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O marco de pedra é o mais antigo monumento histórico
documentado no estado e teria sido colocado pelos portugueses na costa do Rio
Grande do Norte em 07 de agosto de 1501, tornando-se também o marco mais antigo
da chegada dos portugueses ao Brasil, de acordo com Luís da Câmara Cascudo.
Conhecido como Marco Quinhentista entre os estudiosos, ele foi tombado pelo
registro número 680 em 1962, com a intenção de conservar a memória dos
brasileiros sobre “o primeiro ponto da costa brasileira que os portugueses
delimitaram”.
Composto de mármore, o Marco de Touros atinge 1,2 metros de
altura, 30 centímetros de largura e 20 centímetros de espessura. Na sua face
frontal, há uma cruz e um escudo em relevo.
O monumento apresenta uma fissura que pode ter sido
consertada com argamassa, além de várias marcas de lascas e desgastes. Os
moradores da Praia do Marco, localizado no município de Touros, acreditavam que
essa coluna de pedra possuía poderes milagrosos e utilizavam fragmentos de
mármore para preparar chás considerados curativos. Foi necessário chamar a
polícia para que o pesquisador Oswaldo de Souza pudesse ter acesso ao
monumento, que posteriormente foi substituído por uma imagem de Nossa Senhora
dos Navegantes, a qual foi utilizada para adornar a capela à beira-mar.
Historiadores e especialistas em turismo do Rio Grande do Norte sugerem que
essa praia pode ter sido o local onde a esquadra de Pedro Álvares Cabral chegou
ao novo continente americano.
Enquanto respostas definitivas sobre a chegada dos
portugueses ao Brasil ainda são aguardadas, o Marco de Touros pode oferecer
contribuições valiosas para a historiografia nacional e levantar questões
relevantes sobre a chegada dos portugueses, as navegações, e os primeiros
contatos com os povos nativos da região que hoje conhecemos como Brasil. Esses
e outros tópicos deverão ser explorados nos estudos que serão realizados no
monumento arqueológico a partir deste momento.
O professor Abrahão Sanderson Nunes da Silva, do Departamento
de Arqueologia do Museu Câmara Cascudo, menciona que uma comissão, composta por
representantes da UFRN e do IPHAN, supervisionará todos esses trabalhos. “O
Marco foi transferido através de uma parceria estabelecida com o IPHAN, que é
um dos participantes nesse processo de transferência e estará presente nas
próximas etapas”, declarou o professor.
De acordo com Jorge Cláudio Machado da Silva, superintendente
do IPHAN no RN, o Marco de Touros deverá ficar no museu por um longo período.
Texto de Patrício Holanda
Referência bibliográfica:

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