Oferecimento da empresa Trufado Sorveteria
A origem dos Linhares estabelecidos no Vale do Acaraú, no Ceará, está
associada a dois imigrantes provenientes do norte de Portugal: Dionísio Alves e
seu genro Domingos da Cunha. Ambos eram naturais da região do Alto Minho, área
atravessada pelo rio Coura, afluente do Minho, em território próximo à
fronteira com a Galícia. As localidades de procedência situam-se no atual
município de Paredes de Coura, especificamente nas antigas freguesias de
Cossourado e Santa Marinha de Linhares, comunidades vizinhas e historicamente
interligadas.
Ao se transferirem para a América portuguesa, os dois passaram a
utilizar o topônimo “Linhares” como complemento nominal, prática comum entre
emigrantes que desejavam preservar a memória da terra natal. Importa destacar
que o acréscimo do sobrenome não indicava parentesco prévio entre eles, mas sim
referência geográfica. Essa informação é reiterada em estudos genealógicos
regionais, que ressaltam a adoção do nome como marcador de identidade
territorial (Genealogia sobralense, s.d.).
Já em solo brasileiro, a família fixou-se inicialmente nas imediações de
Natal, no Rio Grande do Norte, em área rural conhecida como Rodrigo Moleiro.
Posteriormente, seus descendentes expandiram-se para a Ribeira do Acaraú, onde
consolidaram alianças matrimoniais que deram origem a dois ramos principais:
Alves Linhares e Cunha Linhares. A forte incidência de casamentos entre
descendentes desses troncos familiares contribuiu para a formação de um núcleo
amplamente interligado, fenômeno examinado por pesquisadores que estudam
estruturas familiares endogâmicas no Ceará (Famílias Endogâmicas do Vale do
Acaraú, 1972).
Dionísio Alves Linhares contraiu matrimônio com Rufina Gomes de Sá,
filha de família estabelecida na capitania potiguar. Registros genealógicos
digitais confirmam essa união e identificam a descendência que dela se originou
(Dionísio Álvares Linhares, 2021; Rufina Gomes de
Sá, 2021). Entre os filhos do casal destacam-se
Dionísia Alves Linhares e Antônio Alves Linhares, considerados os ancestrais
diretos dos Linhares que se radicaram no Ceará.
Dionísia uniu-se a Domingos da Cunha Linhares, consolidando a
convergência dos dois troncos familiares. Conforme documentação disponível em
bases genealógicas, Domingos também é identificado como figura de relevo local,
tendo exercido funções de comando administrativo (Capitão-mor Domingos da Cunha
Linhares, 2021). A descendência desse casal
tornou-se numerosa, espalhando-se pelo Vale do Acaraú e influenciando a
formação social da região (Dionísia Alves Linhares, 2021).
Fontes históricas mencionam ainda que Dionísio Alves ocupou posição de
destaque na sociedade colonial, sendo referido como homem de posses e vinculado
a honrarias de caráter militar e religioso. Tais informações aparecem em
compilações documentais citadas por pesquisadores regionais, que o descrevem
como integrante de elite local, conforme registro transcrito em estudos
posteriores (Genealogia sobralense, s.d.).
Dessa forma, a trajetória dos Linhares no Ceará pode ser compreendida como resultado de um movimento migratório específico, seguido de estratégias matrimoniais que fortaleceram laços internos e consolidaram identidade comum. A adoção do sobrenome alusivo à freguesia portuguesa de origem simboliza não apenas memória territorial, mas também um elemento estruturante da genealogia regional, cuja influência permanece perceptível nas gerações subsequentes.
Ancestralidade e descendentes de Dionísio Álvares Linhares
Pais: portugueses Domingos Alves e Margarida Alves
Filhos: Dionísia Álvares Linhares (1721), Antônio Álvares Linhares (1723), Padre Dionísio da Cunha e Araújo e Augusto Linhares da Cunha
Netos: Padre Manoel da Cunha Linhares (1737), Antônio Gonçalves da Cunha Linhares (1738), Juliana Maria da Cunha Araújo (1739), Padre Domingos da Cunha Linhares (1740), Suzana Maria de Araújo (1743), Maria Soledade da Cunha Linhares (1746), Maria Gomes de Araújo (1751), Josefa Maria de Jesus Linhares (1752), Capitão Inácio Gonçalves da Cunha Linhares (1755), Manoel Francisco de Miranda Henriques (1756), Ana Maria da Trindade Linhares (1762), José Álvares Linhares (1752), Diogo Alves Linhares (1760), Inês Madeira de Vasconcellos Linhares (1763), Francisco Antônio Linhares (1765) e Antônia Maria do Espírito Santos Linhares (1769).
