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terça-feira, 25 de março de 2025

Família Marinho Falcão: de Portugal para o Nordeste do Brasil

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Até o presente momento do estudo da genealogia da família Marinho Falcão, uma das raízes destacadas no FamilySearch vem do matrimônio entre Vasco Marinho Falcão e Catarina Ribeiro de Macedo, ela sendo filha de Gaspar Ribeiro Macedo e Isabel da Rocha. Desse matrimônio tiveram 05 filhos. São eles:

1 - Jerônimo Marinho Falcão, nasceu aproximadamente em 1553 em Viana do Castelo, Portugal e se casou com Maria Soares, ela sendo filha de Fernão Soares de Moscoso e Mécia de Lira Sottomayor. Desse matrimônio tiveram 08 filhos.

2 - Ambrósio Marinho Falcão, nasceu aproximadamente em 1562 e se casou com Mariana de Barros, ela sendo filha de Bento de Barros e Joana de Morais Salgado. Desse matrimônio tiveram 03 filhos.

3 - Baltasar Marinho Falcão, nasceu aproximadamente em 1564 em Minho, Portugal.

4 - Helena Gomes, nasceu aproximadamente em 1565.

5 - Antônio Marinho Falcão, nasceu aproximadamente em 1566 em Minho, Portugal.

A pesquisa genealógica revela que um dos primeiros descendentes dessa ramificação nascido em Pernambuco, Brasil foi o Capitão Pedro Marinho Falcão, nascido aproximadamente em 1602. Pedro é filho do português Dom Vasco Marinho Falcão e da brasileira Inês Lins de Vasconcelos. Pedro, se casou com Beatriz Gomes de Mello, ela sendo filha de Manuel Gomes de Mello e Adriana Luísa de Almeida Lins. Desse matrimônio tiveram 08 filhos, todos supostamente nascidos em Pernambuco.


De Pernambuco para a Paraíba

E para proporcionar este breve ensaio genealógico da prole Marinho Falcão de Pernambuco para a Paraíba, destacamos estes descendentes. Um descendente por cada geração. São eles:

- Capitão Pedro Marinho Falcão, filho de Dom Vasco Marinho Falcão, nascido supostamente em Pernambuco e se casou com Beatriz Gomes de Mello.

- Sargento-mor João Marinho Falcão, filho do Capitão Pedro Marinho Falcão, nascido supostamente em Pernambuco e se casou com Maria da Rocha Barbosa.

- Brites Maria da Rocha, filha do Sargento-mor João Marinho Falcão, nascida supostamente em Pernambuco e se casou com o Capitão Fernão Rodrigues de Castro.

- João Marinho Falcão, filho da Brites Maria da Rocha, nascido supostamente em Pernambuco e se casou com Maria José da Rocha.

- Capitão-mor João Marinho Falcão, filho de João Marinho Falcão, nascido supostamente em Pernambuco e se casou com Isabel Ritta Caetana da Silveira I.

- Pedro Marinho Falcão, filho do Capitão-mor João Marinho Falcão e se casou com Manuela Florentina de Assis.

- João Marinho Falcão, filho do Pedro Marinho Falcão, nascido na Paraíba e se casou com Aquilina Maria da Conceição.


As origens da família Marinho Falcão

Em aparente estudos genealógicos em Vieira do Minho e Viana do Castelo em Portugal.

Vieira do Minho, é uma área localizada no norte de Portugal, ocupando um espaço de 4.700 km² e incluindo 24 cidades nos distritos de Viana do Castelo e Braga.

Essa região é dividida em Alto Minho, Cávado e Ave, que correspondem aos nomes dos rios que servem de limites entre elas. O Alto Minho abrange uma parte do distrito de Viana do Castelo. Já o Cávado e o Ave, que também são conhecidos como Baixo Minho, pertencem ao distrito de Braga e são divididos em várias cidades. As cidades sob a influência do Cávado incluem Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde. As cidades relacionadas ao Ave são Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela.

O nome da região Minho se origina do Rio Minho. Este rio tem sua fonte na Galiza, na Espanha, e percorre mais de 300 km até desaguar no Oceano Atlântico, situado ao sul de Guarda e ao norte de Caminha. Este rio é significativo, pois até a metade do século XX, ele foi o principal local de pesca da Península Ibérica, sustentando a ocupação de mais de 3 mil pescadores.


A importância da pesquisa genealógica

Para aqueles que têm o sobrenome Marinho Falcão ou desejam explorar mais profundamente a história da família, a pesquisa genealógica é uma etapa crucial. Ferramentas como FamilySearch, Ancestry e MyHeritage podem ser úteis na localização de documentos históricos, como certidões de nascimento, casamento e óbito, além de registros eclesiásticos e cartoriais.

Muitos pesquisadores enfrentam obstáculos ao tentar descobrir registros de ancestrais mais antigos, especialmente os imigrantes portugueses que chegaram ao Brasil entre os séculos XVI e XIX. Portanto, contar com recursos documentais como "Marinho Falcão - de Cau Barata" representa uma grande vantagem para quem busca montar uma árvore genealógica completa.


