Idalina de Moraes. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. São eles:

6.1. José Augusto de Moraes Lima

6.2. Afonso de Moraes Lima

6.3. Paulo Afonso de Moraes Lima


7. Samuel de Lima, nascido aproximadamente em 1867.

8. Maria de Jesus de Lima, nascida aproximadamente em 1868.

9. Francisco de Lima, nascido aproximadamente em 1869.

10. Antônio da Silva Lima, nascido aproximadamente em 1872 e se casou com Julieta Demarteau de Castro Lima, ela sendo filha de José Lourenço Castro e Silva II e Claire Demarteau. Desse matrimônio tiveram 08 filhos. São eles:

10.1. Herman de Castro Lima

10.2. Fernando de Castro Lima

10.3. Carmen de Castro Lima

10.4. Beatriz de Castro Lima

10.5. Luciano de Castro Lima

10.6. Clara de Castro Lima

10.7. Maria Violeta de Castro Lima

10.8. Lauro de Castro Lima


11. Joaquim de Lima, nascido em 1874 em Itaiçaba/CE e se casou com Maria Luísa de Albuquerque Lima, ela sendo filha do Senador Manoel Bezerra de Albuquerque Júnior e Luísa Torres de Albuquerque. Desse matrimônio tiveram 06 filhos. São eles:

11.1. Stênio Caio de Albuquerque Lima

11.2. Jairo Jair de Albuquerque Lima

11.3. Maria Luísa de Albuquerque Lima

11.4. Hilda de Albuquerque Lima

11.5. José Varonil de Albuquerque Lima

11.6. Afonso Augusto de Albuquerque Lima


12. Francisco de Paula de Lima

13. Luiz de Lima

14. Paulo de Lima

15. Vicente de Paula de Lima



Texto de Eugênio Pacelly Alves

 


Referências bibliográficas:

ABREU, J. Capistrano de. Caminhos Antigos e Povoamento do Brasil. 2ª edição. Rio de Janeiro: Edição da Sociedade Capistrano de Abreu. Livraria Briquet, 1960.

Afonso de Lima. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GMBL-C2V)<. Acesso em 27 de janeiro de 2025.

Afonso Henrique de Lima. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GMBL-G1G)<. Acesso em 27 de janeiro de 2025.

Angélica de Lima. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GP8R-X7C)<. Acesso em 27 de janeiro de 2025.

Antônio da Silva Lima. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GMBL-R5L)<. Acesso em 11 de fevereiro de 2025.

Aracati (CE) no período colonial: Espaço e memória. Disponível em: >(Aracati (CE) no período colonial: Espaço e memória (Maria Edivani Silva Barbosa, 2004))<. Acesso em 26 de janeiro de 2025.

ARAGÃO, R.B. História do Ceará – síntese didática. Fortaleza: Imprensa Oficial do Ceará, 1º e 5º volumes, 1987.

BARROSO, Gustavo. À Margem da História do Ceará. Fortaleza: Imprensa Universitária do Ceará, 1962.

BEZERRA, Antônio. A cidade do Aracaty. In: Almanach do Estado do Ceará, para o ano de 1902, Ano 8º. Fortaleza: Typ. Economiea, 1902.

COSTA PORTO, J. da. Estudo Sobre o Sistema Sesmarial. Recife: Imprensa Universitária, UFPE, 1965.

FERREIRA NETO, Cicinato. Estudos de história jaguaribana: documentos, notas e ensaios diversos para história do baixo e médio Jaguaribe. Fortaleza: Premius, 2003.

Francisca Cândida de Jesus Correia Silva. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GMB6-XZ4)<. Acesso em 26 de janeiro de 2025.

Francisca de Lima. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GP8R-HVB)<. Acesso em 27 de janeiro de 2025.

Francisco de Lima. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GMBL-81S)<. Acesso em 11 de fevereiro de 2025.

Francisco de Paula de Lima. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GP8R-T1K)<. Acesso em 14 de fevereiro de 2025.

GIRÃO, Raimundo. Evolução Histórica do Ceará. Fortaleza: BNB, 1986.

Guia dos Bens Tombados do Ceará. Fortaleza: Secretaria da Cultura e Desporto, 1995.

Histórico da família Lima - Ceará. Disponível em: >(http://www.familialimaceara.com.br/historico.htm)<. Acesso em 25 de janeiro de 2025.

João Evangelista de Lima. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GMBL-F7N)<. Acesso em 27 de janeiro de 2025.

Joaquim de Lima. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GMBL-CPM)<. Acesso em 14 de fevereiro de 2025.

LIMA, A.G.Costa. Terra Aracatiense. Fortaleza: Imprensa Oficial do Ceará, 1979.

Luiz de Lima. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GP8R-HLS)<. Acesso em 14 de fevereiro de 2025.

