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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Descendência e ancestralidade de Porcina Augusta Barreto de Sobral/CE de 1863 a 1900

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(Texto compartilhado no dia 26 de janeiro de 2026 por Sérgio Barreto)

Porcina Augusta Barreto, nasceu aproximadamente em 1863 e se casou com Joaquim de Souza Lima, ele sendo filho de Cleodato de Sousa Lima e Manuela de Sousa. Porcina Augusta é filha de Miguel Antônio de Mello Barreto e Marianna Augusta de Vasconcellos. No casamento com Joaquim tiveram 12 filhos. São eles:

1. Maria Barreto Lima, nascida em 1881 em Sobral/CE.

2. Julio Barreto Lima, nascido em 1882 em Crateús/CE e em 09 de julho de 1910 se casou com Maria Carolina Feijão, ela sendo filha de Vicente Gonçalves Feijão e Maria José de Jesus. Desse matrimônio tiveram 08 filhos que herdaram o sobrenome Bezerra e Barreto Lima.

3. Deolindo Barreto Lima, nascido em 1884 em Crateús/CE e em 28 de outubro de 1905 se casou com Maria Brasil, ela sendo filha de João Gomes Brasil e Petronilla Augusta Barreto Brasil. Desse matrimônio tiveram 08 filhos que herdaram o sobrenome Brasil Lima e Barreto Lima.

4. Joanna Barreto Lima, nascida em 1888 em Sobral/CE e se casou com Pedro Coelho, ele sendo filho de Manuel Coelho Lima e Francisca Coelho Lima. Desse matrimônio tiveram 07 filhos que herdaram o sobrenome Lima Coelho.

5. Leonor Barreto Lima, nascida em 1891 em Sobral/CE.

6. Manuela Barreto Lima, nascida em 1893 em Crateús/CE e em 22 de novembro de 1912 se casou com Ataliba Daltro Barreto, ele sendo filho do Coronel Aristides de Mello Barreto e Rita Ferreira da Costa. Desse matrimônio tiveram 05 filhos que herdaram o sobrenome Barreto.

7. Maximino Barreto Lima, nascido em 1895 em Independência/CE e em 18 de setembro de 1920 se casou com Maria Antonieta Sólon, ela sendo filha de Luís Solon de Aguiar e Antonieta Augusta de Paula. Desse matrimônio tiveram 04 filhos que herdaram o sobrenome Barreto Lima.

8. José Barreto Lima, nascido aproximadamente em 1897.

9. Francisco das Chagas Barreto Lima, nascido em 1898 em Sobral/CE e se casou com Maria Cesarina Lopes, ela sendo filha de Cesário Lopes Freire e Vicência Teixeira Lopes. Desse matrimônio tiveram 08 filhos que herdaram o sobrenome Barreto e Barreto Lima.

10. Joaquim Barreto Lima

11.  Noca Barreto Lima

12. Raimundo Barreto Lima

 

Ancestralidade paterna de Porcina Augusta:

Avós: Antônio Gomes Barreto (aproximadamente 1802) e Bernardina Francisca de Mello (aproximadamente 1800).

Bisavós: Manoel Gomes Barreto e Anna Thereza de Jesus; Francisco de Mello Barreto (aproximadamente 1760) e Maria Thereza de Jesus (aproximadamente 1769).

Trisavós: Capitão Antônio Gomes Barreto e Escolástica Maria de Melo; Antônio Fernandes da Silva Peixoto (aproximadamente 1740) e Maria Manoela de Farias Ramos (aproximadamente 1746); João Carvalho (aproximadamente 1740) e Theresa de Jesus (aproximadamente 1740). 

Tetravós: português Coronel Manoel Gomes Barreto e Maria Pessoa da Silva; Felisberto Correia de Melo (aproximadamente 1700) e Antônia Maria de Melo (aproximadamente 1712); português Sargento-mor José Fernandes da Silva (aproximadamente 1704) e a brasileira Isabel Peixoto da Silva Távora (aproximadamente 1720); Manuel Pessoa da Silva (aproximadamente 1726) e Maria de Farias Ramos (aproximadamente 1726).

5° avós: portugueses Matias Gomes Barreto (aproximadamente 1670) e Maria dos Santos (aproximadamente 1670); português Manoel Pessoa da Silva (aproximadamente 1675) e a brasileira Francisca de Sousa Montes (aproximadamente 1702).

6° avós: portugueses Manoel Gomes e Maria Francisca Gomes Barreto; portugueses Manoel João dos Santos (aproximadamente 1650) e Maria João dos Santos (aproximadamente 1650).



Ancestralidade materna de Porcina Augusta:

Avós: Manoel Alexandre de Vasconcelos (aproximadamente 1800) e Catharina Maria de Jesus (aproximadamente 1803).

Bisavós: Alexandre Pereira de Castro (aproximadamente 1767)  e Mariana Axioles de Vasconcelos (aproximadamente 1776) 

Trisavós: português Capitão Francisco Pereira de Sá e Miranda (aproximadamente 1715)  e Maria Francisca Fernandes da Silva (aproximadamente 1740); André Accioly de Vasconcelos (aproximadamente 1720)  e Maria Roza Félix (aproximadamente 1725)

Tetravós: portugueses Estevão Pereira de Lomba e Ângela de Sá Barbosa Barcelar (aproximadamente 1677); português Sargento-mor José Fernandes da Silva (aproximadamente 1704)  e Isabel Peixoto da Silva Távora (aproximadamente 1720);  

 

IMPORTANTE: Anna Tereza de Jesus e Maria Thereza de Jesus eram irmãs, sendo bisnetas dos patriarcas dos Peixoto Távora da Ribeira do Jaguaribe, o Sargento-mor Manuel Peixoto da Silva Távora – O Peixotão casado com Genoveva da Assunção Fonseca Ferreira [Paes Botão].

