A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados - Lei nº 13.709/2018) é a legislação brasileira que regula o tratamento de dados pessoais, estabelecendo diretrizes para empresas e organizações sobre coleta, armazenamento, uso e compartilhamento dessas informações.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Morais, os Maranhão e as guerras políticas do sertão nordestino

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Uma busca pelo fora da lei José Caetano de Morais, liderada por Apolinário Florentino de Albuquerque Maranhão, Coronel da Legião das Guardas Nacionais de Garanhuns, um conflito que se estendeu pelos sertões de Pernambuco, Alagoas, Bahia e Sergipe, no ano de 1851. 

De maneira sucinta, ressalto que essa busca pode ser compreendida à luz das contendas entre os lisos e cabeludos (conservadores e liberais) de Alagoas, que ocorreram na década de 1840 a 1850, guerras que se espalharam pelos sertões da capitania vizinha, Pernambuco. 

O mencionado bandoleiro, conhecido como o “último dos Morais”, era o filho homônimo do padre José Caetano de Morais, que era vigário e uma figura conservadora em Palmeira dos Índios, e foi assassinado em 1844, durante o auge dos conflitos entre lisos e cabeludos. O coronel Apolinário era irmão de Lourenço Cavalcanti de Albuquerque Maranhão, o Barão de Atalaia, que era um líder do Partido Liberal em Alagoas e considerado um dos responsáveis pela morte do sacerdote. 

Os irmãos Lourenço e Apolinário, junto com toda a sua família, estabelecida nos sertões da Comarca de Garanhuns, foram alvo de vingança pelos filhos do padre Morais. Essa é a raiz da perseguição, que intensificou após um ataque realizado pelo bandoleiro José de Morais em agosto de 1850, na Fazenda Saloubre, onde moravam os pais, parentes e aliados do Barão de Atalaia.

No início, a informação mais significativa que eu possuía foi encontrada em Moreno Brandão. Em sua conhecida obra História de Alagôas, publicada em 1909, ele registrou que o local onde o bandido foi capturado e assassinado teria sido “ao pé de uma serra chamada Serra da Vacca”, em “um lugar ermo chamado Cipó de Leite” (Brandão, 1909:85). Antes do evento em Brasília, procurei localizar o lugar denominado Cipó de Leite tanto em mapas antigos quanto em mapas atuais, dentro da vasta região do sertão situada na margem direita do rio São Francisco. O local de fato existia e hoje é um pequeno povoado pertencente ao município de Pedro Alexandre, no nordeste da Bahia. Viajei até lá no dia 15 de abril de 2017, que foi um Sábado de Aleluia, e encontrei inúmeros bonecos de Judas pendurados em varas diante de casas rústicas ao longo da estrada que liga os municípios de Poço Redondo, em Sergipe, e Pedro Alexandre, na Bahia, margeando a Serra Negra. Tenho o hábito de buscar vestígios, ou ao menos a atmosfera, nos lugares que serviram de cenário para os acontecimentos que estudo, pois isso me inspira na escrita histórica.

Em Pedro Alexandre, fui acompanhado por Orlando Nascimento Carvalho (conhecido como Orlando de João de Ioiô), professor de Geografia e membro de uma família tradicional da região, com quem eu havia feito contato previamente em busca de informações e apoio. Ele era amigo do meu falecido padrasto. Meu padrasto, Alcino Alves Costa, pesquisador e escritor dedicado ao tema do Cangaço, mantinha boas relações com famílias daquela região, que foram intensamente perseguidas pelo bando de Lampião no início do século XX. Orlando havia me informado que não tinha conhecimento de nenhuma Serra da Vaca naquela área. Ainda assim, persistente, senti a necessidade de visitar o povoado e conversar com os moradores mais antigos, tentando extrair de suas memórias qualquer referência a um morro ou serra que tivesse recebido esse nome no passado ou no presente.

“O Cipó” é um povoamento antigo (assinalado nas rotas dos bandos de cangaceiros), situado na parte sudeste de Pedro Alexandre, próximo à margem direita do rio Sergipe. Chegamos até lá pela rodovia BA-305, um trecho de terra avermelhada e amarelada que sai da sede do município, passa pelo povoado e segue até a BR-235. Não obtive êxito e não encontrei a Serra da Vaca. Entre as pessoas confiáveis com quem conversei, incluindo dona Clotilde Benigna do Rosário (Tidinha), conhecida como guardiã da memória da comunidade, não houve qualquer indício da existência desse lugar nem de tradições que fizessem referência a outro bandido que não fosse Lampião e seus seguidores. Não fossem os vínculos sólidos que estabeleci no município de Pedro Alexandre e a oportunidade de compreender melhor a região da Serra Negra, a viagem teria sido um fracasso.

