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terça-feira, 12 de agosto de 2025

Zumbi dos Palmares e o Brasil que resiste: A história que precisamos reconhecer

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Durante a escravidão no Brasil, grupos de africanos e seus descendentes buscaram refúgio em áreas isoladas para viver fora do controle colonial. Esses territórios ficaram conhecidos como quilombos, espaços de resistência que reuniam práticas culturais, redes de solidariedade e formas próprias de organização social. Embora por muito tempo a narrativa histórica dominante tenha minimizado essas experiências, estudos recentes destacam o protagonismo das comunidades negras na defesa da liberdade e da terra (Quilombolas no Brasil, acesso em 28 de outubro de 2024).

A centralidade da terra para os quilombolas ultrapassa a dimensão econômica. Ela representa memória coletiva, vínculos espirituais e identidade comunitária, sendo entendida como fundamento de continuidade cultural. Por isso, a luta pelo reconhecimento territorial permanece como pauta histórica desses grupos, associada ao direito de existir enquanto coletividade distinta (Quilombo, acesso em 28 de outubro de 2024).

Entre os símbolos mais conhecidos dessa trajetória está Zumbi dos Palmares, figura ligada ao Quilombo dos Palmares, uma das maiores experiências de autonomia negra na América portuguesa. Descendente de lideranças quilombolas, ele teria sido educado fora do quilombo na infância, mas retornado ao convívio de sua comunidade, assumindo papel central na resistência armada. Palmares não era apenas um refúgio, mas uma confederação de aldeamentos que reunia fugitivos, libertos e até indígenas, consolidando-se como alternativa concreta ao sistema escravista (Zumbi dos Palmares Francisco, acesso em 01 de novembro de 2024).

A formação de Palmares ocorreu em um contexto de conflitos coloniais e expansão da economia açucareira. A instabilidade política e militar facilitou fugas em massa, ampliando a população quilombola. Ao longo do tempo, o espaço se transformou em polo de resistência estruturado, mantendo relações comerciais com áreas vizinhas, ao mesmo tempo em que enfrentava constantes expedições repressivas organizadas por autoridades coloniais e proprietários de terras.

A liderança de Zumbi destacou-se sobretudo pela recusa em aceitar acordos que não garantissem liberdade plena a todos os escravizados. Diferentemente de propostas de conciliação limitadas, ele defendia a continuidade da luta coletiva. Tal postura o transformou em referência simbólica de resistência, ainda que tenha enfrentado sucessivas campanhas militares que culminaram na destruição de Palmares e em sua morte violenta, amplamente explorada como exemplo de repressão estatal.

A memória de Zumbi e dos quilombos ultrapassa o campo histórico e alcança o plano indenitário contemporâneo. A celebração do Dia da Consciência Negra em 20 de novembro reafirma esse legado, conectando passado e presente na valorização da cultura afro-brasileira e na defesa dos direitos das comunidades remanescentes.

Assim, o estudo dos quilombos revela uma história de resistência coletiva frequentemente silenciada por narrativas oficiais. Ao reconhecer essas experiências, amplia-se a compreensão da formação social brasileira, evidenciando que a luta pela liberdade e pela terra sempre esteve no centro das trajetórias negras no país.


Declaração de Originalidade

O presente artigo foi produzido a partir de pesquisa autoral, com base em fontes históricas, documentais e bibliográficas devidamente referenciadas e passou por verificação de similaridade textual com ferramentas profissionais de detecção de plágio. As fontes utilizadas estão devidamente citadas, respeitando direitos autorais e boas práticas editoriais.

  


Texto adaptado por Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

Quilombolas no Brasil. Disponível em: >(https://cpisp.org.br/direitosquilombolas/observatorio-terras-quilombolas/quilombolas-brasil/)<. Acesso em 28 de outubro de 2024.

Quilombo. Disponível em: >(https://genealogiapratica.com.br/2022/08/22/quilombo/)<. Acesso em 28 de outubro de 2024.

Zumbi dos Palmares Francisco. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/about/GQLV-5V4)<. Acesso em 01 de novembro de 2024.

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