Dicas para organizar sua pesquisa genealógica

Caso você esteja começando sua busca para conhecer mais sobre a família Marinho Falcão, aqui estão algumas orientações:

1. Colete documentos da família – Converse com familiares mais velhos, busque certidões antigas e consulte arquivos públicos.

2. Aproveite plataformas digitais – Sites como FamilySearch e Ancestry possuem bancos de dados importantes para encontrar antecessores. 

3. Participe de comunidades de genealogia – Grupos no Facebook e fóruns dedicados possibilitam a troca de dados com outros pesquisadores.

4. Organize suas informações – Use softwares de criação de árvores genealógicas para guardar os dados obtidos.

5. Pense em publicar um livro – Compilar a narrativa da família em um texto impresso é uma ótima maneira de conservar esse legado para as próximas gerações.



Texto de Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

Apontamentos para a história da família Marinho. Disponível em: >(https://blogcarlossantos.com.br/apontamentos-para-a-historia-da-familia-marinho/)<. Acesso em 11 de agosto de 2024.

Capitão Pedro Marinho Falcão. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/LKYQ-NF2)<. Acesso em 18 de agosto de 2024.

Capitão-mor João Marinho Falcão. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GSFJ-FXM)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

Brites Maria da Rocha. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/KZZS-JFQ)<. Acesso em 11 de agosto de 2024.

Dom Vasco Marinho Falcão. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/LX3H-1ML)<. Acesso em 18 de agosto de 2024.

Falcão Marinho: origem do sobrenome e genealogia. Disponível em: >(https://pt.geneanet.org/genealogia/falcao-marinho/FALCAO%20MARINHO)<. Acesso em 12 de agosto de 2024.

Família Marinho / Falcão de Brejo da Madre. Disponível em: >(https://newtonthaumaturgo.blogspot.com/2012/06/familia-marinho-falcao-brejo-da-madre.html)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

Jerônimo Marinho Falcão. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GG41-QZY)<. Acesso em 18 de agosto de 2024.

João Marinho Falcão. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/LR1S-F5Y)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

Marinho Falcão: álbum de família. Disponível em: >(https://geneall.net/pt/familia-album/74522/marinho-falcao/)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

Pedro Marinho Falcão. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GWY9-HYV)<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

Sargento-mor João Marinho Falcão. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/LKYQ-6G5)<. Acesso em 12 de agosto de 2024.

Vasco Marinho Falcão. Disponível em: >(Vasco Marinho Falcão (Hemeroteca Digital - BN))<. Acesso em 02 de agosto de 2024.

Vasco Marinho Falcão. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GNJ3-2W3)<. Acesso em 18 de agosto de 2024.

segunda-feira, 24 de março de 2025

Projeto: Histórias que unem famílias

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Você já percebeu que conhecer a história da sua linhagem pode impactar consideravelmente sua vida como adulto? Um estudo feito pela Universidade Emory mostrou que crianças que têm ciência da narrativa familiar costumam se tornar adultos com alta autoestima, maior capacidade de adaptação e sucesso. Essa descoberta destaca a importância de manter viva a tradição de contar histórias familiares e sugere um caminho para explorar como retratos familiares podem ser fundamentais nesse aspecto.

A pesquisa da Universidade Emory, localizada em Atlanta, Geórgia, investigou a influência de histórias familiares compartilhadas no desenvolvimento infantil. Os resultados indicaram que as crianças que conhecem as narrativas de seus antepassados demonstravam um nível elevado de resiliência, autoestima e identidade. A conexão com suas raízes familiares fez com que essas crianças se sentissem parte de algo maior, reforçando seu senso de pertencimento e estabilidade emocional. Essa compreensão sobre suas origens e seu legado ajudou a cultivar um propósito e uma fundação sólida para superar os desafios na vida adulta.

Assim como as histórias contadas, os retratos familiares desempenham um papel crucial na preservação das memórias e na transmissão do legado familiar. Ao olhar uma foto de família, somos rapidamente transportados para um momento específico, revivendo as emoções e vínculos que nos unem. Essas imagens capturam a essência da família, congelando instantes valiosos que se tornam verdadeiros tesouros para as gerações que virão.

A geração atual é a mais fotografada de todas, mas, ao mesmo tempo, é a que menos possui essas imagens em formato físico. Se as famílias não se esforçam para compartilhar essas histórias, o conhecimento sobre nossos antepassados pode ser perdido. As fotografias são uma ferramenta extremamente eficaz para ajudar a recordar as narrativas familiares e transmiti-las aos filhos. Aqueles que têm cerca de 40 anos provavelmente em breve encontrarão uma caixa de sapatos cheia de fotos de família, uma recordação do seu legado familiar. E os seus filhos? Eles terão algum retrato da família? No futuro, conseguirão encontrar um adaptador para conectar seu antigo celular Motorola e visualizar as fotos da família? Que tipo de legado você está se esforçando para deixar para as próximas gerações?