Maria de Jesus de Lima. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GMBL-25L)<. Acesso em 11 de fevereiro de 2025.

Os primórdios da organização do espaço territorial e da vila cearense: algumas notas. Disponível em: >(Os primórdios da organização do espaço territorial e da vila cearense: algumas notas (Scielo Brasil))<. Acesso em 26 de janeiro de 2025.

Paulo de Lima. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GP8R-3LH)<. Acesso em 14 de fevereiro de 2025.

Perfil histórico, geográfico e antropológico dos municípios do Ceará. Disponível em: >(Perfil histórico, geográfico e antropológico dos municípios do Ceará (Seridião Correia Montenegro, 2023))<. Acesso em 25 de janeiro de 2025.

Raimundo José da Silva. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/G41W-GPL)<. Acesso em 26 de janeiro de 2025.

Raimundo José de Lima. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GMBL-5KZ)<. Acesso em 27 de janeiro de 2025.

Samuel de Lima. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GMBL-C3B)<. Acesso em 02 de fevereiro de 2025.

Vicente de Paula de Lima. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GP8R-PL3)<. Acesso em 14 de fevereiro de 2025.

terça-feira, 27 de maio de 2025

Doutor Justino da Motta Silveira

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A história de Justino da Motta Silveira Filho confunde-se com o próprio desenvolvimento social e político de Bom Jardim, em Pernambuco. Nascido no interior do estado e criado em ambiente rural, era filho de Justino da Motta Silveira e Maria Simoa de Assumpção Cavalcante, conforme registros genealógicos disponíveis (Doutor Justino da Motta Silveira Filho, s.d.; Justino da Motta Silveira, s.d.; Maria Simoa de Assumpção Cavalcante, s.d.).

Ainda jovem, dividia-se entre o trabalho agrícola no engenho da família e o desejo de cursar medicina. Diante das limitações financeiras, passou a investir no próprio esforço como meio de alcançar formação intelectual. Aprendeu as primeiras letras de forma autodidata e, movido por determinação incomum, deslocou-se até centros urbanos maiores em busca de instrução. A viagem foi longa e marcada por dificuldades, incluindo problemas de saúde e escassez de recursos, fatores que o obrigaram a retornar temporariamente ao interior.

De volta ao engenho, reorganizou seus planos. Trabalhou intensamente por vários anos, economizando o suficiente para tentar novamente ingressar nos estudos formais. Ao regressar à Bahia, destacou-se no ambiente escolar, aprofundando-se no latim e no francês, disciplinas que chegou a ensinar para custear parte de sua permanência. Posteriormente, ingressou na tradicional faculdade de medicina da Bahia, onde construiu reputação de estudante aplicado e disciplinado, concluindo sua formação em 24 de dezembro de 1885.

Após diplomar-se, retornou a Bom Jardim, onde passou a exercer a medicina com forte senso comunitário. Sua atuação ultrapassou o campo da saúde. Envolveu-se intensamente na vida pública, tornando-se figura de destaque na política estadual. Ocupou cargos legislativos e exerceu liderança administrativa em âmbito municipal e estadual, sendo lembrado como o primeiro prefeito eleito da cidade, além de deputado, senador e dirigente da câmara estadual (EREM Dr. Mota Silveira, s.d.).

O reconhecimento de sua contribuição levou à criação de uma instituição escolar que recebeu seu nome, perpetuando sua memória na formação educacional de novas gerações. A atual escola estadual que o homenageia preserva relatos sobre sua trajetória como exemplo de superação, compromisso público e dedicação ao conhecimento (Histórico e Hino da EREM Dr. Mota Silveira Bom Jardim PE, s.d.).

Registros familiares também o vinculam a importantes ramos genealógicos da região, conectando-o a nomes como Guilhermina Concilliana Gonçalves Lima e Joana Maria da Conceição, mencionados em bases de dados históricas (Guilhermina Concilliana Gonçalves Lima, s.d.; Joana Maria da Conceição, s.d.). Essas conexões revelam a inserção de sua família no contexto social mais amplo do interior pernambucano.

Assim, a trajetória de Justino da Motta Silveira Filho evidencia um percurso marcado por perseverança, mobilidade social e serviço público. De trabalhador rural autodidata a médico respeitado e líder político, sua história permanece como referência de dedicação pessoal e compromisso com o desenvolvimento local.

Em 1886, casou-se em 1ª núpcia com Guilhermina Concionilla Gonçalves Lima, ela sendo filha do português Joaquim Gonçalves da Costa Lima e da pernambucana Francisca Concionilla Lins. Desse matrimônio tiveram 04 filhos. São eles:

1. Amália da Motta Silveira, se casou com Severino Patrocínio de Souza Barboza, ele sendo filho do Coronel Abílio Aprígio de Souza Barbosa e Benícia Cabral Barbosa.

