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O sobrenome BARRETO significa
“nascido/habitante em local caracterizado pela existência do barro”, sendo
identificado como um dos mais antigos de Portugal, com linhagem que remonta a
D. Arnaldo de Baião até Mem Nunes Velho, responsável pela adoção do apelido
para sua descendência (LIMA, 2016). De forma indireta, estudos genealógicos
apontam a continuidade dessa linhagem por meio de Gomes Mendes Barreto e sua
união com D. Constança Pais (LIMA, 2016).
A chegada do nome ao Brasil ocorreu em
Pernambuco, com João Paes Velho Barreto, descendente de Antônio Velho Barreto e
Marianna Pereira da Silva, inserido em uma cadeia genealógica que remonta a
Florentino Barreto (LIMA, 2016). Em citação direta, registra-se que “pertencia
a uma nobilíssima família do Minho, Portugal”, reforçando a posição social de
origem (LIMA, 2016, p. 1). Sua trajetória inclui estabelecimento familiar no
território colonial e atuação como benfeitor religioso.
No Ceará, a consolidação do grupo
relaciona-se ao deslocamento de seus membros pelo interior, especialmente pela
Ribeira do Jaguaribe. De modo indireto, fontes indicam que a fixação ocorreu
após passagens por Pernambuco e Rio Grande do Norte, com posterior instalação
em áreas estratégicas do sertão (LIMA, 2016). Esse movimento favoreceu a formação
de núcleos familiares duradouros.
A figura do Capitão Antônio Gomes
Barreto Neto destaca-se como referência na estruturação da família na região.
Sua ascendência inclui o Coronel sesmeiro Manoel Gomes Barreto, cuja atuação
está documentada em registros oficiais. Segundo Torre do Tombo, consta que
recebeu patente militar por ordem régia, conforme documento do “Registro Geral
das Mercês” (TORRE DO TOMBO, séc. XVIII apud LIMA, 2016). Esse dado evidencia a
inserção do grupo em estruturas administrativas e militares.
A trajetória do capitão também se
relaciona à posse de terras e à atuação econômica. Documentos municipais
indicam sua participação em contratos públicos para edificação de mercado,
prática comum entre proprietários de recursos na época (PEREIRO, 2018). De
forma indireta, estudos sobre famílias cearenses ressaltam que tais agentes
desempenhavam papel relevante na organização das vilas (RIBEIRO, 2022).
A descendência de Antônio Gomes Barreto
Neto demonstra a expansão da família em diferentes localidades, com
ramificações em regiões como Crateús e Sobral. Registros eclesiásticos da
freguesia do Riacho do Sangue confirmam a continuidade dos vínculos familiares
e a permanência do sobrenome ao longo das gerações (REGISTROS ECLESIÁSTICOS,
1829).
Assim, a trajetória dos Barreto articula
origem portuguesa, inserção no processo colonial e consolidação no sertão
cearense. Conforme apontado em inventários históricos, a figura de Manoel Gomes
Barreto aparece como patriarca de importantes ramos familiares, reforçando a
relevância do grupo na formação social da região (VELHOS INVENTÁRIOS DO CEARÁ,
2024).
O patriarca da família Barreto de Jaguaribe/CE
O Capitão Antônio Gomes Barreto (nascido aproximadamente em 15/06/1802, na Freguesia do Riacho do Sangue – CE), filho do Coronel Manoel Gomes Barreto (nascido aproximadamente em 1771 – falecido aproximadamente em 1835) e de Anna Thereza de Jesus [Peixoto Távora], (nascida aproximadamente em 1773 – falecida aproximadamente em 1833). Neto paterno do Capitão Antônio Gomes Barreto (nascido aproximadamente em 1742 – falecido aproximadamente em 1818) e de Escolástica Maria de Mello (nascida aproximadamente em 1753 – falecida aproximadamente em1835). Neto materno de Antônio Fernandes da Silva Peixoto (nascido aproximadamente em 1740 – falecido aproximadamente em1779) e de Maria Manoela de Farias Ramos (nascida aproximadamente em1746 – falecida aproximadamente em1834).
Era trineto do Coronel Sesmeiro Manoel Gomes Barreto (nascido aproximadamente em 1702 –falecido aproximadamente em 1773), nascido em Coimbra, Portugal, falecendo na Fazenda Riacho, na Barra do Sitiá, Quixeramobim, Ceará (atual município de Banabuiú). Migrou para o Ceará, via Pernambuco e Rio Grande do Norte, instalando-se, inicialmente, em São Bernardo das Russas (atual Russas – CE), migrando para a Barra do Sitiá, onde casou-se com a viúva Maria Pessoa da Silva (nascida aproximadamente em 1705 – falecida aproximadamente em 1745). No ano de 1768, recebeu do Rei de Portugal D. José I a Carta Patente de Coronel do Regimento de Cavalaria Auxiliar das Vargens do Jaguaribe e Quixeramobim. (Fonte: Registro Geral das Mercês, liv. 21, f. 536, Torre do Tombo, Portugal).
O Capitão Antônio Gomes Barreto [Neto], casou-se com (1ª) Bernardina Francisca de Mello (nascido aproximadamente em 1800, em Aracati - CE e falecido aproximadamente em 1844, na Freguesia do Riacho do Sangue – CE), filha de Francisco de Mello Barreto (nascido aproximadamente em 1770, em Aracati – CE – falecido em 06/06/1849, em Aracati – CE) e de Maria Thereza de Jesus [Peixoto Távora], nascida aproximadamente em 1770, na Freguesia do Icó – CE). Neta paterna de João Carvalho (nascido aproximadamente em 1740) e de Thereza de Jesus (nascida aproximadamente em 1740). Neta materna de Antônio Fernandes da Silva Peixoto (nascido aproximadamente em 1740 – falecido aproximadamente em 1779) e de Maria Manoela de Farias Ramos (nascida aproximadamente em 1746 – falecida aproximadamente em1834).