Quando um grupo familiar se reúne para tirar uma foto, não está apenas fazendo uma captura visual. Trata-se de uma expressão de amor, união e celebração dos vínculos entre seus membros. Ao colocar essa imagem em destaque na casa, enfatizamos a importância dos laços familiares e das pessoas que apreciamos. As crianças que crescem vendo seu reflexo em retratos familiares se sentem amadas e valorizadas, o que ajuda a desenvolver uma autoestima positiva e confiança.

Assim como as histórias contadas, as fotografias de família tornam-se um legado compartilhado ao longo do tempo. Elas registram a trajetória familiar e refletem suas transformações ao longo dos anos. Imagine as futuras gerações admirando um antigo retrato de família e sentindo uma conexão com suas raízes, reconhecendo os rostos de seus antepassados e percebendo que fazem parte dessa história. É uma poderosa maneira de passar adiante a narrativa e os valores familiares.

Um estudo da Emory University destaca a importância de conhecermos nosso histórico familiar e os benefícios que isso pode trazer para nossa vida adulta. As fotografias familiares desempenham um papel fundamental na construção de laços emocionais e na preservação de memórias valiosas. Ao combinarmos esses dois elementos, encontramos uma maneira de promover autoestima, segurança emocional e um legado que perdurará para as gerações futuras. Portanto, para continuarmos compartilhando nossas histórias familiares e mantendo-as vivas por meio de retratos, é fundamental criar imagens que tenham um significado especial, de modo a transmitir essa importância para as próximas gerações.


O projeto

O projeto foi criado com o objetivo de deixar registrados memórias sobre hábitos, culturas e personalidades familiares dos falecidos e vivos da família Capuxú.

Neste volume I, entregaremos 15 histórias lúdicas e arrepiantes sobre os aspectos culturais daquela época no século XIX, como também das tradições folclóricas da época.

Com distribuição gratuita no formato PDF para alcançar todos os públicos da família, dos mais antigos para os mais novos. O empenho em manter a memória familiar viva e presente é algo único e enriquecedor. Atualmente, a famíliaCapuxú e ramificações é uma família numerosa e poderosa intelectualmente, deixando suas marcas na história da Serra da Ibiapaba e gerando grande presença literária nos dias atuais. Parabéns para todos que apoiam o estudo genealógico, o encontrão da família, os livros publicados e os autores envolvidos.

 


Texto de Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

As gerações unem-se por meio de histórias pessoais e histórias de vidas. Disponível em: >(https://noticias-pt.aigrejadejesuscristo.org/artigo/geracoes-unem-se-historias-pessoais-e-historias-de-vida)<. Acesso em 21 de julho de 2024.

Conectando gerações: o poder dos retratos de família na construção de autoestima e sucesso. Disponível em: >(https://www.marcelovalente.art.br/post/conectando-geracoes-o-poder-dos-retratos-de-familia-na-construcao-de-autoestima-e-sucesso)<. Acesso em 12 de julho de 2024.

Minha família: histórias que nos unem. Disponível em: >(https://www.churchofjesuschrist.org/topics/family-history/my-family-booklet?lang=por)<. Acesso em 16 de julho de 2024.

terça-feira, 18 de março de 2025

Família Feitosa e Montes dos Inhamuns: A disputa histórica pelas sesmarias no sertão Nordestino

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Os conflitos entre as famílias Feitosa e Monte marcaram o processo de ocupação do interior do Ceará durante o período colonial, sobretudo na região dos Inhamuns. A expansão territorial portuguesa favoreceu a formação de grandes propriedades rurais, entregues por meio de sesmarias a indivíduos influentes. Nessas áreas afastadas, a autoridade oficial era limitada, o que permitiu aos grandes proprietários exercer poder quase absoluto sobre a população local, recorrendo frequentemente à violência para garantir domínio e prestígio (Conflitos territoriais entre famílias e migração interna nos sertões dos Inhamuns, 2024).

A família Feitosa, de origem portuguesa, migrou inicialmente para Pernambuco e Alagoas antes de se estabelecer no Ceará no início do século XVIII. Nos Inhamuns, tornou-se uma das principais criadoras de gado e acumulou extensas propriedades, consolidando forte influência política e militar (Feitosa, dos Inhamuns, 2024; Os Feitosas e o Sertão dos Inhamuns, 2024). Já a família Monte, também ligada à colonização portuguesa, fixou-se anteriormente na região do Icó, onde igualmente obteve terras e prestígio social (As guerras entre famílias: Montes x Feitosas, 2011).

Em um primeiro momento, as duas famílias chegaram a cooperar contra grupos indígenas, mas essa aliança foi desfeita à medida que crescia a disputa por terras. A concessão de sesmarias intensificou a rivalidade, pois a posse legal nem sempre correspondia à ocupação efetiva, gerando contestações frequentes (Os Montes e os Feitosa, 2015). Um episódio emblemático ocorreu quando membros dos Feitosa passaram a explorar terras anteriormente ocupadas por indígenas, o que levou Geraldo do Monte a solicitar a posse oficial. Posteriormente, a concessão foi anulada sob a alegação de abandono, ampliando a tensão entre os grupos (As guerras entre famílias: Montes x Feitosas, 2011).

