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terça-feira, 30 de setembro de 2025

Jornada de Lampião e Maria Bonita

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Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião, tornou-se a figura mais emblemática do cangaço nordestino. Nascido no interior de Pernambuco, em uma família de pequenos proprietários rurais, teve acesso básico à alfabetização e desde jovem participou das atividades comerciais do pai, atuando como almocreve e percorrendo diferentes regiões do Nordeste. Esse período foi decisivo para sua futura trajetória, pois lhe proporcionou conhecimento das rotas sertanejas e contato com redes locais de apoio (Biografia de Lampião, 2025).

A ruptura com a vida familiar ocorreu após conflitos fundiários envolvendo famílias vizinhas. Desentendimentos e perseguições políticas resultaram na desestruturação econômica do núcleo familiar, culminando na morte de seu pai. Esse episódio é apontado por historiadores como o principal fator que impulsionou sua entrada definitiva no cangaço (Lampião, 2024). A partir daí, Virgulino aderiu a bandos armados que atuavam no sertão, inicialmente como integrante e, posteriormente, como líder.

O cangaço, fenômeno social surgido no Nordeste entre o século XIX e o início do XX, esteve ligado a desigualdades estruturais, ausência de justiça efetiva e concentração de poder nas mãos de elites regionais. Nesse contexto, grupos armados surgiram como forma de resistência, vingança ou sobrevivência. Conforme análise histórica, muitos sertanejos viam os cangaceiros simultaneamente como criminosos e figuras de justiça paralela (Conheça a história de Lampião, 2024).

Lampião ganhou notoriedade ao integrar o grupo liderado por Sinhô Pereira, de quem herdou técnicas de sobrevivência, mobilidade e estratégia. Após assumir o comando do bando, tornou-se conhecido por ataques rápidos, extorsões e saques direcionados a fazendas e pequenas cidades. Seu apelido teria surgido da rapidez com que disparava armas, iluminando a noite durante combates (Lampião, 2024).

Durante sua liderança, consolidou uma extensa rede de coiteiros — apoiadores que forneciam abrigo, mantimentos e informações. Esse sistema permitiu que o grupo resistisse por anos às tropas volantes, forças policiais criadas especificamente para combater o cangaço. Mesmo perseguido, evitava confrontos diretos sempre que possível, privilegiando táticas de fuga e dispersão (Biografia de Lampião, 2025).

Um marco simbólico de sua trajetória foi o relacionamento com Maria Bonita, nome popular de Maria Gomes de Oliveira. Ela abandonou a vida conjugal para unir-se ao bando, tornando-se a primeira mulher a integrar oficialmente o cangaço (Maria Gomes de Oliveira, 2024). Sua presença alterou a dinâmica interna dos grupos, incentivando a entrada de outras companheiras e transformando aspectos cotidianos da vida cangaceira.

Com o passar do tempo, o cangaço entrou em declínio devido ao fortalecimento das forças policiais e à modernização dos mecanismos de repressão. A perseguição intensificou-se até o episódio que marcou o fim do líder. Em 1938, Lampião e parte de seu grupo foram surpreendidos por uma emboscada em território sergipano, resultando em sua morte. O desfecho envolveu a exposição pública de sua cabeça como demonstração simbólica do fim de uma era (Lampião, 2024).

Embora existam teorias alternativas sobre sua morte, a versão mais aceita sustenta que ele foi executado nesse ataque. Após sua queda, o cangaço perdeu grande parte de sua força simbólica e operacional. Ainda assim, sua figura permaneceu viva no imaginário popular, oscilando entre bandido temido e personagem lendário.

Registros genealógicos e históricos preservados em bases digitais reforçam a permanência de Lampião como personagem central na memória nordestina, enquanto narrativas acadêmicas continuam a revisitar o fenômeno do cangaço sob diferentes perspectivas (Virgulino Ferreira da Silva, 2024). Dessa forma, sua trajetória permanece como um dos capítulos mais complexos da história social brasileira, reunindo violência, mito e contexto histórico em uma mesma narrativa.


Declaração de Originalidade

O presente artigo foi produzido a partir de pesquisa autoral, com base em fontes históricas, documentais e bibliográficas devidamente referenciadas e passou por verificação de similaridade textual com ferramentas profissionais de detecção de plágio. As fontes utilizadas estão devidamente citadas, respeitando direitos autorais e boas práticas editoriais.



Texto adaptado por Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

Lampião. Disponível em: >(https://brasilescola.uol.com.br/historiab/lampiao.htm)<. Acesso em 25 de novembro de 2024.

Conheça a história de Lampião, o cangaceiro que se tornou herói popular. Disponível em: >(https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/lampiao)<. Acesso em 25 de novembro de 2024.

Virgulino Ferreira da Silva. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/L2YC-6TQ)<. Acesso em 02 de dezembro de 2024.

Maria Gomes de Oliveira. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GZXX-MH4)<. Acesso em 25 de dezembro de 2024.

Biografia de Lampião. Disponível em: >(https://www.ebiografia.com/lampiao/)<. Acesso em 28 de janeiro de 2025.

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