 

Sobre Porcina:

Segundo LIMA (2018): “Porcina era muito retacada, dedicada e vivia a cuidar dos afazeres domésticos e da vida da extensa prole. Dizem [...] que era muito dada a leitura; lia e escrevia muito. Foi provavelmente, quem despertou e incutiu nos filhos o valor da educação, da leitura e da escrita.” Podemos concluir que a ligação dos Barretos de Sobral, no Ceará, como os Barretos da Ribeira do Jaguaribe, em Jaguaribe, Ceará, se dá através de Marianna Augusta de Vasconcellos (que era tia trisavó de Sérgio Barreto), e mãe de Porcina Augusta Barreto.

Epaminondas Barreto, avô materno de Sérgio Barreto, sempre ia a Sobral. Quando criança, uma vez, perguntamos o motivo dessa viagem e então nos respondeu: “vou visitar o meu primo Joaquim Barreto.” Epaminondas era filho de Emília Alcina Barreto, neto de Afro Pereira Cabuty, que era irmão de Marianna Augusta de Vasconcellos.


Sobral/CE:

A cidade foi estabelecida por famílias que escapavam do conflito contra os holandeses no século dezessete. Em 1772, foi promovida a vila distinta e real de Sobral, e em 1841 recebeu o status de cidade. Desde 1871, Sobral se destacou como um importante centro abolicionista no Ceará. Quando a abolição da escravidão foi anunciada em 1888, não havia mais pessoas escravizadas na cidade, conforme relatado pela mídia da época.

Cerca de cinquenta anos atrás, a localidade se firmou como o principal centro comercial do norte do estado. Na segunda metade do século dezenove, o progresso de Sobral superou o da capital, Fortaleza, fazendo dela uma das mais relevantes cidades do Ceará, ao lado de Icó e Aracati.

Em 1919, Sobral, junto com a Ilha do Príncipe em São Tomé e Príncipe, foi o cenário de uma importante validação científica. A Expedição Britânica do Eclipse Solar, sob a liderança de Arthur Stanley Eddington, se dirigiu a esses locais para verificar, por meio do eclipse, como a luz é desviada ao alcançar a Terra. Com essa confirmação, Albert Einstein pôde validar sua Teoria da Relatividade. No dia do eclipse, a Ilha do Príncipe enfrentou péssimas condições climáticas, o que prejudicou a coleta de dados. O céu estava muito encoberto, resultando em apenas duas dentre várias imagens de estrelas. Em contraste, as condições em Sobral foram muito mais favoráveis, onde foram registradas sete imagens de qualidade do fenômeno.

Em celebração a esse evento, foi erguido um monumento na praça da Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio, que mais tarde se transformou em um museu conhecido como Museu do Eclipse, em homenagem à cidade e aos físicos e astrônomos que contribuíram para essa descoberta.

 


Texto adaptado por Eugênio Pacelly Alves




Referências bibliográficas:

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Entrevista com a pesquisadora genealógica autônoma Margareth Almeida

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No dia 25 de janeiro de 2026 entrevistamos a pesquisadora genealógica Margareth Almeida aqui no Blog GuardaChuva Educação.

Com atividade notória nas indexações de registros antigos no FamilySearch você poderá conhecer um pouco mais sobre a trajetória da pesquisadora Margareth.

Boa leitura!


1. Poderia falar um pouco mais sobre o seu trabalho nas pesquisas genealógicas autônomas, seus objetivos, futuros projetos, quais ramos familiares pesquisa e em quais regiões?

Meu trabalho de pesquisa genealógica consiste na leitura de livros paroquiais e diocesanos do estado do Ceará, com maior foco — embora não exclusivo — na região Noroeste do estado, especialmente no Vale do Acaraú. Também realizo a leitura de literaturas específicas sobre genealogia e sobre a história da região e de suas famílias, de autores diversos.

Vale registrar que nada disso teria valor sem o apoio de outros pesquisadores da região, que, ao longo dos anos, muito me agregaram com seus conhecimentos diversificados, sugestões, dicas, conselhos e contribuições a partir dos resultados de suas próprias pesquisas.

Atualmente, tenho como projeto a leitura e o cadastramento, na plataforma FamilySearch, de todos os registros de casamentos — e seus personagens — administrados pela paróquia de Santa Quitéria e que constam nos livros disponíveis para consulta. Encontro-me apenas na página 100 do primeiro livro. É um trabalho árduo, mas tenho certeza de que não somente eu, como também outros amigos pesquisadores, colherão os frutos desse esforço. É claro que seria maravilhoso ter parceiros nesse trabalho, mas o fato de não os ter não me impedirá de continuar.

Vejo a região como um grande bordado que, além de ainda estar sendo construído, necessita de constante restauro. Penso que esse bordado só poderá ser realizado por muitas mãos. Quero contribuir com alguns pontos, e é isso que meu trabalho representa: esta é a minha contribuição para todos. Não somente eu tirarei proveito desses registros, mas todos, pois a genealogia se faz assim: com todos e para todos.

Meu sonho utópico é que, por meio de trabalhos como o nosso, nós, pesquisadores de genealogia, possamos deixar para a região não apenas a minha ou a sua ancestralidade, mas que, um dia, isso possa ajudar — ainda que como um pequeno ponto nesse grande bordado — na valorização da cultura regional, auxiliando o povo a se reconhecer naquela terra, a amá-la um pouco mais, não a abandonando, mas valorizando ainda mais sua cultura.

 

2. No seu ponto de vista, como o Blog GuardaChuva Educação pode ajudar os leitores que têm família na região Nordeste do Brasil?

O Blog GuardaChuva Educação auxilia de forma significativa na proliferação e difusão de conteúdos e informações sobre personagens ancestrais e contemporâneos que fazem parte da história da região, seja pelo legado deixado durante sua existência terrena, seja por seus estudos e descobertas relacionadas a histórias, imagens, casos e lendas regionais, além da divulgação de todo esse material.

 

3. Como começou o seu interesse particular pela genealogia?

Meu interesse pela genealogia, como ocorre com a maioria das pessoas, surgiu de forma pessoal: um desejo de conhecer quem eram meus ancestrais, quem eram as pessoas que educaram aquelas que eu tanto amava, como, por exemplo, meus avós.