Ancestralidade e descendentes do Capitão-mor Domingos da Cunha Linhares
Pais: espanhol Jacinto Gonzales Meduina e a portuguesa Susana da Cunha e Araújo
Filhos: Padre Manoel da Cunha Linhares (1737), Antônio Gonçalves da Cunha Linhares (1738), Juliana Maria da Cunha Araújo (1739), Padre Domingos da Cunha Linhares (1740), Suzana Maria de Araújo (1743), Maria Soledade da Cunha Linhares (1746), Maria Gomes de Araújo (1751), Josefa Maria de Jesus Linhares (1752), Capitão Inácio Gonçalves da Cunha Linhares (1755), Manoel Francisco de Miranda Henriques (1756) e Ana Maria da Trindade Linhares (1762)
Netos: Miguel Lourenço Gomes (1760), Manuel Lourenço Gomes (1762), Joaquim dos Reis Gomes (1764), Domingos da Cunha Linhares (1765), Rita Tereza da Cunha (1768), Alferes Antônio Rodrigues Lima (1764), Ana Maria da Soledade (1767), Teresa Maria da Soledade (1770), João Rodrigues Lima (1772), Bárbara Maria da Soledade, Pedro Rodrigues Lima (1776), Alexandre (1777), Rita Maria da Soledade (1779), José Rodrigues Lima (1782), Simoa Maria da Soledade (1784), Francisco, Tereza, Antônio Diniz da Penha (1789), José, Manoel, José Gomes da Frota (1772), Caetana Gomes da Frota (1773), Manuel Vitoriano da Frota (1775), Joana Gomes da Frota (1776), Antônia Gomes da Frota (1778), Francisco Gomes da Frota (1779), Antônio Gomes da Frota, Inácio Gomes da Frota, Maria da Conceição Gomes da Frota (1781), Francisca Maria da Conceição Gomes (1783), Francisco Gonçalves Linhares (1811), Maria José de Andrade (1775) e Isabel de Andrade (1777).
Aviso importante
Os dados da árvore genealógica apresentados neste artigo foram extraídos do FamilySearch na data da publicação. Por isso, eventuais alterações feitas depois nos perfis das pessoas citadas na plataforma não aparecerão automaticamente aqui. Este conteúdo registra o estado da pesquisa naquele momento e serve como referência da versão consultada pelos leitores.
Declaração de Originalidade
O presente artigo foi produzido a partir de pesquisa autoral, com base em fontes históricas, documentais e bibliográficas devidamente referenciadas e passou por verificação de similaridade textual com ferramentas profissionais de detecção de plágio. As fontes utilizadas estão devidamente citadas, respeitando direitos autorais e boas práticas editoriais.
Texto de Eugênio Pacelly Alves
Referências bibliográficas:
Genealogia sobralense. Disponível em: >(https://www.genealogiasobralense.com.br/linhares.php)<. Acesso em 28 de outubro de 2024.
Famílias endogâmicas do Vale do Acaraú. Disponível em: >(Famílias Endogâmicas do Vale do Acaraú (Instituto do Ceará))<. Acesso em 28 de outubro de 2024.
Dionísio Álvares Linhares. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/K2MF-N75)<. Acesso em 28 de outubro de 2024.
Rufina Gomes de Sá. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/K2MF-NZM)<. Acesso em 28 de outubro de 2024.
Capitão-mor Domingos da Cunha Linhares. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/KL77-4BH)<. Acesso em 01 de novembro de 2024.
Dionísia Alves Linhares. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/KL77-H5N)<. Acesso em 01 de novembro de 2024.


😊
ResponderExcluir