Os dias que se seguiram àquela jornada foram repletos de aflição. Não encontrei a Serra da Vaca, como tinha esperado. Assim, retornei às minhas anotações de pesquisa, tentando encontrar alguma pista ignorada. Fui levado, portanto, a ler o artigo "Os Morais: subsídios para sua história", do autor Tobias Medeiros, publicado em 1985 na Revista do Instituto Histórico Geográfico de Alagoas. No acervo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, que na época eu presidia, encontrei aquela publicação, localizada no volume 39 da Revista do IHGAL, referente ao ano de 1984 e lançado em 1985. Tobias Medeiros, que havia coletado informações significativas sobre os irmãos Morais na tradição oral de Poço das Trincheiras, no sertão do Ipanema, em Alagoas, afirmava com certeza que “[...] o último dos Morais foi assassinado por um senhor chamado Apolinário, perto do Rio São Francisco” (Medeiros, 1985:145). Ele também me mencionou que a Serra da Vaca estava em Sergipe. Ulysses Lins de Albuquerque, em Um sertanejo e o sertão, de 1957, ao relatar episódios familiares associados ao seu bisavô materno Antônio de Siqueira, que tinha um grau de parentesco distante com o coronel Apolinário e era chefe político de Alagoa de Baixo (Sertânia), então pertencente ao município de Cimbres, também me indicou que o local da morte final do Morais teria sido em Sergipe (Albuquerque, 1957:113). Até aquele momento, eu tinha dado pouco valor à informação, por causa da narrativa confusa sobre os irmãos Morais apresentada pelo memorialista. No entanto, devido ao fracasso da pesquisa de campo em Cipó de Leite, não podia me permitir ignorar outras pistas, mesmo que não fossem as mais confiáveis. Então, utilizei o grande oráculo dos tempos atuais, o Google, e pesquisei as palavras-chave “Serra da Vaca”, “Rio São Francisco” e “Sergipe”. Para minha surpresa, os resultados da busca me levaram à Plataforma Lattes, no site do CNPq, onde encontrei uma referência ao trabalho de conclusão de curso Aspectos geológicos, petrográficos e geoquímicos do Stock Serra da Vaca, Sistema Orogênico Sergipano, realizado por Douglas Barreto de Oliveira, apresentado em 2016 no curso de Geologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS). No começo de maio, ela entregou o desenho com a exata posição da serra mencionada, que, a uma curta distância de Pedro Alexandre, está situada ao sul do município próximo de Canindé do São Francisco, na região noroeste de Sergipe, nas proximidades do Povoado Capim Grosso, para ser mais exata.



Texto de Patrício Holanda



Referências bibliográficas:

ALBUQUERQUE, Ulysses Lins de. Um sertanejo e o sertão: memórias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1957. 

BRANDÃO, Moreno. Historia de Alagôas. Penedo: J. Amorim, 1909. 

MEDEIROS, Tobias. Os Morais: subsídios para sua história. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas. Maceió: Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, vol. 39/1984, p. 139-146, 1985. 

RAMOS, Graciliano. Lampião. Novidades. Maceió, n. 3, p. 3, 25 abr. 1931. In: _____. Cangaços. Rio de Janeiro: Record, 2014. p. 27-30. 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Origem do sobrenome Sabino e algumas genealogias na região Nordeste do Brasil

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O sobrenome SABINO se destaca como uma das preciosidades da nomenclatura italiana, possuindo uma herança cultural e histórica abundante. Frequentemente, um sobrenome serve como uma porta de entrada para a história, fornecendo dados sobre a localização geográfica, trabalho ou traços dos antepassados de uma linhagem.

A origem do sobrenome SABINO encontra-se na Itália, especialmente ligada à parte central do país. A palavra ‘sabino’ tem sua origem nos Sabinos, uma antiga tribo itálica que vivia na região de Sabina, que está centrada na atual área do Lácio. Essa tribo teve uma importância considerável na trajetória de Roma, muitas vezes se envolvendo em conflitos e fusões com os romanos. Uma das histórias mais conhecidas da mitologia romana é a do ‘Rapto das Sabinas’, que narra a captura de mulheres sabinas pelos fundadores de Roma.

A Sabina é uma área de impressionante beleza natural, famosa por suas colinas suaves e vilarejos encantadores. Ao longo da história, essa região tem estado ligada à agricultura, especialmente na produção de azeite de oliva e vinho, que fazem parte essencial da culinária italiana. A localidade ainda preserva vestígios de seu passado antigo, incluindo ruínas e artefatos que datam do tempo dos Sabinos.