Tive a sorte de ter acesso às anotações de um caderno pertencente à prima em primeiro grau de minha avó Maria Fausta Ferreira, a prima Anízia Marques. Esse caderno continha muitos registros de nascimento, batismo, casamento e falecimento de familiares, além de informações de todo o distrito de onde meus pais são originários: o distrito de Macaraú, em Santa Quitéria. Em posse desse material, tudo começou.

 

4. Conte-nos um pouco mais sobre esses estudos genealógicos.

Debruçada sobre as anotações desse caderno, fiz grandes descobertas e criei diversas teses — algumas dignas de grande orgulho, outras nem tanto. Nesse momento, precisei refletir por um período se era realmente esse o caminho que desejava seguir. Tomei consciência de que trilhar essa jornada poderia trazer muitas alegrias, mas também descobertas que talvez não fossem motivo de orgulho, diante dos princípios e valores que hoje me regem. Optei, então, por pausar as pesquisas.

Alguns anos depois, a decisão de retomá-las foi tomada com a clareza de que se tratava de uma grande necessidade pessoal de conhecer minhas origens. Eu me percebia como água corrente de um rio, preferencialmente do rio Acaraú, e compreender minhas origens — a fonte dessas águas — era essencial para que eu pudesse, dali em diante dar o melhor de mim, entender meu propósito pessoal e comunitário de vida. Era necessária uma virada de chave naquele momento, e eu tinha a certeza de que a resposta estava em minhas origens.

Essa decisão foi tomada durante um período que chamo de o ano do “intensivão com Deus”. Naquele tempo, eu enfrentava o tratamento de um câncer de mama e, em meio às sessões de quimioterapia, com a imunidade abalada e dúvidas sobre a continuidade da existência terrena, muitas perguntas surgiram. Eu precisava buscar respostas, e esse foi o caminho que escolhi: a genealogia, a minha ancestralidade.

 

5. Você trabalha em parceria com outros parentes que se tornaram pesquisadores genealógicos? Quem são, onde moram e qual é o tamanho das suas árvores genealógicas paterna e materna, além do antepassado mais remoto já encontrado?

Quanto a parentes pesquisadores de genealogia, infelizmente não consegui estimular esse interesse entre os mais próximos. Contudo, quando estudamos uma região específica, acabamos descobrindo parentes pesquisadores ao longo dos anos — graças a Deus!

A parceria que mantenho com os parentes mais próximos ocorre por meio das inúmeras e constantes entrevistas em que todo encontro familiar se transforma. Todos colaboram prontamente, sem exceção, e adoram ver os resultados refletidos em nossa árvore genealógica.

Estamos presentes em cidades como Sobral, Ipu, Ipueiras, Santa Quitéria, Cariré, Varjota, Reriutaba, Hidrolândia, São Benedito e Fortaleza, além do Rio de Janeiro, tanto no interior quanto na capital, entre outras localidades. Somos das famílias Ferreira e Almeida, descendentes dos Marques da Costa, Marques de Sousa, Furtado de Mendonça, Paiva, Dias de Paiva, Marinho Fialho, Ferreira Chaves, Henrique Ferreira, Fausto da Costa, Ferreira da Cruz, Vasconcelos do Prado, Almeida, Vidal Rodrigues, Rodrigues do Nascimento, Rodrigues da Silva, Rodrigues Tavares, Cipriano, Ferreira de Almeida, Rodrigues Salles, Rodrigues Lopes, dos Prazeres, entre muitos outros — uma enorme gama de sobrenomes antigos da região.

Minha árvore genealógica atualmente se aproxima de 4.000 pessoas. O antepassado mais remoto encontrado na minha árvore materna, nascido no Ceará, é o Tenente-General João Marques da Costa (1705–1785), natural de Amontada. No lado paterno, ainda não tenho certeza quanto à nacionalidade de todos, mas destaco Bartholomeu de Paiva Dias (1756). Ainda há muito a ser pesquisado.

 

6. Teve algum mistério que conseguiu desvendar por meio da genealogia?

Mistérios, eu não diria, mas muitas surpresas surgiram, além de diversas teses. Quem sabe, um dia, essas teses deixem de ser apenas hipóteses e passem a ser confirmadas — ou refutadas. Seria ótimo.

 

7. Que conselhos você daria para aqueles que estão começando agora a pesquisar suas famílias?

Calma! Tudo tem seu tempo.
Você não fará o trabalho todo; você apenas faz parte dele.

Dê o máximo que puder. Você é uma peça importante não apenas para sua família, mas também para a história e a cultura da sua região. Esse, no mínimo, será o seu legado.

A genealogia é um trabalho que jamais se faz sozinho: todos dependem de todos. Exercite a comunhão no sentido mais amplo da palavra.

Não se deixe influenciar negativamente por possíveis descobertas. Lembre-se: tudo nesta vida passa.

 

8. E para alguém que já pesquisa há algum tempo, mas parece ter chegado a um beco sem saída?

Haverá dias em que você se sentirá exaurido — não desanime. Respeite seus limites e permita-se descansar. Ao retornar, tudo ganhará um novo olhar.

É também um bom momento para pensar em outras possibilidades de fontes: leia sobre a história da sua região e dos arredores. Elas podem trazer ótimos insights.

 


Entrevista feita por Eugênio Pacelly Alves

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Descendentes de Cipriano Rodrigues Tavares em Santa Quitéria/CE de 1820 a 1920

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Cipriano Rodrigues Tavares, nascido aproximadamente em 1825 e se casou com Maria Victorina de Paiva. Desse matrimônio tiveram 08 filhos. São eles:

1. Maria, nascida em 1856 em Santa Quitéria/CE.

2. José Cipriano Rodrigues, nascido aproximadamente em 1858 e se casou com Cosma Alexandrina de Paiva, ela sendo filha de Estevão Ferreira Henriques e Alexandrina Ferreira de Paiva. Desse matrimônio tiveram 06 filhos. São eles:

2.1. Alexandrina Rodrigues do Espírito Santo, nascida em 1891 em Santa Quitéria/CE e se casou com Rufino Rodrigues do Nascimento, ele sendo filho de Hygino Rodrigues Tavares e Maria Raimunda do Nascimento. Desse matrimônio tiveram 08 filhos.

