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sábado, 1 de novembro de 2025

Heredograma: Como saber se é dominante ou recessivo?

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Os heredogramas são representações gráficas utilizadas para visualizar a transmissão de características hereditárias ao longo das gerações. Neles, cada indivíduo da família é simbolizado por um ícone, e as ligações entre esses símbolos indicam os vínculos de parentesco. Essa ferramenta facilita a compreensão de como certos traços físicos ou condições genéticas surgem e se repetem dentro de um grupo familiar.



A principal utilidade do heredograma é permitir a identificação de padrões de herança. Ao observar a distribuição de uma característica entre pais, filhos e outros parentes, torna-se possível estimar as probabilidades de transmissão genética. Esse tipo de análise é comum tanto em estudos acadêmicos quanto em investigações familiares voltadas à saúde e genealogia.

Um dos primeiros passos ao interpretar esse tipo de diagrama é verificar se a herança é dominante ou recessiva. Isso pode ser percebido analisando a frequência com que a característica aparece nas gerações. Traços dominantes tendem a surgir com maior regularidade, mesmo quando apenas um dos genitores os possui. Já características recessivas podem permanecer ocultas por gerações, manifestando-se apenas quando ambos os pais transmitem o mesmo gene recessivo ao descendente.



Quando um filho apresenta uma característica recessiva, é possível deduzir que ambos os pais carregam o alelo correspondente, ainda que não expressem o traço. Nesse caso, eles podem ser heterozigotos, possuindo um gene dominante e outro recessivo. Em situações assim, costuma-se representar o genótipo de forma incompleta, indicando apenas que há pelo menos um alelo dominante presente.

Um exemplo clássico de herança simples envolve características físicas comuns, como o tipo de lóbulo da orelha. O lóbulo solto costuma ser associado a dominância genética, enquanto o lóbulo preso é geralmente tratado como recessivo em modelos didáticos. A partir de um heredograma, é possível inferir o genótipo provável de cada membro da família com base nas combinações observadas.

Outro caso frequentemente citado é o albinismo. Trata-se de uma condição genética caracterizada pela ausência parcial ou total de melanina, pigmento responsável pela coloração da pele, cabelos e olhos. Em muitos contextos, o albinismo é explicado como um traço recessivo mendeliano simples. Isso significa que a condição se manifesta apenas quando o indivíduo herda duas cópias do gene recessivo.

Pessoas com albinismo apresentam características físicas específicas, como pele muito clara, cabelos claros e olhos sensíveis à luz. A aparência avermelhada em algumas regiões ocorre porque, sem a melanina, os vasos sanguíneos tornam-se mais visíveis. Além disso, a baixa proteção contra radiação solar aumenta a sensibilidade da pele, tornando-a mais suscetível a queimaduras.

A análise de heredogramas permite não apenas compreender padrões genéticos, mas também antecipar riscos hereditários. Ao mapear a presença ou ausência de determinados traços em diferentes gerações, torna-se possível estimar probabilidades de manifestação futura. Essa abordagem é especialmente útil em aconselhamento genético, planejamento familiar e estudos populacionais.

Em síntese, o heredograma funciona como uma ferramenta visual que traduz conceitos complexos da genética em um formato acessível. Ao organizar informações familiares em um esquema claro, ele auxilia na identificação de dominância, recessividade e combinações genéticas possíveis. Assim, contribui para uma compreensão mais ampla da herança biológica e das variações que distinguem os indivíduos dentro de uma mesma linhagem.



Texto de Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

Heredogramas ou Genealogias. Disponível em: >(https://vestibulares.estrategia.com/portal/materias/biologia/heredogramas-ou-genealogias/)<. Acesso em 27 de março de 2025.

Heredogramas. Disponível em: >(https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/heredogramas.htm)<. Acesso em 27 de março de 2025.

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