As pessoas com o sobrenome SABINO podem rastrear suas raízes ancestrais até esses campos produtivos e culturalmente ricos. A herança sabina é visível não apenas na história, mas também na cultura e nas tradições que são transmitidas de geração em geração. Atualmente, nomes como SABINO continuam a ser encontrados em diferentes partes da Itália, assim como nas comunidades italianas espalhadas pelo mundo.


Algumas genealogias na região Nordeste do Brasil

Oferecemos este breve ensaio genealógico da prole Sabino em Pernambuco, tendo como ponto de partida, Capitão Antônio Conrado Sabino que se casou com a pernambucana Maria Emília Vital, ela sendo filha do carioca Antônio de Oliveira Vital e da pernambucana Joanna Florinda de Gusmão Pereira Lobo. Desse matrimônio tiveram 02 filhas, onde herdaram o sobrenome: Sabino. 

Capitão Antônio Conrado teve 05 netos que herdaram os sobrenomes: Gusmão Lobo e Sabino de Gusmão Lobo. 

Capitão Antônio Conrado teve aproximadamente 17 bisnetos que herdaram os sobrenomes: Gusmão Lobo, Gusmão e Heck.

 

Com a intenção de ampliar as pesquisas sobre possíveis ascendentes estrangeiros com sobrenome Sabino na região Nordeste do Brasil, seguem mais alguns dados relevantes:

Bahia: Francisco Pereira Sabino, nascido aproximadamente em 1808 e se casou com Joaquina M. da Costa Sabino.

Sergipe: Padre Vicente Sabino dos Santos, nascido aproximadamente em 1824 e se casou com Celcina Dantas Barbosa. Desse matrimônio tiveram 03 filhos.

Alagoas: Umbelino Angelico Sabino de Melo, nascido em 1849 em Maceió/AL e se casou com Guilhermina Basilio da Costa, ela sendo filha de Manoel Basilio da Costa e Francisca Basilio da Costa. Desse matrimônio tiveram 01 filho.

Paraíba: Gertrudes Sabino, nascida aproximadamente em 1847 e se casou com Manoel Gomes Cabral, ele sendo filho de João Gomes Cabral e Claudina Maria da Conceição. Desse matrimônio tiveram 12 filhos.

Rio Grande do Norte: Manoel Gomes da Silva Sabino, nascido aproximadamente em 1855 e se casou com Firmina Maria Fernandes. Desse matrimônio tiveram 02 filhos.

Ceará: Maria do Carmo Sabino, nascida aproximadamente em 1783 e se casou com Manuel Lourenço da Silva, ele sendo filho de Tomás Lourenço da Silva e Rosa Maria Teles de Melo. Desse matrimônio tiveram 12 filhos.

Piauí: Antônio Sabino da Silva, nascido aproximadamente em 1845 e em 1ª núpcia se casou com Carolina Maria de Jesus Bezerra, ela sendo filha de Izidro Pereira de Maria Bezerra e Maria Antônia do Sacramento. Desse matrimônio tiveram 08 filhos.

Em 2ª núpcia se casou com Raimunda Maria de Jesus. Desse matrimônio tiveram 01 filho.

Maranhão: Jozefa Adelaide Sabino, nascida em 1839 e se casou com Antônio Leite de Moraes Rego, ele sendo filho de Juvêncio Antônio de Moraes Rego e Anna Joaquina de Moraes Rego.



Texto de Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

Antônio Sabino da Silva. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GXSL-9RN)<. Acesso em 04 de março de 2025.

Capitão Antônio Conrado Sabino. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/G9VZ-TGV)<. Acesso em 09 de março de 2025.

Francisco Pereira Sabino. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/9N5B-JYY)<. Acesso em 04 de março de 2025.

Gertrudes Sabino. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/9NL1-GXF)<. Acesso em 07 de março de 2025.

História e origem do sobrenome Sabino. Disponível em: >(https://www.mastercidadania.com.br/sabino-a-historia-e-origem-do-sobrenome)<. Acesso em 09 de março de 2025.

Jozefa Adelaide Sabino. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/G6KR-WNS)<. Acesso em 04 de março de 2025.

Manoel Gomes da Silva Sabino. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GZ67-HT1)<. Acesso em 04 de março de 2025.

Maria Emília Vital. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/G8V4-21M)<. Acesso em 16 de março de 2025.

Padre Vicente Sabino dos Santos. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GS84-84V)<. Acesso em 07 de março de 2025.

Umbelino Angelico Sabino da Silva. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/GLCQ-D5K)<. Acesso em 21 de fevereiro de 2025.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Retrospectiva do blog GuardaChuva Educação 2025

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No ano de 2025, o blog GuardaChuva manteve o compromisso em publicar postagens com maior frequência sobre a genealogia das famílias nordestinas, revelando aspectos históricos intrigantes, origens e histórias de clãs significativos da região, assim como curiosidades sobre dna de ancestralidade. Os leitores tiveram a oportunidade de mergulhar em nossos textos que possibilitaram conexões familiares, assim como lembranças de fatos históricos envolvendo clãs e figura ilustre da família.