2.2. Augusto Rodrigues Sales, nascido em 1892 em Sobral/CE.

2.3. Rosa Rodrigues do Espírito Santo, nascida em 1894 em Santa Quitéria/CE e se casou com Francisco de Salles Ferreira, ele sendo filho de Francisco Henrique Ferreira e Alexandrina Ferreira do Espírito Santo. Desse matrimônio tiveram 02 filhos.

2.4. Júlio Cipriano Rodrigues, nascido em 1895 em Santa Quitéria/CE e se casou com Senhorinha Ferreira do Espírito Santo, ela sendo filha de Hygino Rodrigues Tavares e Maria Raimunda do Nascimento. Desse matrimônio tiveram 02 filhos.

2.5. Francisco José Rodrigues, nascido em 1899 em Santa Quitéria/CE e em 1ª núpcia se casou com Carmina Maria de Mesquita, ela sendo filha de Antônio Carlos Ferreira e Joana Maria de Mesquita.

Francisco José em 2ª núpcia se casou com Maria Martins do Espírito Santo, ela sendo filha de Marcolino Martiniano Bezerra e Irene Izabel Mesquita de Viana.

Francisco José em 3ª núpcia se casou com Maria dos Reis. Desse matrimônio tiveram 01 filho.


2.6. Maria Rodrigues do Espírito Santo, nascida em 1900 em Santa Quitéria/CE.


3. Izabel Maria, nascida em 1862 em Santa Quitéria/CE.

4. Cândido Rodrigues Tavares, nascido em 1863 em Ipu/CE e se casou com Rosa Francisca de Mesquita, ela sendo filha de Simplício Pinto de Mesquita e Francisca Carolina de Mesquita. Desse matrimônio tiveram 07 filhos. São eles:

4.1. Quintino Rodrigues de Mesquita, nascido em 1903 em Santa Quitéria/CE e se casou com Francisca Rodrigues Camelo, ela sendo filha de Francisco Antônio de Oliveira e Antônia Rodrigues de Paiva. Desse matrimônio tiveram 10 filhos. 

4.2. Joaquim Rodrigues de Mesquita, nascido em 1906 em Ipu/CE e se casou com Maria Rosa Magalhães, ela sendo filha de Belarmino Rodrigues Magalhães e Francisca da Conceição de Paula Rodrigues. Desse matrimônio tiveram 04 filhos. 

4.3. Jovelina Rodrigues Tavares,

4.4. Francisca Carolina de Mesquita Neta,

4.5. Joaquim José Rodrigues Tavares, nascido aproximadamente em 1908.

4.6. Hermellina Rodrigues Tavares,

4.7. Leôncio Rodrigues Tavares, nascido em 1910 e se casou com Maria Cândido de Sousa, ela sendo filha de Manoel Cândido de Sousa e Otília Marques de Sousa. 


5. Antônio Rodrigues Tavares, nascido aproximadamente em 1865 e se casou com Leonarda Francisca Rodrigues Tavares, ela sendo filha de Francisco Rodrigues Tavares Júnior e Rita Francisca de Mesquita. Desse matrimônio tiveram 03 filhos. São eles:

5.1. Raimundo Rodrigues Tavares, nascido aproximadamente em 1878.

5.2. Rita Rodrigues de Mesquita, nascida aproximadamente em 1890 e se casou com Firmino José Magalhães, ele sendo filho de José Magalhães e Maria Francisca Magalhães.

5.3. Francisca Rodrigues Tavares, nascida aproximadamente em 1891 e se casou com Manoel Gonçalves Gomes, ele sendo filho de Belchior Gomes e Rita Alves. Desse matrimônio tiveram 02 filhas.

 

6. João Rodrigues de Salles, nascido aproximadamente em 1867.

7. Hygino Rodrigues Tavares, nascido aproximadamente em 1868.

8. Francisco Rodrigues Tavares, nascido em 1871 em Ipueiras/CE.


Santa Quitéria/CE:

Na primeira parte do século XVIII (1708), os irmãos José Machado Freire e Miguel Machado Freire obtiveram, através de sesmaria, seis léguas de terrenos às margens do rio Groaíras. Contudo, foi em 1760 que João Pinto de Mesquita, que vivia na Fazenda Jacurutu Velho, localizada perto do que é atualmente o Distrito de Malhada Grande, estabeleceu uma fazenda para seu filho, João de Mesquita Pinto, que havia se casado recentemente. A propriedade, situada às margens do Riacho Cascavel, foi a pioneira na área e recebeu o nome de Fazenda Cascavel. Com o crescimento da população, outras residências foram erguidas em torno da fazenda, levando à necessidade de construir uma capela, a qual foi erguida nas imediações de onde hoje se cruzam as ruas João Rodrigues Pinto e Adroaldo Martins. Com o intuito de criar um povoado, a família Pinto de Mesquita doou um terreno perto da foz do Riacho Cascavel, estabelecendo que seus descendentes teriam o direito de construir suas casas nas áreas doadas.

Em março de 1823, o povoado foi elevado à condição de freguesia, unida à capela de Santa Quitéria (veja Capítulo Paroquial de Santa Quitéria). Antônio Bezerra fez uma referência sobre isso e mencionou os distritos de paz: "Foi criado uma freguesia por meio de um Decreto em março de 1823, que está contemplado na Lei nº. 224 de 4 de janeiro de 1841. Existem dois distritos de paz: o de Santa Quitéria, instituído pela Lei Orgânica de 15 de outubro de 1827 e artigo 2º do Código de Processo, e o da Barra do Macaco, estabelecido pela Lei nº. 327, datada de 6 de dezembro de 1850. Além disso, que também são distritos policiais, há o do Videu, situado na Serra das Matas.

No município, encontra-se a igreja-matriz da vila, criada por meio de um Decreto de 22 de março de 1823, bem como as capelas filiais da Barra do Macaco e do riacho dos Guimarães, sendo a primeira na localidade principal do distrito homônimo e a segunda em um pequeno aglomerado a 90 quilômetros ao nordeste da vila.