Descendência
1. Miguel Antônio de Mello Barreto (nascido em 1831, falecido em 26/11/1874, em Crateús, Ceará) c/c Marianna Augusta de Vasconcellos (nascida em 1830 – falecida em 1919, em Sobral, Ceará) – com descendência - ramo dos Barretos de Cratéus e Sobral, Ceará;
2. Francisco Oel de Mello Barreto (nascido em 25/09/1832, em Aracati - CE – falecido em 19/05/1932, no Riacho do Sangue, Ceará) c/c Anna Simplícia das Neves ou Anna Izabel Barreto (nascida aproximadamente em 1832 – falecida em 13/07/1905, no Riacho do Sangue, Ceará).
3. Tertulina de Mello Barreto (nascida em 1835) c/c José Fernandes da Silva (nascido em 1830).
4. Thereza Maria de Jesus (nascido em 1836)
5. Maria Thereza de Jesus [Barreto] (n. 1839) c/c Afro Pereira Cabuty (nascido em 1821 – falecido em 1889), filho de Manoel Alexandre de Vasconcellos e Catharina Maria de Jesus – com descendência – trisavós de quem vos escreve;
6. Dulcinéia de Mello Barreto
7. Maria Rosa de Almeida c/c Francisco Domingos da Silva - com descendência de 01 filho;
8. Verônica de Mello Barreto
O Capitão Antônio Gomes Barreto Neto casou-se (2ª) com Francisca de Vasconcellos (nascida em 1830). Desse matrimônio tiveram:
9. Emiliano Gomes Barreto (nascido aproximadamente em 1857 – falecido em 1893) c/c Bernardina de Mello Barreto (nascida em 1856 – falecida em 1916), filha de Francisco Oel de Mello Barreto e Anna Simplícia das Neves.
10. Philadelfo Gomes Barreto (nascido em 1858 – falecido em 1908) c/c Emília Clara do Monte (nascida em 1866).
11. Protázio Gomes Barreto (nascido em 1859 – falecido em 1917) c/c Maria Rosa da Silva (nascida em 1864 – falecida em 1945), filha de Vicente Maciel dos Santos e Maria Francisca de Jesus - com descendência de 07 filhos;
12. Manoel Antônio Nunes c/c Maria Vicência da Conceição – descendência desconhecida.
Aviso importante
Os dados da árvore genealógica apresentados neste artigo foram extraídos do FamilySearch na data da publicação. Por isso, eventuais alterações feitas depois nos perfis das pessoas citadas na plataforma não aparecerão automaticamente aqui. Este conteúdo registra o estado da pesquisa naquele momento e serve como referência da versão consultada pelos leitores.
Declaração de Originalidade
O presente artigo foi produzido a partir de pesquisa autoral, com base em fontes históricas, documentais e bibliográficas devidamente referenciadas e passou por verificação de similaridade textual com ferramentas profissionais de detecção de plágio. As fontes utilizadas estão devidamente citadas, respeitando direitos autorais e boas práticas editoriais.
Texto de Sérgio Barreto
Referências bibliográficas:
Capitão Antônio Gomes Barreto. Disponível em: >(Capitão Antônio Gomes Barreto (FamilySearch))<. Acesso em 13 de março de 2026.
LIMA, F. A. de A. Famílias Cearenses 8 – Genealogia da Ribeira do Jaguaribe. Disponível em: >(https://familiascearenses.com.br/?view=article&id=127)<. Acesso em 10 de janeiro de 2026.
LIMA, F. A. de A. Jaguaribe Mirim – famílias ancestrais e filhos ilustres. Disponível em (Jaguaribe Mirim - Famílias Ancestrais & Filhos Ilustres - Parte 01 (famíliascearenses.com.br). Acesso em 18 de fevereiro de 2026.
LIMA, F. A. de A. SIARÁ GRANDE: uma província portuguesa no Nordeste Oriental do Brasil - genealogia luso-cearense – quatro volumes. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2016. 2100p.
PEREIRO: Ceará Brasil. Correspondências da Câmara Municipal período de 1845-1916 / organizadora, Rosane Mabel. Fortaleza: INESP, 2018. 314 p.
REGISTROS ECLESIÁSTICOS DA FREGUESIA DO RIACHO DO SANGUE (1784– 1829).
REGISTRO GERAL DAS MERCÊS – ARQUIVO NACIONAL DA TORRE DO TOMBO – PORTUGAL. Disponível em: >(https://digitarq.arquivos.pt/documentDetails/827b2beceac44a19acf67803637fb2f7)<. Acesso em 13 de março de 2026.
RIBEIRO, Áurea Regina de Araújo. Conviver e Sobreviver: família e poder nos sertões do Siará (Banabuiú, Séc. XVIII). 2022. 183f. Dissertação (Mestrado em História) - Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2022. Disponível em: >(Dissertação Mestrado em História (UFC))<. Acesso em 28 de outubro de 2024.
VELHOS INVENTÁRIOS DO CEARÁ: Manuel Gomes Barreto – o patriarca dos Gomes Barreto da Barra do Trussu. Disponível em: >(https://velhosinventariosce.wordpress.com/2024/08/04/manoel-gomes-barreto/)<. Acesso em 10 de janeiro de 2026.
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