No blog Guarda Chuva Educação, nossa meta é encontrar colunistas que estejam engajados em pesquisar e desenvolver conteúdo exclusivo focado em genealogia, história e curiosidades sobre dna de ancestralidade. Um dos principais obstáculos é identificar profissionais que se dediquem a criar publicações originais, sem incorrer em plágio, e que sintam uma forte ligação com a história das famílias nordestinas do Brasil. No ano de 2025, os colunistas convidados tiveram interesse em colaborar com o blog, foi tão importante saber que priorizamos a qualidade, a ética e a profundidade das publicações. Gratidão pelas contribuições ao Lucas Nascimento de Morais e Patrício Holanda, juntamente com Eugênio Pacelly Alves. Muito obrigado!

Lucas Nascimento de Morais, publicações sobre história, com foco em heráldica.

- Patrício Holanda, publicações sobre genealogia com foco em biografias, bem como história, com foco em fatos históricos antigos.



No ano de 2025 sentimentos a necessidade de ampliar publis sobre genealogia com foco em biografias e história, com foco em fatos históricos antigos. Dessa forma, o blog GuardaChuva anunciou em grupos de genealogia no whatsapp para pesquisadores genealógicos autônomos compartilharem textos que foram publicados durante o ano de 2025. Gratidão pelas contribuições ao Alexandre Gonçalves do Bonfim, Henrique Rodrigues Neri e Susana Machado Félix. Muito obrigado!

Alexandre G. do Bonfim, texto compartilhado em 11 de fevereiro de 2025 para a publicação "Paraguaçu ancestral" adaptado por Eugênio Pacelly Alves.

- Henrique Rodrigues Neri, texto compartilhado em 05 de agosto de 2025 para a publicação "Capitão Alexandre Nery" adaptado por Patrício Holanda.

- Susana Machado Félix, texto compartilhado em 27 de outubro de 2025 para a publicação "Caetano José de Machado" adaptado por Patrício Holanda.



No ano de 2025 conseguimos criar ótimas publicações que fizeram os leitores refletirem sobre como a sua família se estabeleceu no Nordeste do Brasil, quais são as origens das famílias dessa região e de que forma elas moldaram a história e a cultura local. No blog GuardaChuva Educação, as partes interessadas puderam encontrar publicações exclusivas sobre a genealogia das famílias nordestinas, evidenciando histórias antigas e curiosidades étnicas através do dna de ancestralidade.

A genealogia serve como uma potente ferramenta para compreender não apenas as raízes da sua própria família, mas também as conexões entre diversos povos, etnias e culturas. Ao explorar a história das famílias nordestinas, você perceberá as influências indígenas, africanas, portuguesas e até de outras partes do mundo, que se entrelaçaram para formar as atuais gerações da região.

Nos nossos textos, os leitores tiveram acesso a investigações minuciosas sobre os primeiros habitantes do Nordeste, assim como sobre as grandes migrações e os processos de colonização que impactaram a formação das famílias. Além disso, o blog examina as tradições e os hábitos que marcaram diferentes gerações, incluindo a influência da economia, das crenças religiosas e de eventos históricos que moldaram o percurso de muitas famílias ao longo dos anos.

Compreender a genealogia das famílias nordestinas também é uma oportunidade de redescobrir as histórias de seus antepassados, resgatar memórias esquecidas e ainda fortalecer os laços familiares. Através de nossas publicações, leitores no mundo puderam realizar pesquisas genealógicas, a usar documentos históricos e a explorar diversas fontes para compor sua própria árvore genealógica.

Além de focar em genealogia, o blog Guarda Chuva Educação também discute outros aspectos históricos pertinentes à formação das famílias do Nordeste, abrangendo como conflitos, guerras e movimentos comerciais que influenciaram o futuro de muitas linhagens.

Nosso objetivo foi criar conteúdos que motivassem você a se reconectar com suas raízes e a entender as complexidades da história das famílias na região Nordeste do Brasil.



No ano de 2025, o blog GuardaChuva Educação obteve notáveis 420.075 mil visualizações, firmando-se como uma fonte de referência em genealogia, fatos históricos e curiosidades étnicas! Nossa maneira singular de abordar a herança das famílias da região nordestina, suas origens e tradições atraiu leitores curiosos em investigar suas próprias raízes.  