2. Anna da Motta Silveira

3. Sylvio da Motta Silveira, se casou com Maria de Lourdes de Souza Barboza, ela sendo filha de Demósthenes Bernardino de Sousa Barbosa e Astrogilda Cavalcante de Britto Lyra.

4. Antônio da Motta Silveira

Justino Filho, em 2ª núpcia se casou com Joana Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 02 filhas. São elas:

5. Maria de Jesus

6. Iracema da Motta Silveira, se casou com José Aragão de Vasconcelos, ele sendo filho de Manoel Aragão de Vasconcelos e Severina de Albuquerque Aragão.


Declaração de Originalidade

O presente artigo foi produzido a partir de pesquisa autoral, com base em fontes históricas, documentais e bibliográficas devidamente referenciadas e passou por verificação de similaridade textual com ferramentas profissionais de detecção de plágio. As fontes utilizadas estão devidamente citadas, respeitando direitos autorais e boas práticas editoriais.



Texto adaptado por Patrício Holanda




Referências bibliográficas:

EREM Dr. Mota Silveira. Disponível em: >(https://eremdms.blogspot.com/p/nossa-historia_4.html)<. Acesso em 28 de outubro de 2024.

Doutor Justino da Motta Silveira Filho. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GZK7-MMK)<. Acesso em 28 de outubro de 2024.

Histórico e Hino da EREM Dr. Mota Silveira Bom Jardim PE. Disponível em: >(https://bibliotecamadre.blogspot.com/2017/08/historico-da-erem-dr-mota-silveira-bom.html)<. Acesso em 29 de outubro de 2024.

Guilhermina Concilliana Gonçalves Lima. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GM9Y-B4M)<. Acesso em 01 de novembro de 2024.

Joana Maria da Conceição. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GL2Y-J9W)<. Acesso em 01 de novembro de 2024.

Justino da Motta Silveira. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/G7KT-BY8)<. Acesso em 03 de novembro de 2024.

Maria Simoa de Assumpção Cavalcante. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/G7KT-5NM)<. Acesso em 03 de novembro de 2024.

sexta-feira, 23 de maio de 2025

Origem do sobrenome Rios e algumas genealogias na região Nordeste do Brasil

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De acordo com o FamilySearch, alguns antepassados da família Rios chegaram ao Brasil através da imigração, incluindo uma família italiana que desembarcou em 1883 no navio Melpomene, vindo da Itália. Estudos sobre os primeiros ramos da família Rios que chegaram ao Brasil ainda estão em andamento. Diversos artigos indicam que essa chegada ocorreu no século XVI, enquanto outros estendem a informação até o século XVIII.

Na Bahia durante o século XVII, um professor de um colégio jesuíta solicitou o sobrenome de um de seus estudantes. A resposta foi surpreendente: "Qual deles, o de dentro ou o de fora?" Essa narrativa, relatada pela historiadora da USP Anita Novinsky em sua dissertação "O mito dos sobrenomes marranos", ilustra o dilema enfrentado pelos cristãos-novos no Brasil nos primeiros séculos do país. Revelar ou não o sobrenome da família fora de casa, com o risco de ser reconhecido pela Inquisição e acusado do crime irrepreensível de "judaísmo"? O temor e a ansiedade em relação a esse assunto geraram uma combinação de lendas e desinformação sobre a herança dos descendentes de judeus portugueses no Brasil ao longo dos séculos. Entretanto, estudos recentes têm trazido à luz novas informações sobre os sobrenomes de origem marrana no Brasil. 

Não se pode afirmar que esses judeus que se converteram abandonaram seus sobrenomes "infiéis" para adotar novos que foram apenas inspirados em nomes de plantas, árvores, frutas, animais e paisagens. Se essa fosse a verdade, seria simples. Todos os portugueses com sobrenomes como Pinheiro, Carvalho, Pereira, Raposo, Serra, Monte ou Rios, entre outros, que chegaram ao Brasil após 1500, deveriam ser considerados marranos.


Filhos do português Sargento-mor Manuel Martins do Rio

Sargento-mor Manuel Martins do Rio, nascido em 1707 em Viana do Castelo, Portugal. É filho dos portugueses Domingos Martins e Jerônima Rodrigues Afonso. Casou-se com a baiana Joana Pereira de Barros, ela sendo filha do português Antônio Gonçalves Barros e da brasileira Joana Pereira Platem. Desse matrimônio tiveram 02 filhos. São eles:

1. Manuel Martins Rios, nascido aproximadamente em 1763 e se casou com Helena Francisca Pereira Lima. Desse matrimônio tiveram 05 filhos. São eles:

1.1. Ana Constança de Lima, nascida aproximadamente em 1795.

1.2. Helena Teodora de Lima Rios, nascida aproximadamente em 1796, se casou e desse matrimônio teve 02 filhos que herdaram os sobrenomes: Oliveira Lima e Lima Rios.

