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A
linhagem Peixoto possui raízes
na Península Ibérica e é associada à tradição portuguesa. O sobrenome deriva do
termo “Peixoto”, relacionado à palavra “peixe”, cuja origem remonta ao latim piscis.
Em estudos genealógicos, essa designação aparece vinculada a antigas narrativas
familiares que remetem à chamada “Lenda da Truta”, episódio ligado à figura de Gomes Viegas Portocarreiros, que
posteriormente passou a utilizar o sobrenome Peixoto e estabeleceu o solar
familiar em Pardelhas, na região de Penafiel, em Portugal (LIMA, 2016).
Entre os
descendentes que deram continuidade a essa linhagem destaca-se Manuel Peixoto da Silva, conhecido nas
tradições regionais como “Peixotão”. As pesquisas genealógicas indicam que ele
era originário de Portugal e pertenceu a uma extensa família, sendo um dos
numerosos filhos de Gonçalo Peixoto da Silva Macedo de Almeida Carvalhais e
Vale e de Paula Maria Cardoso de Alarcão (MAIA, 2020). Posteriormente, migrou para o território brasileiro e se
estabeleceu no Nordeste, integrando o movimento de ocupação do sertão cearense.
Segundo
estudos sobre as antigas famílias da região, Manuel Peixoto da Silva
instalou-se na área da Ribeira do Jaguaribe,
onde organizou propriedades rurais que se tornariam referências iniciais da
presença dos Peixoto no sertão. Pesquisadores apontam que sua fazenda,
conhecida como Curralinho e Ajuntador, localizava-se nas proximidades do Rio
Jaguaribe e foi considerada um dos núcleos formadores da família naquela região
(COUTO, 1962).
A união
matrimonial entre Manuel Peixoto da Silva e Genoveva da Assunção Fonseca Ferreira, pertencente a uma família
ligada às primeiras ocupações do sertão, contribuiu para a formação de uma
extensa descendência. Os registros genealógicos indicam que os filhos do casal
deram origem a diversos ramos familiares, que se espalharam por diferentes
localidades do interior cearense. Entre esses descendentes estão linhagens que
posteriormente se conectaram a famílias influentes da região (LIMA, 2016).
Documentação
paroquial preservada em arquivos históricos apresenta evidências da presença de
Manuel Peixoto da Silva na Ribeira do Jaguaribe. Um registro eclesiástico
menciona o batismo de uma criança filha de escravizados pertencentes a ele, o
que demonstra sua condição de proprietário rural e membro ativo da sociedade
local. O documento registra que o batismo ocorreu “na Fazenda Curralinho”, sendo
anotado pelo vigário responsável pela paróquia da região (RIBEIRO, 2002).
A
tradição oral e os relatos históricos também preservaram episódios que reforçam
a notoriedade do personagem. Um artigo publicado na revista O Cruzeiro descreve que Manuel Peixoto
da Silva era lembrado pela força física e pelo grande apetite, sendo incluído
entre figuras curiosas da história cearense. O texto o apresenta como um dos
“grandes e honrados comilões” mencionados na narrativa sobre personagens do
Ceará antigo (BARROSO, 1957).
Memórias
familiares registradas em obras genealógicas também narram episódios atribuídos
à sua força extraordinária. Em um dos relatos citados por Juarez Távora, o personagem teria demonstrado
grande vigor físico ao erguer uma pesada viga enquanto indicava caminhos a um
visitante, gesto interpretado como resposta a um desafio de força (TÁVORA, 1973).
A
presença de Manuel Peixoto da Silva na Ribeira do Jaguaribe marcou o início de
uma linhagem que se expandiu ao longo de gerações. Pesquisadores indicam que os
descendentes do casal fundador estabeleceram vínculos matrimoniais com diversas
famílias do sertão cearense, como Barreto, Pinheiro, Diógenes, Uchôa e Alencar,
formando uma ampla rede de parentesco na região (LIMA, 2016).
Assim, a
genealogia dos Peixoto da Ribeira do
Jaguaribe revela a trajetória de uma família que se integrou ao processo
de ocupação do interior do Ceará, deixando registros em documentos históricos,
tradições orais e estudos genealógicos dedicados às antigas famílias do sertão.
Declaração de Originalidade
O presente artigo foi produzido a partir de pesquisa autoral, com base em fontes históricas, documentais e bibliográficas devidamente referenciadas e passou por verificação de similaridade textual com ferramentas profissionais de detecção de plágio. As fontes utilizadas estão devidamente citadas, respeitando direitos autorais e boas práticas editoriais.
Texto de Sérgio Barreto
Referências bibliográficas:
BARROSO, G. Segredos e Revelações da História do Ceará: Gargântuas e Pantagruéis do Ceará Antigo. Domingão Dono da Guaiúba e Peixotão, Dono do Riacho do Sangue – Grandes e Honrados Comilões – Uma Raça de Gigantes. Rio de Janeiro: Revista O Cruzeiro, edição de 16/10/1957.
BOTÃO, P. D. Genealogia das Famílias Távora Diógenes Pinheiro. Fortaleza: OTS Impressão Gráfica, 2005.
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COUTO, F de A. A História do Icó – sua genuína crônica. Fortaleza: Editora A. Batista Fontenele, pg. 56-114, 1962.
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LIMA, F. A. de A. Jaguaribe Mirim – famílias ancestrais e filhos ilustres. Disponível em (Jaguaribe Mirim - Famílias Ancestrais; Filhos Ilustres - Parte 01 (famíliascearenses.com.br). Acesso em 18 de fevereiro de 2026.
LIMA, F. A. de A. SIARÁ GRANDE: uma província portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil: genealogia luso-cearense – quatro volumes. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2016. 2100p.
MAIA, J. N. B. Memorial da Família
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RIBEIRO, F. S. B. O Patriarca da
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RIBEIRO, V. U. Jaguaribe Minha Terra
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TÁVORA, F. Monsenhor Távora. Fortaleza:
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Livraria José Olympio Editora, 1973.
TÁVORA, P. Távora e Cunha na Península Ibérica e na Antiga América Portuguesa. Fortaleza: RIC, pg. 11-96, 1971.

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