Texto de Eugênio Pacelly Alves




Referências bibliográficas:

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Pedro Batista: O poeta da Serra do Teixeira na Paraíba

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(Texto compartilhado no dia 20 de janeiro de 2026 por José Tavares de Araújo Neto)

Pedro Batista se destacou como um poeta popular, autor de prosa histórica, editor e jornalista. Sua educação intelectual esteve intimamente ligada ao sertão e aos ambientes da cultura popular impressa.

Ele era parte da família Nunes da Costa da Serra do Teixeira, que tinha uma tradição poética regional e era politicamente oposta à família Dantas em sua área local.

Pedro era o genro de Leandro Gomes de Barros e irmão de Francisco das Chagas Batista. Após a morte de seu sogro em 1918, ele começou a relançar os folhetos do sogro, focando suas atividades em Guarabira.

Pouco tempo depois, sua esposa, Rachel Aleixo de Barros, faleceu. Em seguida, desentendimentos com sua sogra, Dona Venustiniana, resultaram na interrupção de seu trabalho editorial.

Em 1921, a viúva cedeu os direitos autorais da obra de Leandro a João Martins de Ataíde, excluindo Pedro da gestão direta desse legado.

Francisco das Chagas Batista, o irmão de Pedro, que também nasceu na Vila de Teixeira, destacou-se como poeta e editor de literatura popular.

Ele era conhecido artisticamente como Chagas Batista e casou-se com sua prima Hugolina Nunes da Costa, filha de Ugolino do Sabugi, um dos pioneiros da cantoria nordestina, junto com seu irmão Nicandro do Sabugi. Chagas fundou a Livraria Popular Editora e lançou, em 1929, Cantadores e poetas populares. Faleceu em janeiro de 1930 na capital da Paraíba, no mesmo mês em que seu irmão entrevistou Padre Cícero.

Focando novamente na trajetória de Pedro Batista, em 1929 ele lançou Os Cangaceiros do Nordeste, uma obra que explorava o cangaço e as ligações entre a violência armada e o poder local no sertão.

Neste livro, ele mencionou a atuação de clãs familiares do interior da Paraíba, incluindo a família Duarte Dantas, referida como "Família Terrível", um termo criado por Gustavo Barroso no começo da década anterior.

No ano de 1930, a Paraíba estava entre os estados afetados pela crise política que sinalizava o fim da Primeira República. Durante as eleições presidenciais daquele ano, Pedro Batista se envolveu com a Aliança Liberal, que apoiava Getúlio Vargas, sob a liderança regional de João Pessoa.

Seu papel se destacou principalmente por meio da imprensa e da atuação intelectual. Nesse período, Pedro fez parte da Caravana João da Mata, que visitava cidades do interior nordestino para promover atividades políticas e avaliar a situação eleitoral.

No início de 1930, o jornalista entrevistou Padre Cícero em Juazeiro do Norte, e a conversa foi publicada no Diário da Noite do Rio de Janeiro.

Na entrevista, o sacerdote comentou que o Brasil estava passando por um período de tensão política, que era comum na história dos povos latinos, caracterizado por crises e comunicações institucionais, observando que, no contexto brasileiro, esses conflitos normalmente não resultavam em sangue derramado.

Padre Cícero enfatizou a necessidade de ordem e reconciliação para superar a crise e ressaltou a importância de utilizar os valores nacionais no gerenciamento do país. 

O líder religioso mencionou as atividades desenvolvidas no Nordeste durante o mandato de Epitácio Pessoa e fez comentários sobre a gestão de João Pessoa na Paraíba, ressaltando que observava de longe os eventos políticos na região.

Ocorreu a Revolta de Princesa em fevereiro de 1930, sob a liderança do Coronel José Pereira. Ao longo do embate, Pedro Batista permaneceu engajado com a mídia e a disseminação de informações a respeito dos acontecimentos na parte interna do Estado.

No mês de maio de 1930, ele facilitou a entrevista que o prefeito de sua cidade natal, Sancho Leite, deu ao repórter Victor do Espírito Santo, que foi publicada no Diário da Noite.

Durante a entrevista, o prefeito afirmou que a família Duarte Dantas tinha exercido influência política e bélica na área por muitos anos, sendo considerada responsável pela formação de grupos armados e pela tentativa de organizar o movimento em Teixeira.

Conforme relatou Sancho Leite, integrantes da família buscavam apoio em Princesa para unir o município à insurreição, o que culminou na intervenção da polícia e nos conflitos que ocorreram durante a revolta.

Após o triunfo do movimento revolucionário de 1930, Ubaldino Batista, irmão de Pedro Batista e Chagas Batista, foi nomeado prefeito da cidade de Lajes pelo interventor do Rio Grande do Norte, Irineu Joffily.

A atuação de Pedro Batista em 1930 esteve relacionada à produção de textos, ao jornalismo e à mediação de entrevistas, resultando em registros impressos sobre as eleições presidenciais e a Revolta de Princesa, que tiveram circulação tanto na mídia regional como nacional.



Texto de Patrício Holanda




Referências bibliográficas:

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Recife/PE: A cidade forjada por imigrantes

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A partir da metade do século XIX, tanto a Europa quanto a Ásia estiveram envolvidas em grandes movimentos migratórios, que surgiram devido a mudanças sócio demográficas, às transformações causadas pela expansão do capitalismo e a instabilidades políticas. A transição demográfica, que começou no século XVIII, dificultou a absorção dos excedentes populacionais por esses continentes, levando à emigração em larga escala. Fatores como o avanço das comunicações e a diminuição dos custos de transporte contribuíram para essa situação (Klein, 1989; Bassanezi, 1996).