1.3. Maria Vitória de Lima, nascida aproximadamente em 1798, se casou e desse matrimônio teve 01 filho que herdou o sobrenome: Salazar.

1.4. Ignacia Rios, nascida aproximadamente em 1801.

1.5. Manoel do Nascimento Lima


2. João Martins Rios, nascido aproximadamente em 1766 e se casou com Ana Francisca de Jesus, ela sendo filha de Inácio Manoel Carneiro e Benta Maria de Jesus da Silva. Desse matrimônio tiveram 11 filhos. São eles:

2.1. Ana Escolástica de Jesus, nascida aproximadamente em 1791, se casou e desse matrimônio teve 07 filhos que herdaram os sobrenomes: Oliveira e Oliveira Maia.

2.2. Antônio Martins Rios, nascido em 1793 em Riachão do Jacuípe/BA, se casou 02 vezes e desses matrimônios teve 12 filhos que herdaram os sobrenomes: Martins Rios, Oliveira Rios, Rios, Santos Rios, Galdino Rios, Carneiro Rios e Silvestre Rios.

2.3. Maria Joaquina Rios, nascida aproximadamente em 1794, se casou.

2.4. João Martins Rios Júnior, nascido aproximadamente em 1798, se casou e desse matrimônio teve 08 filhos que herdaram os sobrenomes: Policarpo Rios, Souza Rios, Fagundes Rios e Rios.

2.5. Manoel Martins Rios, nascido aproximadamente em 1799, se casou e desse matrimônio teve 09 filhos que herdaram os sobrenomes: Oliveira Rios, Rios e Martins Rios.

2.6. Joaquim Martins Rios, nascido aproximadamente em 1799, se casou e desse matrimônio teve 17 filhos que herdaram os sobrenomes: Oliveira, Martins Rios, Rios, Oliveira Rios e Souza Rios.

2.7. Vicente Martins Rios, nascido aproximadamente em 1802, se casou e desse matrimônio teve 14 filhos que herdaram os sobrenomes: Rios, Leão Rios, França Rios e Figueiredo Rios.

2.8. Joanna Maria de Jesus Rios, nascida aproximadamente em 1804, se casou e desse matrimônio teve 04 filhos que herdaram os sobrenomes: Rios e Souza Rios.

2.9. Francisco Martins Rios, nascido aproximadamente em 1806, se casou e desse matrimônio teve 05 filhos que herdaram os sobrenomes: Oliveira Rios e Rios.

2.10. João Martins Rios, nascido aproximadamente em 1817, se casou.

2.11. José Bento Rios, nascido aproximadamente em 1818, se casou.


Com a intenção de ampliar as pesquisas sobre a disseminação de progenitores com sobrenome Rios na região Nordeste do Brasil, seguem mais alguns dados relevantes:

Bahia: José Albano de Souza Rios, nascido em 1847 em Monte Alegre/BA e se casou com Ana Amélia de Souza Rios, ela sendo filha de Joaquim Inácio de Souza e Ana Rita da Encarnação. Desse matrimônio tiveram 06 filhos.

Sergipe: Firmino José de Rios, nascido aproximadamente em 1883 e se casou com Josepha Alves de Jesus, ela sendo filha de João José de Andrade e Maria Lorença de Jesus.

Alagoas: Manoel Antônio Rios, nascido aproximadamente em 1845 e se casou com Carolina Paulina Albuquerque. Desse matrimônio tiveram 03 filhos.

Pernambuco: José Martins do Rio, nascido em 1845 e se casou com Maria Magdalena Schoffler Rio.

Paraíba: Joaquim Carneiro da Costa Riosnascido aproximadamente em 1835 e se casou com Josefa Cordeiro da Costa Rios. Desse matrimônio tiveram 02 filhos.

Rio Grande do Norte: Antônio Martins do Rio, se casou com Firmina Theodora de França. Desse matrimônio tiveram 03 filhos.

Ceará: Maria Isabel da Conceição Rios, nascida aproximadamente em 1866 e se casou com Miguel Archanjo da Rocha, ele sendo filho de Manoel Joaquim da Rocha e Rita Emiliana de Vasconcelos. Desse matrimônio tiveram 13 filhos.

Piauí: Edelmira Rios, nascida aproximadamente em 1887 e se casou com Carlos Sisto Del Villar, ele sendo filho de José Del Villar e Amália Corcoles. Desse matrimônio tiveram 01 filho.

Maranhão: Francisco de Carvalho Rios, nascido aproximadamente em 1866 e se casou com Maria Emília Palhares.



Texto de Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

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