Entre as décadas de 1720 e 1730, os conflitos armados tornaram-se frequentes, com ataques a propriedades, assassinatos e destruição de plantações. Cada família organizava seus próprios contingentes armados, compostos por vaqueiros, indígenas e mestiços, prolongando a violência por vários anos (Conflitos territoriais entre famílias e migração interna nos sertões dos Inhamuns, 2024). Segundo um dos relatos, tratava-se de uma luta em que “saques, incêndios e mortes tornaram-se comuns nas ribeiras do Jaguaribe e do Salgado” (Guerra entre Montes e Feitosas, 2024).

A participação de autoridades coloniais agravou a situação. O ouvidor José Mendes Machado apoiou os Feitosa, autorizando ofensivas contra os Montes, o que gerou conflitos com outros representantes da Coroa. A intervenção oficial só ocorreu de forma mais efetiva quando foi ordenada a entrega de armas sob ameaça de punições severas (As guerras entre famílias: Montes x Feitosas, 2011). Ainda assim, a repressão foi limitada, e muitos envolvidos escaparam de penalidades significativas.

Essas disputas tiveram consequências duradouras. Os Montes sofreram perdas materiais e humanas consideráveis, enquanto os Feitosa conseguiram manter boa parte de sua influência regional (Família Feitosa é tema principal, 2014). Para alguns estudiosos, esses confrontos familiares ajudaram a moldar a cultura de violência no sertão, sendo apontados como antecedentes de conflitos posteriores. Como observa um estudo sobre o tema, essas lutas demonstram como a ausência de controle estatal favorecia o surgimento de poderes locais autônomos (Algumas origens do cangaço no Cariri, 2023).

De acordo com Barão de Studart, os Feitosa destacaram-se como uma das famílias mais influentes do sertão cearense, exercendo papel relevante na formação social e econômica da região (O Barão de Studart e as famílias Feitosas e Araújos, 1957). Assim, os confrontos entre Feitosa e Monte ilustram como a disputa por terras e poder marcou a ocupação colonial do interior cearense, deixando impactos profundos na organização social dos sertões.


Declaração de Originalidade

O presente artigo foi produzido a partir de pesquisa autoral, com base em fontes históricas, documentais e bibliográficas devidamente referenciadas e passou por verificação de similaridade textual com ferramentas profissionais de detecção de plágio. As fontes utilizadas estão devidamente citadas, respeitando direitos autorais e boas práticas editoriais.



Texto adaptado por Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

Algumas origens do cangaço no cariri. Disponível em: >(https://estoriasehistoria-heitor.blogspot.com/2020/03/algumas-origens-do-cangaco-nocariri.html)<. Acesso em 22 de novembro de 2023.

As guerras entre famílias: Montes x Feitosas. Disponível em: >(http://cearaemfotos.blogspot.com/2011/09/as-guerras-entre-familias-montes-x.html)<. Acesso em 04 de dezembro de 2023.

Conflitos territoriais entre famílias e migração interna nos sertões dos Inhamuns. Disponível em: >(https://revistas.uece.br/index.php/GeoUECE/article/view/7060)<. Acesso em 09 de janeiro de 2024.

Família Feitosa é tema principal. Disponível em: >(https://vicentefreitas.blogspot.com/2013/02/familia-feitosa-e-tema-principal.html)<. Acesso em 11 de fevereiro de 2024.

Feitosa, dos Inhamuns. Disponível em: >(https://www.portalentretextos.com.br/post/feitosa-dos-inhamuns)<. Acesso em 11 de fevereiro de 2024.

Guerra entre Montes e Feitosas. Disponível em: >(https://www.youtube.com/watch?v=Op6OL7j8lUM)<. Acesso em 12 de fevereiro de 2024.

O Barão de Studart e as famílias Feitosas e Araújos. Disponível em: >(https://www.institutodoceara.org.br/revista/Rev-apresentacao/RevPorAno/1957/1957-BaraoStudartFamiliasFeitosaAraujo.pdf)<. Acesso em 19 de janeiro de 2024.

Os Feitosas e o Sertão dos Inhamuns. Disponível em: >(https://dokumen.pub/os-feitosas-e-o-sertao-dos-inhamuns-a-historia-de-uma-familia-e-uma-comunidade-no-nordeste-do-brasil-1700-1930.html)<. Acesso em 12 de fevereiro de 2024.

Os Montes e os Feitosa. Disponível em: >(https://cariricangaco.blogspot.com/2015/01/os-monte-e-os-feitosa-porronaldo.html)<. Acesso em 10 de fevereiro de 2024.

sexta-feira, 14 de março de 2025

Fragmentos da família Fernandes: de Portugal para o Brasil

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O estudo da genealogia é cativante para aqueles que buscam entender suas origens e manter viva a história da família. Entre as várias linhagens que se firmaram no Brasil, a família Fernandes aparentemente se destaca primeiramente na região Sudeste do país. Neste texto, compartilhamos parte da jornada dessa família desde Portugal até o seu estabelecimento no Brasil e outros países na América do Sul.