No Brasil, a abundância de terras não cultivadas, a acessibilidade do mercado de trabalho, a expansão do capitalismo e várias circunstâncias momentâneas fizeram do país um destino atrativo para imigrantes. Entre 1890 e 1930, mais de 3,5 milhões de imigrantes, incluindo europeus, asiáticos e árabes, entraram no Brasil. O país se inseriu plenamente no contexto global de imigração em massa, rivalizando com os Estados Unidos e a Argentina, sendo identificado como o terceiro maior receptor de imigrantes na América (Bassanezi, 1996).

Diferentemente de outros estados do Brasil, Pernambuco não foi um destino popular para os imigrantes europeus, asiáticos e árabes que chegaram a partir do final do século XIX. A escolha normalmente recaiu sobre estados como São Paulo, que se destacou por receber a maior parte dos imigrantes que habitavam o Brasil.

Entretanto, os censos históricos realizados em 1872, 1890, 1900 e 1940 mostram que Pernambuco foi o segundo estado do Nordeste a acolher um número significativo de imigrantes; a Bahia foi o primeiro. O censo de 1920 revelou que Pernambuco tinha uma população estrangeira considerável; Recife abrigava 86,7% dos 11.698 imigrantes em todo o estado, sendo que a maior parte dessa imigração ocorreu de forma espontânea, ou seja, bancado pelos próprios imigrantes.

Ao longo de sua trajetória, Recife reuniu imigrantes de diversas nacionalidades, que ajudaram a moldar a demografia e a cultura do local. Esse “conjunto diversificado de nacionalidades” (Hirano e Carneiro, 2016) começou a se formar durante o período colonial com a presença dos portugueses e holandeses e com a abertura dos portos; novos elementos foram se adicionando à base lusitana trazidos pelos estrangeiros (Diegues Junior, 1964).

Os ingleses chegaram ao Recife após a Abertura dos Portos, em 1808, tornando-se uma comunidade significativa entre a população local. Recife é uma das poucas cidades no Brasil que possui um cemitério britânico, inicialmente chamado de British Cemetery. Esse espaço foi doado por D. João VI ao Cônsul Inglês após a Abertura dos Portos. Em 1838, a comunidade inglesa construiu a Holy Trinity Church, conhecida popularmente como "igrejinha dos ingleses", que foi demolida em 1946 devido à necessidade de alargamento da rua, sendo posteriormente reconstruída em outro local. Ao longo do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, diversos edifícios foram erguidos por imigrantes ingleses (Vainsencher, 2009; Tavares, Colvero, 2015).

Além das construções, os britânicos foram os primeiros a explorar serviços públicos, como as instituições bancárias, a engenharia hidráulica para o processo de purificação do açúcar (Vainsencher, 2009), e a introdução do primeiro trem urbano do Brasil, o maxabomba, uma pequena máquina a vapor com três vagões para passageiros, além de outros serviços fundamentais que foram confiados a companhias britânicas (Duarte, 2005).

No início do século XIX, Recife tinha um Consulado Geral dos Estados Unidos, criado em 1815, sendo este o mais antigo posto de representação diplomática americana no Brasil. Ainda no século XIX, no dia 4 de abril de 1886, missionários dos Estados Unidos fundaram a primeira Igreja Batista em Recife, que a princípio foi chamada de Egreja de Christo. Essa igreja é reconhecida como o sexto templo batista estabelecido no Brasil (Silva, 2003).

Os missionários batistas dos Estados Unidos também foram os fundadores do primeiro Colégio Batista do Recife, que iniciou suas atividades graças aos esforços dos Doutores William Henry Canadá e Salomão Luiz Ginsburg (Silva, 2012). A aula inaugural ocorreu em 1902, em uma pequena casa ao lado da Igreja Batista, com a participação de quinze estudantes. No dia 15 de janeiro de 1906, os missionários abriram o Colégio Americano Gilreath, que passou a ser conhecido como Colégio Americano Batista em 1916.

Foi neste colégio que o sociólogo Gilberto Freyre começou e finalizou seus estudos entre 1908 e 1917. Seu pai, Dr. Alfredo Freyre, além de ser professor (1907-1934), usou sua influência para promover a reputação do Colégio na sociedade de Recife (Silva, 2012). O Colégio Americano Batista ainda opera, oferecendo ensino de qualidade.

Um acontecimento significativo ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1941 e o início de 1944, quando Recife foi selecionada como a base naval da U. S. Navy, resultando em um aumento considerável do número de norte-americanos na cidade. Durante a estadia das tropas americanas, foram criados dois locais de lazer e entretenimento, acessíveis ao público local: o U. S. O Club, localizado no prédio do Cassino Americano, atualmente no bairro do Pina; e o U. S. O. Town Club, que ficava na antiga av. 10 de novembro, hoje conhecida como rua do Sol (Siqueira, 2020).

Em 1840, a sociedade de Recife já era influenciada por elementos franceses na moda, literatura e gastronomia, sendo o estilo francês o preferido da população. Nesse período, estavam em andamento iniciativas para modernizar a infraestrutura urbana, lideradas pelo presidente da província, Francisco do Rego Barros, o Conde da Boa Vista, que contou com a colaboração do engenheiro Louis-Léger Vauthier e sua equipe. Juntamente com outros engenheiros, Vauthier foi responsável por diversos projetos de estradas e edificações, incluindo o Teatro Santa Isabel, projetado no estilo da arquitetura neoclássica (Poncioni, 2010).

Um exemplo da influência francesa na arquitetura é a construção do Hospital Pedro II, que foi realizado segundo o modelo criado pelo médico Jacques-René Tenon, seguindo o estilo pavilhonar (Pereira, 2011). A presença francesa em Recife, unida ao desejo por modernidade, teve um grande impacto nas primeiras décadas do século XX em relação à culinária. A sociedade experimentava uma espécie de "belle époque" em sua gastronomia local (Toscano, 2013). Os franceses enfrentavam concorrência intensa dos ingleses nos mercados internacionais. Seu impacto mais significativo se manifestou na vida intelectual, com a França servindo como um centro de uma revolução bibliográfica (Mota, p. 47, 1970).

