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A grafia moderna Fontenele identifica uma família de raízes europeias estabelecida no Brasil, especialmente no Ceará, cuja origem remonta a Jean Fontainelles, considerado o tronco inicial do grupo. Segundo relatos genealógicos, ele seria descendente de uma linhagem francesa oriunda da cidade de Millau, onde teria recebido formação básica antes de ingressar na vida militar e, posteriormente, dedicar-se à engenharia de minas (Origem dos Fontenele, 2024).
ATUALIZAÇÃO (Atualização feita no dia 29 de setembro de 2025 às 07:00h): Na primeira versão desta pauta, o blog GuardaChuva Educação publicou que Jean Fontainelles veio da cidade de Melun, na França. A informação foi atualizada no texto ainda na manhã deste dia (29) após contato por via whatsapp de um pesquisador genealógico autônomo com envio da fonte bibliográfica que respaldou a informação.
Fontainelles teria migrado para Portugal após sua trajetória inicial e integrado círculos técnicos ligados à exploração mineral. Nesse contexto, integrou expedições enviadas ao Brasil, impulsionadas por rumores sobre possíveis jazidas metálicas nas serras do norte cearense. Notícias de depósitos superficiais de prata e ouro despertaram grande interesse da Coroa e estimularam a vinda de técnicos e aventureiros interessados em riquezas minerais (Os Fontenele: A marcha do tempo, 2024).
Ao chegar ao Ceará, a missão
enfrentou obstáculos administrativos e conflitos de interesse. Denúncias
internas e disputas políticas acabaram comprometendo a continuidade das pesquisas.
Parte da documentação sugere que relatórios oficiais teriam minimizado a
presença de minérios, inviabilizando o prosseguimento das atividades. Amostras
enviadas à Europa foram classificadas como de baixo valor econômico, o que
contribuiu para o encerramento das investigações (Origem dos Fontenele, 2024).
Mesmo após a dissolução da
comissão, Fontainelles optou por permanecer na região da Ibiapaba,
estabelecendo-se em áreas próximas a antigas aldeias missionárias. Ali adquiriu
terras e passou a desenvolver atividades autônomas, combinando práticas de
mineração artesanal, criação de gado e trabalhos ligados à ourivesaria. Essa
permanência marca o ponto inicial da formação da família no território
cearense, dando origem ao sobrenome que, com o tempo, sofreu adaptações
fonéticas até consolidar a forma atual (Os Fontenele: A marcha do tempo, 2024).
A tradição local associa ainda a
presença das primeiras escavações mineradoras ao surgimento de formações
naturais conhecidas na região, posteriormente transformadas em atrativos
turísticos. Independentemente da precisão dessas narrativas, elas reforçam o
papel simbólico atribuído à expedição e à figura de Fontainelles na memória
regional (Origem dos Fontenele, 2024).
Com o passar das gerações, o
sobrenome ganhou projeção em diferentes áreas do Ceará, especialmente em
localidades ligadas à antiga Vila Viçosa Real da América, elevada oficialmente
em 1759. A partir desse núcleo, descendentes expandiram-se por diversas
regiões, consolidando a família como uma das linhagens tradicionais do interior
cearense (Os Fontenele: A marcha do tempo, 2024).
Embora lacunas documentais
persistam — como a ausência de registros precisos sobre o nascimento do
patriarca — fontes genealógicas convergem ao destacar sua formação técnica e
sua decisão de permanecer no Brasil como fatores decisivos para a consolidação
do sobrenome no país. Assim, a trajetória dos Fontenele revela a interseção
entre mobilidade europeia, projetos coloniais e processos de fixação familiar
no Nordeste brasileiro (Origem dos Fontenele, 2024).
Em 07 de janeiro de 1754, em Sobral, na presença do Padre Antônio Tomás Serra, Jean Fontainelles casou-se pela primeira vez com Ana Correia da Luz, filha de André Álvares Pereira e Vicência Dias. Desse matrimônio tiveram 02 filhas São elas:
01. Ângela Maria
Fontenele, que se casou com Domingos João de Almeida Mascarenhas;
02. Vitória, que
faleceu aos 2 anos.
Em 1766, na cidade
de Viçosa, Jean Fontainelles contraiu seu segundo casamento com Umbelina Maria
de Jesus, natural de Acaraú (Ceará), filha do português Manuel Gonçalves de
Brito, natural da Ilha da Madeira, do Bispado de Angra do Heroísmo (Portugal),
e de Rosa Maria de Jesus, que era originária de Santo Antônio de Jacobina
(Bahia). Desse matrimônio tiveram 10 filhos. São eles:
03. Felipe Benício
Fontenele, nascido em 23/08/1767, casou-se com Teresa de Jesus do Espírito
Santo; foi casado com Inocência de Sousa Castro; e com Maria dos Anjos Portela.
04. Rosa Maria
Fontenele
05. Guilherme José
Fontenele, casado com Ana Joaquina do Rosário
06. Agápita
Fontenele, casada com Manuel Simões Moreira Júnior
07. Jacinta Maria
Fontenele
08. Paulo
Fontenele, casado com Rosa Maria do Espírito Santo
09. João Damasceno
Fontenele
10. Plácido Benício
Fontenele, casado com Maria Antônia dos Santos
11. Ludovica
Fontenele
12. Amaro José
Fontenele
Declaração de Originalidade
O presente artigo foi produzido a partir de pesquisa autoral, com base em fontes históricas, documentais e bibliográficas devidamente referenciadas e passou por verificação de similaridade textual com ferramentas profissionais de detecção de plágio. As fontes utilizadas estão devidamente citadas, respeitando direitos autorais e boas práticas editoriais.
Texto adaptado por Eugênio Pacelly Alves
Referências bibliográficas:
Os Fontenele: A marcha do tempo. Disponível em: >(https://acarauprarecordar.blogspot.com/2013/02/os-fontenele-marcha-do-tempo.html)<. Acesso em 25 de outubro de 2024.
Origem dos Fontenele . Disponível em: >(https://vaninemagalhaes.blogspot.com/2013/10/origem-dos-fontenele.html)<. Acesso em 25 de outubro de 2024.
Batismo, casamento, enterro. Disponível em: >(Batismo, casamento, enterro (MILLAU BMS 1722/1723 - (01/01/1722 - 07/01/1723)))<. Acesso em 28 de outubro de 2025.

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