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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Marco Quinhentista: O mais antigo marco português do Brasil em Touros/RN

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O marco de pedra é o mais antigo monumento histórico documentado no estado e teria sido colocado pelos portugueses na costa do Rio Grande do Norte em 07 de agosto de 1501, tornando-se também o marco mais antigo da chegada dos portugueses ao Brasil, de acordo com Luís da Câmara Cascudo. Conhecido como Marco Quinhentista entre os estudiosos, ele foi tombado pelo registro número 680 em 1962, com a intenção de conservar a memória dos brasileiros sobre “o primeiro ponto da costa brasileira que os portugueses delimitaram”.

Composto de mármore, o Marco de Touros atinge 1,2 metros de altura, 30 centímetros de largura e 20 centímetros de espessura. Na sua face frontal, há uma cruz e um escudo em relevo.

O monumento apresenta uma fissura que pode ter sido consertada com argamassa, além de várias marcas de lascas e desgastes. Os moradores da Praia do Marco, localizado no município de Touros, acreditavam que essa coluna de pedra possuía poderes milagrosos e utilizavam fragmentos de mármore para preparar chás considerados curativos. Foi necessário chamar a polícia para que o pesquisador Oswaldo de Souza pudesse ter acesso ao monumento, que posteriormente foi substituído por uma imagem de Nossa Senhora dos Navegantes, a qual foi utilizada para adornar a capela à beira-mar. Historiadores e especialistas em turismo do Rio Grande do Norte sugerem que essa praia pode ter sido o local onde a esquadra de Pedro Álvares Cabral chegou ao novo continente americano.

Enquanto respostas definitivas sobre a chegada dos portugueses ao Brasil ainda são aguardadas, o Marco de Touros pode oferecer contribuições valiosas para a historiografia nacional e levantar questões relevantes sobre a chegada dos portugueses, as navegações, e os primeiros contatos com os povos nativos da região que hoje conhecemos como Brasil. Esses e outros tópicos deverão ser explorados nos estudos que serão realizados no monumento arqueológico a partir deste momento.

O professor Abrahão Sanderson Nunes da Silva, do Departamento de Arqueologia do Museu Câmara Cascudo, menciona que uma comissão, composta por representantes da UFRN e do IPHAN, supervisionará todos esses trabalhos. “O Marco foi transferido através de uma parceria estabelecida com o IPHAN, que é um dos participantes nesse processo de transferência e estará presente nas próximas etapas”, declarou o professor.

De acordo com Jorge Cláudio Machado da Silva, superintendente do IPHAN no RN, o Marco de Touros deverá ficar no museu por um longo período.




Texto de Patrício Holanda



Referência bibliográfica:

O Marcos de Touros de casa nova. Disponível em: >(O Marcos de Touros de casa nova (Portal UFRN))<. Acesso em 12 de outubro de 2025.


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