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sábado, 18 de abril de 2026

Morte de Sinhô Salviano na Revolta de Princesa

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Oferecimento da Rubble Assessoria de Investimentos

(Texto compartilhado no dia 24 de janeiro de 2026 por José Tavares de Araújo Neto)

Sinhô Salviano, nome pelo qual ficou conhecido Sebastião Salviano, teve sua trajetória a vinculada aos conflitos armados do Cariri cearense, ambiente marcado por disputas locais, rivalidades familiares e sucessivos enfrentamentos. Sua notoriedade regional relaciona-se à inimizade com o fazendeiro Chico Chicote, surgida em meio a contendas fundiárias e crimes de sangue envolvendo familiares, culminando na Tragédia de Guaribas, também chamada de Fogo das Guaribas, ocorrida em fevereiro de 1927 na Fazenda Guaribas, no município de Porteiras (LIBERDADE PB, 2024; INSTITUTO CULTURAL DO CARIRI, 2010).

Após esse episódio, Salviano deixou o Ceará e estabeleceu-se no povoado de Patos, então pertencente ao município de Princesa, onde adquiriu pequena propriedade e manteve comércio modesto. Com o início do movimento armado de 1930, integrou-se às forças do coronel José Pereira, assumindo papel relevante entre seus cabos de guerra (TOK DE HISTÓRIA, 2011; JUSTINO FILHO, 1997).

Sua morte insere-se entre os acontecimentos mais expressivos da Revolta de Princesa. Ocorreu em combate nos arredores do povoado de Tavares, área estratégica intensamente disputada entre forças rebeldes e tropas governistas. Durante semanas, Tavares permaneceu sitiada, configurando cenário de guerra contínua. Registros oficiais, correspondências e relatos convergem ao indicar que, entre 23 e 24 de abril de 1930, deu-se o confronto decisivo (REPOSITÓRIO UFPB, 2013; REPOSITÓRIO UFPE, 2011).

No curso desses enfrentamentos, Salviano foi atingido mortalmente, possivelmente na noite de 23 de abril, durante choques que antecederam o rompimento do cerco imposto à coluna do capitão João Costa pelas forças sob comando do capitão Irineu Rangel (BLOG DO JOÃO COSTA, 2023; TOK DE HISTÓRIA, 2011). A notícia de sua morte rapidamente circulou, sendo registrada por jornais do Recife, do Rio de Janeiro e da Paraíba, que o incluíram entre os “fora de combate” (LIBERDADE PB, 2025).

A confirmação posterior veio por meio de depoimentos colhidos em Princesa. Entre eles, destaca-se o relato do soldado Isidro Ferreira, ferido e capturado no Combate de Patos. Após sua libertação, declarou em entrevista: “Sim e todos souberam em Princesa, na mesma noite em que veio o corpo foi enterrado no Campo Santo...” (BLOG DO DOMINGUINHOS, 2024). Trata-se de citação da citação, uma vez que o testemunho foi reproduzido em fonte posterior.

O próprio coronel José Pereira reconheceu a morte de Salviano ao jornalista Victor do Espírito Santo, qualificando-o como “um dos meus melhores cabos de guerra” (SILVA, 2017). Tal declaração evidencia sua importância no contexto do movimento armado.

A perda de Salviano marcou momento relevante no conflito, coincidindo com o rompimento do cerco de Tavares, fato que contribuiu para a recomposição das forças legais (ASSIS, 2005). Observa-se ainda uma inversão de posições ao longo do tempo: na Tragédia de Guaribas, em 1927, Salviano atuou ao lado do tenente João Costa; já em 1930, na Revolta de Princesa, encontravam-se em lados opostos, com João Costa à frente das forças governistas e Salviano entre os principais nomes das forças rebeldes (INSTITUTO CULTURAL DO CARIRI, 1972; JUSTINO FILHO, 1997).


Declaração de Originalidade

O presente artigo foi produzido a partir de pesquisa autoral, com base em fontes históricas, documentais e bibliográficas devidamente referenciadas e passou por verificação de similaridade textual com ferramentas profissionais de detecção de plágio. As fontes utilizadas estão devidamente citadas, respeitando direitos autorais e boas práticas editoriais.



Texto adaptado por Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

A batalha do casarão dos patosDisponível em: >(A batalha do casarão dos patos (Tok de História))<. Acesso em 28 de outubro de 2024.

ASSIS, Guaracy Medeiros de. "A Paraíba pequenina e doida: José Américo e a Revolução de 30." 2005. 193p. Dissertação (Mestrado em História) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2005. Disponível em: >(Dissertação Mestrado em História (UFPE))<. Acesso em 28 de outubro de 2024.

Cariri Cangaço: combates na Revolta de PrincesaDisponível em: >(Cariri Cangaço: combates na Revolta de Princesa (Blog do João Costa))<. Acesso em 28 de outubro de 2024.

JUSTINO FILHO, José. A TRADIÇÃO RESSIGNIFICADA:UMA LEITURA DA VIDA SOCIO-POLÍTICA DE PRINCESA ISABEL - PB. 1997. 138F. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal da Paraíba, Campina Grande, 1997. Disponível em: >(Dissertação Mestrado em Sociologia (UFPB))<. Acesso em 28 de outubro de 2024.

Mulheres destemidasDisponível em: >(Mulheres destemidas (Blog do Dominguinhos))<. Acesso em 28 de outubro de 2024.

Quem foi Sinhô Salviano? Disponível em: >(Quem foi Sinhô Salviano? (Canal Youtube Cangaçologia))<. Acesso em 28 de outubro de 2024.

Sesquicentenário da IndependênciaItaytera - Instituto Cultural do Cariri. Crato: 1972, n°. 16. Disponível em: >(Sesquicentenário da Independência (Itaytera - Instituto Cultural do Cariri))<. Acesso em 29 de outubro de 2024.

SILVA, Waniéry Loyvia de Almeida. AUTORITARISMO, REPRESSÃO E PROPAGANDA: A PARAÍBA NO GOVERNO ARGEMIRO DE FIGUEIREDO (1937-1940). 2017. 162f. Dissertação (Mestrado em História) - Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2017. Disponível em: >(AUTORITARISMO, REPRESSÃO E PROPAGANDA: A PARAÍBA NO GOVERNO ARGEMIRO DE FIGUEIREDO (1937-1940))<. Acesso em 28 de outubro de 2024.

SINHÔ SALVIANO: DO MASSACRE DE GUARIBAS À REVOLTA DE PRINCESADisponível em: >(SINHÔ SALVIANO: DO MASSACRE DE GUARIBAS À REVOLTA DE PRINCESA (liberdadepb))<. Acesso em 28 de outubro de 2024.

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