Segundo estudos genealógicos, as raízes da família Fernandes encontram-se em Portugal e Espanha, onde o sobrenome "Fernandes" sugere uma relação de filiação, significando "filho de Fernando". 


A chegada da família Fernandes ao Brasil 

No século XVII, com a expansão das explorações de Portugal, a coroa portuguesa enviou exilados para o Brasil com a intenção de povoar a sua colônia. 

Assim como outros antigos sobrenomes - Alvares, Eanes, Henriques, entre outros - este nome se disseminou, desde os primórdios da colonização do Brasil, por todo seu extenso território. Existem várias famílias com esse sobrenome no Brasil, com origens que incluem Portugal, Espanha, Argentina, Uruguai, Paraguai, entre outros países.

No Rio de Janeiro, dentre as cerca de 260 famílias que apresentam esse sobrenome nos séculos XVI e XVII, constam os nomes de Antônio Fernandes, carpinteiro [aprox. 1570 - 1643, RJ]; Baltazar Fernandes, tabelião (1567) da Cidade [? - 1569, RJ]; Batista Fernandes, porteiro (1566) da Cidade; Francisco Fernandes, alcaide e carcereiro (1566) da Cidade; Gaspar Fernandes [aprox. 1559 - por volta de 1620]; Lourenço Fernandes, porteiro (1569) da Câmara; Mateus Fernandes [aprox. 1557 - por volta de 1621]; e Salvador Fernandes [aprox. 1557 - por volta de 1618]. 

Ainda na cidade do Rio de Janeiro, a família Fernandes é registrada no município de Vassouras, composta por bem-sucedidos proprietários de plantações de café. Sua origem remonta ao Tenente-coronel José Antônio Fernandes [aprox. 1799, Portugal -], filho de Paulo de Carvalho, oriundo do Rio dos Moinhos, no bispado de Viseu, e de Maria Tereza de Carvalho.

Ele chegou ao Brasil em 1808, durante a chegada da Família Real Portuguesa. Foi para a Província Cisplatina, onde viveu por um longo período, antes de se mudar, inicialmente, para São João del Rei, em Minas Gerais. Teve uma grande descendência de seu casamento, realizado em 25 de maio de 1821, no Rio de Janeiro, com Maria José Bernardina da Conceição, ela sendo filha de José Bernardino de Araújo e Vasconcelos, bem como de Joaquina Rita Pereira, naturais de Lisboa, Portugal.


Alguns Fernandes do Rio Grande do Norte

A família Fernandes, originária do Rio Grande do Norte, é uma das que conseguiram provar sua linhagem sefardita. Seus antepassados são da área do Douro, localizada ao norte de Portugal, e os primeiros integrantes chegaram ao Brasil no início do século XVIII.

Os três primeiros a chegar, por meio de um navio, eram dois irmãos e um primo, sendo um deles conhecido como Antônio José Fernandes, que recebeu o apelido de “Pimenta” devido à sua pele avermelhada. Assim surgiu o nome “Fernandes Pimenta”, que se estabeleceu no Rio Grande do Norte e em partes da Paraíba.


Alguns Fernandes da Paraíba

Com o objetivo de enriquecer este artigo sobre progenitores da família Fernandes, trouxemos parte destes ancestrais do clã supostamente nascidos na Paraíba. São eles:
1. João Fernandes Freire, nascido aproximadamente em 1755 e se casou com Maria Isabel. Desse matrimônio tiveram 01 filho. É ele:
1.1. Damásio Fernandes Freire, nascido em 1786 em Brejo de Areia/PB e se casou com Maria Joaquina de Jesus. Desse matrimônio tiveram 16 filhos.

Dicas para organizar sua pesquisa

Montar uma árvore genealógica pode ser desafiador, especialmente quando surgem lacunas nos registros. Aqui estão algumas sugestões para tornar o processo mais fácil:

1. Comece pelo presente: Colete informações de parentes mais velhos e de documentos familiares.

2. Digitalize e organize documentos: Utilize pastas digitais ou serviços em nuvem para armazenar todas as informações de maneira segura. 

3. Examine variações do sobrenome: No passado, a forma como os nomes eram escritos variava bastante, o que pode tornar as buscas mais complicadas.  

4. Participe de comunidades virtuais: Compartilhar experiências com outros estudiosos pode fornecer novos dados e métodos para sua pesquisa.  

5. Avalie testes de DNA: Companhias como 23andMe e MyHeritage disponibilizam exames genéticos que podem auxiliar na confirmação de laços familiares.  


Mantendo a história familiar

Depois de reunir as informações, é importante pensar em maneiras de preservar esse legado. Algumas sugestões são:  

- Criar um livro da família, documentando as narrativas encontradas.  

- Montar um site ou blog para divulgar informações e se conectar com parentes distantes.  

- Organizar reuniões familiares para fortalecer os laços entre diferentes gerações e compartilhar descobertas.  