No ano de 2025, diversos patrocinadores se juntaram ao blog GuardaChuva Educação para ajudar com nossos gastos e divulgar suas marcas em conteúdo relacionado à genealogia. Esses colaboradores, interessados em tópicos como a história das famílias do Nordeste e pesquisa genealógica, valorizaram o impacto do nosso trabalho, que teve 420.075 mil visualizações.  



No ano de 2024 estabelecemos colaborações estratégicas com sites e blogs renomados na área de genealogia. Essa parceria aumentou nossa visibilidade, unindo pesquisadores e amantes da genealogia que desejam explorar suas origens familiares. Com materiais exclusivos sobre árvore genealógica, história familiar e a utilização do FamilySearch, oferecemos recursos valiosos para aqueles que desejam manter suas memórias vivas. Juntos ainda em 2025, passamos de 1.200 visualizações diárias no ano anterior para a média de 1.923 visualizações diárias em 2025, reforçando nosso objetivo de tornar a genealogia acessível para todos. 



Começou no ano de 2024, aprimorar e corrigir todos os indicadores sugeridos pelo Google Search relacionadas a experiência do usuário ao acessar nosso blog, seja pelo celular, tablet ou desktop. Comemoramos um marco significativo: nosso blog obteve uma pontuação acima de 87 no Google Search Tools, desde o mês de outubro, evidenciando sua relevância e qualidade. Esse progresso demonstra nosso empenho em criar textos otimizados com palavras-chave em estratégias seo, gerando mais de 191 cliques por artigo. Esse feito reafirma nosso compromisso em disponibilizar informações úteis e confiáveis para nosso público. Agradecemos por estar conosco nesta trajetória de crescimento. Siga explorando e divulgando nossas descobertas!


No período recente de três meses, comemoramos um grande feito: nosso blog atingiu 100 pontos em SEO nas ferramentas do Google Search Console. Esta realização demonstra nossa dedicação a oferecer conteúdo de excelente qualidade e otimização, abordando assuntos como história familiar e genealogia consistentemente. O resultado? Maior visibilidade e interação para aqueles que desejam investigar suas origens. 





No semestre anterior, o nosso blog foi citado em 01 TCC e 02 Artigos Científicos como uma referência confiável em relação a genealogia, árvore genealógica e história familiar. Essa citação acadêmica enfatiza a qualidade e a relevância do nosso material, que recebe mais de 191 acessos por artigo. Nos sentimos honrados em ajudar em pesquisas e projetos educacionais, permitindo que os estudantes aprofundem suas investigações. Esse reconhecimento nos estimula a continuar fornecendo informações úteis para a construção de memórias e histórias. 

Quando houver a publicação oficial dos trabalhos e artigos nas revistas, disponibilizaremos os links para consultas.



Em 2025, o colunista e redator chefe Eugênio Pacelly Alves, do blog GuardaChuva Educação, se destacou como um dos principais colaboradores do ano, com um total notável de 188 publicações das 201 publicadas. 

Por meio de uma abordagem eficaz de SEO no Google Search Console, cada artigo foi ajustado para otimizar sua relevância nos mecanismos de busca, utilizando palavras-chaves mais buscadas. Essa estratégia assegurou maior visibilidade ao material, promovendo engajamento e posicionando o blog como um ícone na área educacional sobre genealogia. 

O resultado foi expressivo, com um crescimento no tráfego orgânico e um aumento na interação dos leitores, que passaram a valorizar a qualidade e a pertinência dos conteúdos. A contribuição de Eugênio Pacelly Alves foi crucial para fortalecer a missão do blog GuardaChuva Educação: fornecer informações transformadoras e motivar práticas educativas contemporâneas.



- Eugênio Pacelly Alves, colunista e redator chefe, estrategista seo e programador html e css.

- Lucas Nascimento de Morais, colunista.

- Patrício Holanda, colunista.



Texto de Eugênio Pacelly Alves


Referências bibliográficas:

FamilySearch. Disponível em: >(FamilySearch.org)<. Acesso em 12 de dezembro de 2024.

O que é o Google Search Console e como utilizar a seu favor. Disponível em: >(O que é o Google Search Console e como utilizar a seu favor)<. Acesso em 12 de dezembro de 2024.

O que é SEO e para que serve. Disponível em: >(O que é SEO e para que serve?)<. Acesso em 12 de dezembro de 2024.

Retrospectiva do blog GuardaChuva Educação 2024. Disponível em: >(Retrospectiva do blog GuardaChuva Educação 2024 (GuardaChuva Educação))<. Acesso em 19 de dezembro de 2025.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Retalhos da família Marques de Santana de Flores de Ribeira do Pajeú ao Ceará de 1850 a 1900

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Antônio Marques de Santana, nascido aproximadamente em 1825 é filho de João de Santana e Maria de Santana. Se casou com Anna Francisca da Conceição. Desse matrimônio tiveram 08 filhos. São eles:

1. Manoel Amâncio de Santana, nascido em 1843 e se casou com Maria Rodrigues do Nascimento. Desse matrimônio tiveram 07 filhos.

