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A história do chamado Castelo de
Zé dos Montes está ligada à trajetória singular de José Antônio Barreto,
personagem popular do interior potiguar cuja vida foi marcada por uma
experiência espiritual na infância. Conforme relatos difundidos por fontes
locais, ainda menino ele teria presenciado uma manifestação mística que,
segundo familiares, inspirou a ideia de erguer uma construção monumental que
carregaria por toda a vida (Prefeitura Municipal de Sítio Novo, 2024).
A materialização desse projeto
ocorreu apenas na maturidade, quando Barreto decidiu iniciar a obra após
encerrar sua carreira militar. Sem formação técnica e sem utilizar plantas
formais, ele deu início à construção guiado apenas por memórias das visões que
afirmava ter tido ao longo do tempo. A escolha do local recaiu sobre uma
elevação próxima à Serra de Tapuia, entre áreas rurais que pertencem aos
municípios de Sítio Novo e Tangará (Prefeitura de Tangará, 2024).
Conhecido como Zé dos Montes, o
construtor ergueu o castelo de maneira artesanal, ampliando gradualmente a
estrutura. A obra se tornou conhecida pela dimensão incomum, com dezenas de
ambientes interligados e aparência que foge aos padrões arquitetônicos
tradicionais. A ausência de planejamento técnico e o caráter intuitivo da
edificação contribuíram para a aura de mistério e fascínio que envolve o
monumento (Castelo Zé dos Montes, 2024).
Com o passar do tempo, a
construção começou a despertar a curiosidade de visitantes. Embora o
idealizador não tivesse inicialmente a intenção de transformá-la em ponto
turístico, o fluxo espontâneo de pessoas acabou convertendo o local em atração
regional. A repercussão foi ampliada por reportagens e relatos familiares, que
destacam a persistência do construtor e sua dedicação integral ao projeto
(Morre Zé dos Montes…, 2024).
Após o falecimento do
idealizador, a continuidade da obra passou a ser atribuída a familiares,
especialmente a um de seus filhos, que assumiu a missão de preservar o legado
paterno. Segundo depoimentos divulgados em redes sociais e registros
institucionais, o objetivo atual é manter viva a memória do criador e conservar
o castelo como símbolo cultural da região (Castelo Zé dos Montes, 2024).
A relevância do monumento foi
reconhecida oficialmente em âmbito municipal, sendo citado como patrimônio
arquitetônico singular. Esse reconhecimento reforça sua importância não apenas
como curiosidade turística, mas como expressão de identidade local e exemplo de
construção marcada pela fé, pela persistência individual e pela criatividade
popular (Agora é lei…, 2024).
Situado em área montanhosa a
certa distância da capital potiguar, o castelo se consolidou como ponto de
visitação e narrativa viva da cultura regional. Assim, a trajetória de José
Antônio Barreto ilustra como experiências pessoais podem influenciar a paisagem
cultural, transformando uma obra individual em patrimônio coletivo (Prefeitura
Municipal de Sítio Novo, 2024).
Sítio Novo:
As propriedades da Fazenda Grossos, que pertenciam ao Capitão Amaro de Barros Lima em 1787, englobavam a serra de Grossos e estavam localizadas à beira do riacho São Pedro, que é um afluente do rio Potengi. Nestas terras, surgiu uma comunidade majoritariamente composta por agricultores, liderados pelo notável incentivador e fundador da vila de Grossos, o senhor Francisco Ferreira Lima, carinhosamente chamado de "Seu Chicó". Com o apoio de Seu Chicó, o nome do povoado foi alterado para Sítio Novo. Em 1913, foi erguida uma capela em reverência a São Francisco de Assis.
Sítio Novo ganhou o status de município por meio da
lei estadual nº 2339, promulgada em 31 de dezembro de 1958, com sua área sendo
desmembrada do município de São Tomé e sendo assim elevado à categoria de município
no estado do Rio Grande do Norte.
Tangará:
No final do século XIX, na área denominada Riacho,
às margens de um afluente do rio Trairi, apareceram os primeiros vestígios de
desenvolvimento impulsionados pela pecuária e pelo cultivo do algodão. A edificação
do Açude Trairi, em uma época em que Tangará era uma vila sob a jurisdição do
município de Santa Cruz, também ajudou na evolução da região.
Em 26 de novembro de 1953, pela Lei nº 931, Tangará
foi promovida à condição de distrito. Depois, em 31 de dezembro de 1958,
através da Lei nº 2.336, o distrito foi desmembrado de Santa Cruz e elevado à
condição de município, com a formação do primeiro governo municipal acontecendo
em 28 de janeiro de 1959.
Declaração de Originalidade
O presente artigo foi produzido a partir de pesquisa autoral, com base em fontes históricas, documentais e bibliográficas devidamente referenciadas e passou por verificação de similaridade textual com ferramentas profissionais de detecção de plágio. As fontes utilizadas estão devidamente citadas, respeitando direitos autorais e boas práticas editoriais.
Texto adaptado por Eugênio Pacelly Alves
Referências bibliográficas:
Agora é lei: patrimônio monumental arquitetônico denominado Castelo de Zé dos Montes. Disponível em: >(https://www.sitionovo.rn.leg.br/institucional/noticias/agora-e-lei-patrimonio-monumental-arquitetonico-denominado-castelo-de-ze-dos-montes)<. Acesso em 25 de outubro de 2024.
Castelo Zé dos Montes . Disponível em: >(https://www.instagram.com/castelozedosmontes.oficial/)<. Acesso em 25 de outubro de 2024.
Morre Zé dos Montes. Aposentado que construiu Castelo por 36 anos em Sítio Novo no agreste do RN. Disponível em: >(https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2020/07/07/morre-ze-dos-montes-aposentado-que-construiu-castelo-por-36-anos-em-sitio-novo-no-agreste-do-rn.ghtml)<. Acesso em 26 de outubro de 2024.
Prefeitura Municipal de Sítio Novo. Disponível em: >(https://sitionovo.rn.gov.br/omunicipio.php)<. Acesso em 08 de setembro de 2024.
Prefeitura de Tangará. Disponível em: >(https://tangara.rn.gov.br/index.php/o-municipio)<. Acesso em 09 de setembro de 2024.

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