Texto de Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

As nobrezas secundogénitas no Império Ultramarino Português. Um estudo de caso (sécs. XVI e XVII)Disponível em: >(file:///C:/Users/Eugenio%20Pacelly/Downloads/Dialnet-AsNobrezasSecundogenitasNoImperioUltramarinoPortug-3858799.pdf)<. Acesso em 29 de agosto de 2024.

Capitão Antônio Fernandes PimentaDisponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/L4Q4-TNH)<. Acesso em 08 de setembro de 2024.

Cisplatina - História Luso-brasileiraDisponível em: >(http://www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/glossario/index.php/verbetes-de-a-a-z/14-verbetes-iniciados-em-c/719-cisplatina)<. Acesso em 10 de setembro de 2024.

Damásio Fernandes Freire. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/LJJS-TD6)<. Acesso em 09 de setembro de 2024.

Família Fernandes: uma história de geraçõesDisponível em: >(https://argumentandum.blogspot.com/p/fernandes-quem-foram-onde-surgiram.html)<. Acesso em 10 de setembro de 2024.

Fernandes: história e origem do sobrenomeDisponível em: >(https://mastercidadania.com.br/fernandes-historia-e-origem-do-sobrenome/)<. Acesso em 03 de setembro de 2024.

Fernandes - GenealogiaDisponível em: >(Fernandes - Genealogia)<. Acesso em 03 de setembro de 2024.

João Fernandes Freire. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/LYWP-T57)<. Acesso em 09 de setembro de 2024.

Maria Isabel. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/LYWP-6G2)<. Acesso em 19 de setembro de 2024.

Maria Joaquina de Jesus. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/LJJS-TN2)<. Acesso em 09 de setembro de 2024.

Origem da família Fernandes. Disponível em: >(https://professoraluu.blogspot.com/2011/08/origem-da-familia-fernandes.html)<. Acesso em 19 de agosto de 2024.

Os Fernandes nascidos no DouroDisponível em: >(https://martinscastro.pt/blogs/os-fernandes-nascidos-no-douro/)<. Acesso em 08 de setembro de 2024.

Tenente-Coronel José Antônio FernandesDisponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GJZR-VSN)<. Acesso em 08 de setembro de 2024.

sexta-feira, 7 de março de 2025

Entrevista com o escritor Eugênio Pacelly Alves

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Hoje temos a satisfação de conversar com o escritor e pesquisador genealógico cearense Eugênio Pacelly Alves do Nascimento aqui no Blog GuardaChuva Educação.

Com 37 anos, Eugênio Pacelly é oriundo de Fortaleza, Ceará, Brasil, ele é pai da pet Mashmello e começou a pesquisar a genealogia da família em 2018 a convite do seu primo de 3°. grau Edson Carlos Freitas Alves.

Essa experiência o levou a se familiarizar com a realidade da pesquisa genealógica paterna e a perceber que era necessário ir além das entrevistas a parentes. 

Pouco mais de 02 anos, Eugênio Pacelly criou o Blog GuardaChuva Educação, onde realiza de 02 a 03 publicações semanais sobre as famílias nordestinas do Brasil. Nesta entrevista, ele compartilha mais informações sobre seu trabalho no Blog e sobre a colaboração genealógica para outros ramos familiares.

Boa leitura!


Poderia falar um pouco mais sobre o seu trabalho com o site, sobre os seus objetivos e futuros projetos?

Desenvolvi o Blog como um recurso para mim e para outros que, assim como eu, estão em busca de suas raízes familiares nos arquivos paroquiais disponíveis na internet. Quando iniciei esse projeto, tive como inspiração o Blog Estórias&Histórias desenvolvido pelo Heitor Feitosa Macêdo, que, no entanto, deixou de realizar postagens há quase quatro anos. Para não precisar acessar repetidamente as páginas dos vários arquivos à procura de informações novas no meu ramo familiar Feitosa dos Inhamuns, me atentei a um recurso manual no FamilySearch que me notifica sobre todas as alterações que aparecem nos perfis em que selecionei o monitoramento, o qual ainda está em funcionamento no site. Atualmente, o Blog GuardaChuva Educação abrange somente as famílias nordestinas do Brasil, onde está subdividido em 03 temas sobre genealogia, história e outros assuntos correlacionados. Para o futuro, planejo implementar duas novas funcionalidades: 1) a transcrição de documentos indexados e 2) informações sobre a origem de cada freguesia com um link para a freguesia anterior. Além disso, o Blog também receberá melhorias visuais e contará com uma versão para surdos.


Como o Blog GuardaChuva Educação pode ajudar os leitores que têm família na região Nordeste do Brasil?

O Blog GuardaChuva Educação torna mais simples para todos, especialmente para os brasileiros, o acesso às informações sobre como estão estruturadas as postagens de acordo com o tema. Para verificar a existência e a localização sobre alguma família desejada, é necessário apenas digitar o sobrenome da família no campo pesquisar no Blog. Assim, em pouco tempo, você pode acessar todas as publicações referentes ao que está pesquisando e o melhor, todos os posts possuem referências bibliográficas, permitindo aos leitores ampliarem ainda mais o campo das suas pesquisas. 