2. Miguel Amâncio de Santana, nascido aproximadamente em 1850 e em 1ª núpcia se casou com Joanna Ferreira Passos, ela sendo filha de Antônio Marinho Falcois e Luzia Gomes da Cruz. Desse matrimônio tiveram 15 filhos. São eles:

2.1. Francisca Santana, nascida em 1869.

2.2. Antônia de Santana, nascida em 1871.

2.3. Ana Felícia Marques de Santana, nascida aproximadamente em 1871 e se casou com Joaquim José Moreira, ele sendo filho de José Felismino Moreira.

2.4. Raimundo Marques de Santana, nascido em 1872.

2.5. João Marques de Santana, nascido aproximadamente em 1872 e se casou com Maria Francisca da Soledade, ela sendo filha de Miguel José de Freitas e Benedita Rodrigues da Costa. Desse matrimônio tiveram 12 filhos.

2.6. José Marques Sobrinhonascido em 1874 em Ipueiras e se casou com Maria Leocádia de Souza, ela sendo filha de Francisco da Costa Araújo e Geracina de Souza. Desse matrimônio tiveram 04 filhos.

2.7. Felismina Marques de Santana, nascida aproximadamente em 1887.

2.8. Maria Amâncio Marques de Santana, nascida aproximadamente em 1887.

2.9. Balbina Marques de Santana, nascida aproximadamente em 1891 e se casou com Raymundo Ferreira da Silva, ele sendo filho de Silvano Ferreira da Silva e Maria Bezerra do Espírito Santo. Desse matrimônio tiveram 06 filhos.

2.10. Vicente Marques de Santana, nascido aproximadamente em 1891 e se casou com Maria Francisca do Espírito Santo, ela sendo filha de Manoel Vieira de Sousa e Maria Francisca de Sousa. Desse matrimônio tiveram 03 filhos.

2.11. Rosa Marques de Santana, nascida em 1897 em Nova Russas/CE e se casou com Antônio João de Oliveira, ele sendo filho de João Vicente de Oliveira e Ursulina Maria de Jesus. Desse matrimônio tiveram 12 filhos.

2.12. Francisca Olivia da Luz, nascida aproximadamente em 1898.

2.13. Maria Marques de Santana

2.14. Francisco Elvira da Luz

2.15. Jovelino Marques de Santana

Miguel Amâncio em 2ª núpcia se casou com Maria Francisca de Souza, ela sendo filha de Francisco Freire Carneiro e Raimunda Maria da Conceição.


3. Inocêncio Marques de Santana, nascido aproximadamente em 1856 e se casou com Rosalina Alves de Matos. Desse matrimônio tiveram 11 filhos. São eles:

3.1. Francisca Marques, nascida aproximadamente em 1888.

3.2. Francisco Marques, nascido em 1888 em Ipueiras/CE.

3.3. Anna Francisca da Conceição, nascida aproximadamente em 1889 e se casou com João Francisco Marques, ele sendo filho de Francisco Marques de Santana e Ana Laurinda.

3.4. Antônio Marques, nascido aproximadamente em 1890.

3.5. José Marques de Santana, nascido aproximadamente em 1891.

3.6. Maria Alves Leitão, nascida aproximadamente em 1892 e se casou com Luiz Ribeiro Leitão. Desse matrimônio tiveram 06 filhos.

3.7. Melchiades Marques de Santana, nascido aproximadamente em 1893.

3.8. Agostinho Marques de Santana, nascido aproximadamente em 1894.

3.9. Manoel Marques de Santana, nascido aproximadamente em 1895.

3.10. Feliciana Marques do Nascimento, nascida aproximadamente em 1896 e se casou com Augusto Ribeiro de Carvalho. Desse matrimônio tiveram 04 filhos.

3.11. Petrolina Marques de Santana, nascida aproximadamente em 1897.


4. Agostinho Marques de Santana, nascido em 1862 em Tamboril/CE.

5. Zeferino Marques de Santana, nascido em 1864 em Tamboril/CE e se casou com Jacinta de Santana.

6. Agostinho Marques de Santana, nascido em 1869 em Tamboril/CE e se casou com Rosa Maria do Nascimento, ela sendo filha de José Pedro Alves da Costa e Maria Gonçalves do Nascimento.