Durante a ocupação holandesa, foi erguida a primeira Sinagoga das Américas, Kahal Zur Israel, cuja construção começou em 1638 e foi finalizada em 1641, localizada na rua do Bom Jesus, no bairro de Recife. Naquele tempo, a rua era conhecida como rua do Bode – Bokestraet (BRASILIANA FOTOGRÁFICA).
Com a saída do governador Maurício de Nassau, que resultou na expulsão dos holandeses em 1654, a comunidade judaica fugiu, e a via passou a ser conhecida como rua da Cruz. Apenas em 1870, recebeu a nova designação de rua do Bom Jesus. É importante mencionar que essa via foi destacada na reportagem “31 das ruas mais bonitas do mundo”, escrita por Nick Mafi, publicada na revista americana Architectural Digest em 26 de novembro de 2019, como a terceira mais bela do planeta, sendo a única do Brasil na lista (BRASILIANA FOTOGRÁFICA).A confirmação da presença de uma comunidade alemã em Recife remonta às primeiras décadas do século XIX, com a instalação do Consulado Prussiano, posteriormente substituído pelo Consulado Alemão na metade do século. De acordo com Gilberto Freyre (1987), a influência alemã em Pernambuco era claramente evidente no comércio, nas artes, nas indústrias e na execução de experimentos agrícolas, competindo com produtos britânicos e franceses. Os imigrantes alemães se estabeleceram entre Recife e a região industrial de Paulista.

No começo do século XX, os alemães que viviam em Recife já tinham empresas financeiramente robustas; muitos acumularam riquezas como comerciantes e fizeram contribuições importantes nas artes. Um caso notável é o do arquiteto de origem alemã, que obteve nacionalidade brasileira, Heinrich Moser, que chegou a Recife em 1910. Ele foi convidado por sua tia Júlia Doederlein, conhecida como Madame Júlia, para ajudar na reforma de um prédio que era de sua propriedade: a Casa Alemã, um comércio luxuoso localizado na Rua Barão da Vitória, atualmente chamada Rua Nova. Moser trouxe a cultura dos vitrais para prédios públicos em Recife, sendo lembrado especialmente pelo magnífico vitral triplo que produziu para o Palácio da Justiça. Ele foi um dos primeiros a introduzir a produção de vitrais na região Nordeste (Lócio, 2018).

Além de suas ações no comércio, na indústria e nas artes, os alemães também contribuíram nas áreas da saúde e da educação. O Abade Beneditino Dom Pedro Roeser foi um dos principais responsáveis pela fundação do Hospital do Centenário, que foi inaugurado em 3 de maio de 1925, e que se tornou fundamental para a profissionalização da enfermagem em Recife. Dom Pedro Roeser trouxe da Alemanha onze enfermeiras formadas, que faziam parte da Cruz Vermelha Alemã, para implementar um serviço de enfermagem considerado de alta qualidade na época. Ademais, Roeser esteve envolvido na fundação da Primeira Escola de Agricultura e Veterinária do Brasil, atualmente conhecida como Universidade Federal Rural de Pernambuco (Abrão et al, 2010).

A emigração de portugueses para Recife teve suas particularidades. Foi um processo de emigração inicial, que começou durante o período colonial e se estendeu até a primeira década da década de 1960, com uma diminuição significativa no fluxo após esse período. Por um longo tempo, os portugueses representaram o maior grupo espontâneo de imigrantes em Pernambuco e foram o mais relevante contingente estrangeiro a entrar em Recife (Ferraz, 2014; Câmara, 2012).

Os portugueses estavam presentes em diversos setores da economia de Recife e exerciam várias funções, sendo especialmente notáveis no comércio de fazendas, lojas de secos e molhados, além de outros tipos de estabelecimentos de varejo. Eles se destacaram na atividade de caixeiragem, tanto em grandes quanto pequenos negócios. A proeminência dos comerciantes portugueses na praça comercial de Recife causou desconforto entre esses e os comerciantes locais, gerando tensões de natureza antilusitana. Conflitos de lusofobia também foram observados entre membros do exército que criticavam os abusos dos oficiais portugueses. Esses incidentes foram significativos na presença portuguesa em Pernambuco até a década de 1930 (Ferraz, 2014; Câmara, 2012).

Simultaneamente ao movimento antilusitano, a comunidade portuguesa no Recife fortaleceu sua relevância econômica e política na sociedade. Redes de apoio foram formadas através de entidades étnicas que atuavam como espaços de convivência para os imigrantes, ajudando a reforçar a identidade cultural e social, além de oferecer um caráter associativo ao grupo. Entre essas entidades, destacam-se o Gabinete Português de Leitura de Pernambuco, criado em 1850, o Clube Almirante Barroso, fundado em 1909, e o Clube Português do Recife, estabelecido em 1934. Os portugueses também deixaram sua marca em áreas como língua, música e arquitetura (Ferraz, 2014; Câmara, 2012), além de serem grandes empresários (Mendonça, 2010).

De acordo com um levantamento sobre a herança portuguesa feito pela Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa-PT), a cidade de Recife possui um dos mais significativos patrimônios lusitanos do Brasil. No total, são dezenove construções nas áreas de arquitetura religiosa, militar e residencial. Recife é a terceira capital brasileira com o maior número de exemplos do urbanismo português ultramarino (Diário de Pernambuco, 06/05/2017).

Antes da significativa migração de judeus que ocorreu no século XVII, "cristãos novos hispano-portugueses" já habitavam o território pernambucano. O pesquisador Odmar Braga relata que, entre 1580 e 1595, existiam duas sinagogas localizadas no Alto da Ribeira e no Engenho Camaragibe, pertencentes à mesma família (Pascoal, s/d).

No século XVII, judeus da Península Ibérica, que fugiam da Inquisição, chegaram ao Recife. Portugal implementou a distribuição de terras para assegurar a posse da terra. Para ter direito à terra, os judeus precisaram se converter, tornando-se cristãos novos (Pascoal, s/d).

O intenso fluxo migratório coincidiu com a ocupação holandesa, entre 1630 e 1654. Durante esse período, os judeus, conhecidos como sefarditas, afirmaram sua identidade religiosa, já que a Holanda, um país calvinista, suportava diversas vertentes religiosas. Sob a tutela do governo de João Maurício de Nassau-Siegen, os judeus formaram uma comunidade próspera, estimando-se que sua população variava entre 1.500 e 5.000 indivíduos (Pascoal, s/d; Kaufman, 2000; Lurdermir, 2005).