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Como começou o seu interesse particular pela genealogia?

O meu interesse pela genealogia começou após o falecimento dos meus avós paternos, em 2009 e 2011 respectivamente. Me lembro que sempre perguntava ao meu pai, os nomes e apelidos dos meus ancestrais, mas era uma misturada tão grande de parentes casados entre si que logo dava um nó na minha mente e embaralhava todo o raciocínio. Mas, foi somente em 2018 após ter conhecido um primo de 2° grau com nome de Carlos Nascimento Alves que estava a passeio em Fortaleza/CE foi que a oportunidade me foi lançada. Passados dois meses que o primo Carlão havia retornado para Brasília/DF, foi quando o filho dele de nome Edson Carlos Freitas Alves lançou o convite para estudarmos a genealogia da família Saturnino de Nova Russas/CE. Dessa maneira, aceitei prontamente. Assim começou, Aluísio em Nova Russas/CE, Edson em Brasília/DF e eu em Fortaleza/CE com entrevistas a parentes.


Conte-nos um pouco mais sobre estes estudos genealógicos

Então, não achava bacana conhecer a parentela e rever outros em funerais. Num ambiente de tristeza onde não cabe brincadeiras e gargalhadas. Assim estava sendo na família por muitos anos.

Quando ainda pequeno e depois já adolescente, via com admiração a felicidade dos meus avós quando viajavam para Ipueiras/CE, Nova Russas/CE, Brasília/DF, Cuiabá/MT, Campo Grande/MS e Rio de Janeiro/RJ, para reencontrar e conhecer novos parentes.

Meus avós paternos, principalmente meu avô Chaga Marizô como era conhecido foi e é uma grande inspiração para união da família em momentos de alegria.

Desde o início do estudo genealógico da família Saturnino, descobrimos que éramos descendentes também da grande prole apelidada como família Capuxú da Serra dos Côcos, são aqueles ascendentes com sobrenome Chaves e Carvalho.

Com o estudo da família Saturnino concluído quase todo, a convite desafiador do meu primo Edson Carlos, partimos para esta nova saga familiar, estudar a genealogia da família Capuxú, com a finalidade de respondermos os contextos: quem são, de onde eram e onde estou inserido nessa família.

Caramba! Quando pensamos que estamos próximos de concluir, surgem novos parentes e inicia novo quebra-cabeça familiar. A família Capuxú é ou foi a maior família que povoou a fazenda Ipueiras, Diamante até o Curtume. Hoje em dia, quando visito Nova Russas e Ipueiras, ainda encontro grande descendência dessa ramificação.

Assim, pelo lado paterno, sou descendente da prole Capuxú da Serra dos Côcos, como também dos poderosos Feitosa do Sertão dos Inhamuns.

Já no ano de 2019, iniciei uma pesquisa genealógica tímida pelo meu lado materno. São aqueles ascendentes com sobrenome Rêgo Leite, Souza Rêgo, Pontes, Francelino, Nascimento, Queiroz, Pereira, Paiva, Pinheiro e Silva que residiram entre Touros/RN e Encanto/RN.


Você mencionou que trabalha em parceria com outros parentes que se tornaram pesquisadores genealógicos, correto? Quem são, onde moram e qual é o tamanho das suas árvores genealógicas paternas e maternas e quem é o antepassado mais remoto já encontrado?

Sim. Atualmente somos 03 comigo. São eles:

Edson Carlos Freitas Alves, residente em Brasília/DF e escritor dos exemplares “Maria Acauã (2020)” e “Cesário Patrício (2023)”.

Kelvin Ferreira de Carvalho, residente em Balneário do Camboriú/SC.

Eugênio Pacelly Alves, residente em Fortaleza/CE e escritor dos exemplares “Maria Acauã (2020)”, “Quem foi seu Jorge (2020)”, “A pintura da gratidão (2020)”, “Gritos malassombrados (2021)”, “Cesário Patrício (2023)” e “Família Francelino Queiroz (2023)”.

De forma indireta, somos beneficiados com recorrência por outros pesquisadores no FamilySearch, são eles: André Azevedo, Creomildo Carvalhedo, Joelson Franco, Edneudo Camelo, Elaine Machado, Everton Queiroz, Gerdilan Carvalho, João Pedro Morais, Jucelio Calaça, Leênio, Maciel Silva, Marcos Augusto, Margareth Almeida, Marivaldo Dantas, Miriam Souza, Miriam Rocha, Roberto Carneiro, Solange Soares e Wenerson Fernandes.

Minha árvore genealógica paterna no FamilySearch deve ter em torno de 10.000 perfis cadastrados e outros 50.000 a serem cadastrados. Já minha árvore genealógica materna no FamilySearch, devo ter em torno de 300 perfis cadastrados e outros 200 a serem cadastrados.

Até o presente momento dos estudos genealógicos paternos, estou parado nos ancestrais:

Estevão Alves Galvão, falecido em 1884 e foi casado com Isabel Maria Gonçalves.