7. José Marques de Santana, nascido em 1870 em Ipu/CE e se casou com Francisca Raymunda de Sousa, ela sendo filha de João Manoel de Sousa e Clara Maria de Oliveira. Desse matrimônio tiveram 06 filhos. São eles:

7.1. Maria José de Santana, nascida em 1881 em São Benedito/CE.

7.2. Francisco Marques de Santana, nascido aproximadamente em 1887.

7.3. Ana Francisca de Souza, nascida aproximadamente em 1887.

7.4. Manoel Marques de Santana, nascido em 1889 em São Benedito/CE.

7.5. Gonçala Raimunda de Souza, nascida em 1891 em São Benedito/CE.

7.6. Cícero José de Sousa, nascido em 1896 em Nova Russas/CE.


8. Anna Maria da Conceição, se casou com João Ferreira Campos. Desse matrimônio tiveram 01 filha. É ela:

8.1. Izabel Ferreira Campos, nascida em 1873 em Ipueiras/CE.



Texto de Eugênio Pacelly Alves



Referências bibliográficas:

Antônio Marques de Santana. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/MMLR-D7K)<. Acesso em 25 de janeiro de 2025.

Anna Francisca da Conceição. Disponível em: >(https://www.familysearch.org/pt/tree/person/details/MMLR-DWF)<. Acesso em 06 de janeiro de 2024.

sábado, 20 de dezembro de 2025

Conflito entre famílias no Sertão Baiano em 1893

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Era uma época em que os coronéis utilizavam os clavinotes para impor suas leis de acordo com suas crenças, algo considerado um mal necessário para as comunidades perdidas nos sertões. Sem a sua presença, a força do mais forte dominaria de forma mais intensa. Com a autoridade nas mãos, tornavam-se verdadeiros nobres medievais, e pouco acontecia em suas áreas sem suas permissões, ou seja, quase nada. Quando havia conflitos entre as famílias que os apoiavam, eles apenas observavam, pois, a razão não tinha um único lado.

O conflito iniciou-se quando uma vaca pertencente ao coronel foi descoberta morta na propriedade Pau de Espinho, que era de propriedade da viúva Lourença de Oliveira Freitas. Afonso Lopes culpou os filhos da viúva pela morte do animal. Após essa disputa, houve uma luta de facão entre o genro do coronel, que levou a pior, e os filhos da viúva Lourença. Isso resultou no fim de uma antiga amizade que, embora não fosse a mais afetuosa, também não era hostil. O ocorrido aconteceu em 1893 na área de Belo Campo. Quando Afonso Lopes teve a briga com Sérgio, ele ainda não ocupava o cargo correspondente ao de subdelegado. 

Contudo, após assumir, não hesitou em empregar sua autoridade para resolver suas diferenças com os filhos da viúva, e foi nessa condição que tirou a vida dos dois irmãos diante de sua mãe, gerando uma das mais cruéis vinganças familiares da história do Brasil. A ação impulsiva de Afonso acabou levando à destruição de muitos parentes.

Dona Lourença amarrou os corpos de seus filhos nas costas de dois animais e os carregou por mais de dez léguas até a entrada do cemitério de Conquista. Lá, ela proferiu uma frase que reverberou na região por várias décadas: "Vocês mataram meus filhos, enterrem-nos se quiserem, senão comam".

Calixto, um dos filhos da viúva, permaneceu em silêncio ao descobrir seus irmãos mortos e deixou a aldeia. Logo após sua partida, espalhou-se o rumor de que ele estava juntando homens para se vingar. A família do Coronel Domingos começou a se precaver, aguardando uma represália de Calixto, que durou mais de um ano de tensão. O Coronel tinha certeza de que Calixto buscava vingança, mas não esperava que ele aparecesse com toda aquela força bélica, seus homens estavam dispersos. Calixto chegou às terras do Coronel ao amanhecer, e pela manhã, a mansão da fazenda Tamanduá estava cercada. Mulheres e crianças conseguiram sair sob a promessa de que nada aconteceria, iniciando então o tiroteio contra aqueles que permaneceram barricados na casa.

O confronto durou um dia e meio, eles suportaram bastante tempo, mas, apesar de estarem bem preparados, não contavam com uma reação tão estratégica, pois Calixto liderava quase cem homens armados. Quando o Coronel percebeu que suas defesas estavam se esgotando, decidiu se render junto com todos que estavam na casa, tentando salvar algumas vidas. No entanto, Calixto tinha um objetivo claro ao tomar a mansão, eliminou todas as vinte e duas pessoas da família do Coronel Domingos Ferraz, incluindo ele e seu genro Afonso Lopes, que foi decapitado com uma foice. Os corpos permaneceram expostos no local da tragédia, e os parentes temiam represálias ao tentarem enterrá-los. Apenas após a intervenção de pessoas neutras é que os sepultaram ali onde caíram. 