No início do século XX, uma nova comunidade judaica se instalou em Recife, optando pelo bairro da Boa Vista para residência, ao lado dos ingleses que já moravam lá. Recife acolheu judeus de várias origens, como russa, ucraniana, romena e eslava, que compartilhavam a língua, a cozinha e as festividades religiosas, destacando a identidade cultural desse grupo (Kaufman, 2000; Lurdermir, 2004, 2005).

Desde o começo do século XIX, os imigrantes italianos já faziam parte da sociedade de Recife. Alguns chegaram acompanhando companhias líricas, que realizavam peças de teatro, óperas e concertos, enquanto outros vieram como engenheiros, arquitetos e artistas, ajudando a transformar os espaços urbanos da cidade. A maioria chegou com pouco dinheiro e, com o tempo, conseguiu melhorar sua situação financeira. No final do século XIX, devido a várias melhorias, como a modernização do Porto do Recife, o crescimento da cidade e a expansão das iniciativas privadas no comércio e na indústria, houve um aumento significativo de imigrantes italianos (Andrade, 1992).

A comunidade italiana teve um papel importante no comércio, especialmente nas áreas de alfaiataria, calçados, alimentos, objetos de decoração e tinturaria, tornando-se fundamental para o desenvolvimento industrial do estado, especialmente na década de 1920. Em 1920, por exemplo, o italiano Giuseppe Francesco Conte fundou a Indústria Metalúrgica Pernambucana, hoje conhecida como Alumínio IPAM Indústria e Comércio, que ofereceu emprego a um número relevante de descendentes. Nesse mesmo ano, a fábrica de refrigerantes Fratelli Vita, que funcionava em Recife desde 1913, prosperou e mudou-se para um edifício maior localizado na Praça da Soledade (Andrade, 1992; Albuquerque, 2017).

Devido à relevância de seu porto e ao desenvolvimento industrial, em setembro de 1921, foi criada no Recife a Câmara Italiana de Comércio para as regiões Norte e Nordeste, com o propósito de facilitar o intercâmbio de mercadorias, pessoas e ideias. Além de unir a comunidade italiana, principalmente em Pernambuco, sua missão era proteger e promover o avanço das relações comerciais entre Brasil e Itália.

Os imigrantes italianos em Recife contaram com o benefício de uma agência do Banque Française et Italienne. Tommaso Febaro era o presidente, enquanto o consulado italiano Bruno Zuculin exercia a presidência honorária. No Norte-Nordeste do Brasil, o Banque tinha filiais apenas em Recife e Salvador (Andrade, 1992; Albuquerque, 2017).

O historiador Vittorio Cappelli declara que, “do ponto de vista quantitativo, a presença italiana no Recife é a mais forte de todo o Nordeste” (CAPPELLI, 2007, p. 21).

A presença da Espanha em solo recifense remonta aos primeiros tempos da colonização. Pouco se sabe sobre essa imigração. Em 1920, o censo revelou a existência de 1.014 espanhóis no estado de Pernambuco (IBGE). Em seus estudos sobre a migração espanhola para o Brasil, Martinez (2000, p. 248) indicou que em 1931, 476 espanhóis viviam no Recife, dos quais a maioria, cerca de 70%, eram galegos, 5% catalães, 5% andaluzes, 5% castelhanos velhos e 10% oriundos de outras áreas. De acordo com a autora, na época, o Consulado mantinha uma conta de poupança conhecida como Caja de Ahorros.

Os imigrantes do Oriente Médio começaram a chegar ao Recife no começo do século XX, oriundos da Palestina, Síria e Líbano. Suas principais atividades profissionais incluíam comércio e trabalho em indústrias pequenas. Esses imigrantes se estabeleceram e abriram seus negócios no bairro de São José, ocupando diversas ruas na área. Na Transição das décadas de 1930 para a de 1940, foi criado o Esporte Clube do Oriente, que se tornou não apenas um espaço de convivência social, mas também formou equipes de futebol e vôlei. Na primeira metade da década de 1940, a comunidade libanesa fundou o Clube Líbano Brasileiro, que inicialmente funcionou no bairro de Casa Amarela. Posteriormente, sua nova sede foi inaugurada no fim da década de 1950, no bairro do Pina, se tornando um ponto de encontro para sírios, libaneses e a comunidade árabe que reside no Recife. O Recife abriga a segunda maior população palestina (e seus descendentes) no Brasil (Hazin, 2016).

Os primeiros imigrantes japoneses a se estabelecer no Recife foram Asanobuske Gemba e seu filho Matsuichi, que chegaram em 1918. Eles se instalaram no bairro do Cordeiro e começaram a cultivar hortaliças. Durante a década de 1930, outros japoneses também começaram a se estabelecer na cidade. Atualmente, Pernambuco abriga a terceira maior comunidade japonesa do Brasil, concentrando-se especialmente no Recife, Bonito e Petrolina (Portal Nippo Brasil, s/data).

Os imigrantes chineses começaram a se instalar no Recife a partir do início dos anos 1920. Eles se estabeleceram no centro da cidade, atuando em serviços de lavanderia, pequenos comércios e fabricação de mosqueiros. Em 1936, a comunidade chinesa contava com 103 homens, a maioria solteiros, que coabitavam com mulheres brasileiras (Diário de Pernambuco, 12/02/1936). Segundo uma publicação do Diário de Pernambuco, “as mulheres não [deixavam] seu país facilmente.” A população chinesa na cidade começou a crescer a partir da década de 1970.

Embora em menor quantidade, imigrantes de outras nacionalidades, como suíços, escoceses, gregos, dinamarqueses, russos e belgas, também ajudaram a formar o que hoje podemos chamar de “Recife: uma sociedade plural.”



 

Texto de Eugênio Pacelly Alves

 


 

Referências bibliográficas:

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