Vicente José do Nascimento, nascido aproximadamente em 1810 em Ipueiras/CE e foi casado com Alexandrina Maria da Conceição.

Francisco Pedro de Araújo, nascido em 1824 e falecido em 1898 em Ipueiras/CE, foi casado com Martiniana Maria da Conceição.

João José do Nascimento, casado com Josefa Maria de Barros.

Francisco Gonçalves de Carvalho, casado com Thereza Maria da Conceição.

 

Pelo lado materno:

Marcellino Gonçalves do Nascimento, casado com Antônia Maria da Conceição.

José Pereira de Paiva, nascido em 1860, foi casado com Martinha Carmina do Amor Divino.

João Pinheiro da Silva, casado com Gonçalla Maria.

Manoel Francelino do Nascimento, nascido em 1862, foi casado com Ana Maria da Conceição.

Carolina Elcina de Queiroz, nascida aproximadamente em 1844 e foi casada com Delfino Horácio do Rêgo.

 

 Teve algum mistério que conseguiu desvendar através da genealogia?

Parece que ninguém se dedica a isso para resolver enigmas. Se alguém o faz, acabará se dando mal, porque a genealogia gera ainda mais perguntas sem respostas. Por exemplo, o que aconteceu com os registros paroquiais de Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte durante alguns anos do século XIX? Esses fatos estão ligados aos anos de nascimento, matrimônios e óbitos de meus antepassados maternos, e por isso não consigo descobrir os nomes dos seus pais e avós.


Que conselhos você daria para aqueles que estão começando agora a pesquisar as suas famílias?

Meus conselhos são os seguintes:

1. Utilize um programa de genealogia – seja em seu computador (como o FamilySearch) ou crie sua árvore genealógica online (como no MyHeritage). A princípio, pode parecer que você consegue fazer tudo em um software de escritório, mas logo surgirão dificuldades para gerenciar as ligações entre as pessoas, algo que apenas um bom software de genealogia pode facilitar.

2. Registre tudo – para cada informação que você inserir, busque manter uma cópia em arquivo, inclusive dos registros paroquiais. Isso pode parecer desnecessário, mas em duas décadas, você poderá olhar para esses dados e gastar tempo tentando lembrar onde encontrou aquela informação específica.

3. Comece por si mesmo – é muito simples iniciar com seu nome, o de seus pais e prosseguir a partir daí; na verdade, é o único jeito de aplicar os conselhos mencionados. Solicite a sua certidão de nascimento e a dos seus pais, onde constarão os nomes dos seus avós e seus locais de nascimento, e então solicite as certidões dos seus avós, que trarão os nomes dos seus bisavós, e assim sucessivamente. Para registros de 1960 ou anteriores, você deverá usar livros online, microfilmes ou pedir cópias aos arquivos. Saber transcrever registros antigos é um diferencial.

4. Inclua o restante da família – talvez você pense que os outros acharão essa busca chata, mas todos ficarão curiosos sobre suas descobertas, e alguns até desejarão colaborar. Entre agora e o início dos registros em 1563 existem 462 anos, o que equivale a 18 gerações, ou seja, milhares de antepassados. Você realmente acredita que conseguirá encontrar todos eles sozinho?


E para alguém que já anda pesquisando há algum tempo mas que parece ter chegado a um beco sem saída?

Não há registros anteriores, seja porque o ano de 1563 foi atingido ou em razão de um incêndio na Igreja. Pode-se também deparar com um ‘exposto’ – um ente que foi deixado na roda dos expostos e cujo pai ou mãe é desconhecido. Existem situações em que os indivíduos acabam sendo reconhecidos pelos seus genitores. Nesses casos, o nome do(s) pai(s) anônimos é mencionado nos registros de casamento ou nascimento dos filhos ou netos. Existem disponíveis online alguns “livros de reconhecimentos”. Em gerações mais novas, é viável utilizar testes de DNA (como os disponíveis na MyHeritage) para evidenciar laços familiares entre uma pessoa e seus ancestrais desconhecidos com um descendente que tenha sido reconhecido. Com o crescimento das bases de dados de DNA para fins genealógicos e o avanço nas técnicas de comparação, métodos mais sofisticados poderão ser utilizados para superar esses impasses.

Contudo, o melhor conselho que posso oferecer é o mesmo que no filme Campo de Sonhos: "Se você construir, eles virão". Nesse contexto, ao disponibilizar sua árvore genealógica online (no FamilySearch e MyHeritage), há a possibilidade de que, um dia, você descubra que alguém possui a resposta para esse enigma e receberá essa informação quando menos esperar.


Muito obrigada Eugênio pela entrevista! Deixamos aqui os links dos exemplares escritos por ele para todos aqueles que descenderem da família Capuxú do Ceará, como também da família Francelino Queiroz de Taboleiro Grande e Pau dos Ferros no Rio Grande do Norte.

- Maria Acauã (2020)

- Família Francelino Queiroz (2023)



Entrevista feita por Tatiana Messias Diogo