Com o passar dos anos, o que sobrou do casarão incendiado foi aos poucos destruídos. Calixto deixou a região, pois sua missão já havia sido cumprida. A maioria dos jagunços trazidos por ele permaneceu (outra grande tragédia), acredita-se que foram contratados pelos coronéis da área, ainda assustados com o ocorrido. 

Essa disputa perdurou por anos, até a década de 40, resultando em muitas mortes, incluindo a de Calixto, que perdeu a vida em uma emboscada em um povoado no norte de Minas Gerais. 



Texto de Patrício Holanda



Referências bibliográficas:

A tragédia do Tamanduá. Disponível em: >(https://eustaquiotolentinoespinosa.blogspot.com/2025/07/3787-tragedia-do-tamandua.html)<. Acesso em 25 de agosto de 2025.

A tragédia do Tamanduá. Disponível em: >(A tragédia do Tamanduá (@vitoriadaconquistahistorica))<. Acesso em 06 de agosto de 2025.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Revolução de 1817 a 1824

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A participação da família Magalhães Pinto, juntamente com outras famílias do Ceará, no movimento separatista de 1824 foi um evento que não ocorreu de maneira isolada. A Revolução Pernambucana, que ocorreu em 1817, já havia estabelecido as bases para a resistência ao governo central, e diversas famílias que estiveram envolvidas nesse episódio também se alistaram na luta no Ceará. Um exemplo notável é o de Manoel Alexandre de Lima, que era genro de José de Barros Lima, conhecido como Leão Coroado, uma figura central na revolta de 1817. Leão Coroado foi um dos pioneiros a se insurgir contra a opressão dos portugueses, ao matar um oficial que tentava detê-lo, o que deu início à Revolução Pernambucana. Esse ato marcante se tornou um símbolo da resistência local e foi um legado passado de geração em geração. Manoel Alexandre de Lima e outros líderes cearenses, que eram parentes de Barros Lima, mantiveram viva essa tradição de luta contra o centralismo, que foi fundamental nos eventos de 1824.

A continuidade dessa tradição de resistência ocorreu dentro da família. Em 1814, Alexandrina Joaquina Taveira, filha de Manoel Alexandre de Lima de seu primeiro casamento, uniu-se a José Vidal de Negreiros, unindo assim as famílias Lima e Vidal de Negreiros em Quixeramobim. Entre as testemunhas desse casamento, haviam personalidades significativas, como o v e o Capitão Miguel José de Queiroz, que tiveram papéis importantes nos acontecimentos que se seguiram à promulgação da ata.

Na lista de signatários da ata de 9 de janeiro de 1824, estão destacados nomes que tinham vínculos com o Leão Coroado. Manoel Alexandre de Lima, que era escrivão da Câmara, já foi mencionado como cunhado de José de Barros Lima (1764-1817). José Monteiro de Magalhães Pinto, um comerciante influente e proprietário de terras, também integrava esse círculo familiar, assim como seu irmão Antônio José de Magalhães Pinto e, mais tarde, seu filho, José Monteiro de Magalhães Pinto Jr. A atuação dessas personalidades está profundamente conectada às relações familiares que se estenderam por gerações. Manoel Alexandre de Lima, que ficou viúvo de Anna Joaquina Taveira (que viveu aproximadamente de 1777 a 1809), contraiu matrimônio novamente com Maria de Nazareth Bezerra de Menezes. Esse segundo casamento, realizado em 27 de novembro de 1809, em Aracati, fortaleceu a presença de sua família no Ceará, especialmente na área de Quixeramobim, situada no sertão Central. Dessa união nasceu Maria Conceição de Albuquerque Lima, que se casou com Fábio Máximo de Moraes Monteiro, filho de José Monteiro.



Texto de Patrício Holanda



Referências bibliográficas:

ARAÚJO LIMA, Francisco de. Genealogia Cearense: séculos XVIII e XIX. Fortaleza: Edições Nordeste, 1988.

BEZERRA NETO, Eduardo de Castro; BARROS LEAL, Vinicius; TELES PINHEIRO, Raimundo. Os Bezerra de Menezes: do Riacho do Sangue, da Zona Norte e do Cariri. Fortaleza: Tipografia a Minerva, 1982. 

 FACÓ, Boanerges. Genealogia Família Queiroz - Ferreira de Beberibe - Os Facós - Turbulentos e Trágicos. In: Revista da Academia Cearense de Letras, 1961, n. 17, p. 254-273.

MATTOS, Ilmar Rohlo de. O Tempo Saquarema: a Formação do Estado Imperial. São Paulo: Hucitec, 1994. MELLO, Evaldo Cabral de. A Outra Independência: O Federalismo Pernambucano de 1817 a 1824. São Paulo: Editora 34, 2004.